quinta-feira, 25 de abril de 2013

25 de Abril

Foi na madrugada de 24 para 25 de abril de 1974 que se ouviu a famosa Grândola Vila Morena de Zeca Afonso, dando sinal para que a revolução anti-fascista começasse. 

Os Capitães de Abril e os soldados prepararam-se então e saíram à rua no dia 25 de abril. A população juntou-se-lhes e todos marcharam para destronarem Marcello Caetano e derrubarem o regime salazarista que vigorava desde 1932. Esta revolução foi um dos momentos mais inspiradores da história de Portugal. Como todos os bons portugueses, deixo aqui a minha homenagem aos Capitães de Abril, pela sua valentia; aos refugiados e combatentes do regime, pela sua ousadia. O fim da PIDE foi também uma grande vitória do 25 de abril, assim como (obviamente) a democracia e a liberdade. Fica aqui também uma homenagem ao valente, audaz e guerreiro povo deste grande país que aguentou heroicamente 41 anos de fascismo, opressão e censura. A sombra de Salazar ainda paira sobre a memória de muitos desses tempos, mas a luz ofuscante da Revolução dos Cravos impede essa sombra de proliferar e de espalhar o medo que já impôs.

A nossa história mudou depois deste acontecimento revolucionário. Ficou-nos para sempre a memória de uma heroica revolução que inspirou fundo, combateu e derrotou o monstro da ditadura. Para sempre ficará na nossa memória a valentia e a coragem desses tempos. Viva o 25 de abril! Viva Portugal!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

O Fim da Casa

Os arguidos do processo "Casa Pia" seguiram todos o exemplo de Carlos Cruz e foram presos. Finalmente, Portugal poderá livrar-se de um dos processos mais vergonhosos e demorados da história judicial portuguesa.

Primeiro Carlos Cruz, depois os outros. O Fim Está Próximo. Esta frase, embora proferida em 2012, será agora usada para um fim diferente. O fim de um dos mais vergonhosos, mediáticos e demorados processos judiciais da história de Portugal. Enfim, finalmente os culpados assumem a sua culpa e, muito sensatamente, entregam-se ou são presos. O leitor só não está tão contente como eu se não perceber nada de justiça. Finalmente, os culpados pagam pelos seus crimes. A justiça portuguesa pode ser lenta, mas não é estúpida (ás vezes). Este caso só o comprova. Pode ter sido arrastado até 2013, mas foi resolvido e, finalmente, cai o pano para esta comédia que tudo foi exceto engraçada. O tribunal demonstrou ser sério quando quer. 

Finalmente, há fim para este processo vergonhoso da justiça portuguesa. Portugueses, já podem voltar a confiar na nossa justiça, pois ela provou ser muito mais séria do que se pensava.

A saída de Relvas

Miguel Relvas saiu hoje do governo. O que tenho a dizer é: Estais satisfeitos, meus compatriotas, ou ainda falta algo?

Miguel Relvas, Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares demitiu-se de livre vontade do governo. Agora, levanta-se ligeiramente a sombra dos escândalos do governo. E não, não acho que é um sinal de crise política, acho é que sempre existe decência em Miguel Relvas. Demitir-se foi a jogada mais inteligente que o ministro fez. Já há muito que se pedia a demissão do ministro e, num ato derradeiro de sensatez, Miguel Relvas assim o fez. Espero que a oposição não tome isto como uma vitória, mas como um sinal de que o governo tem muito mais bom senso do que eles. E o líder do PS é uma prova disso. Desde o caso das pressões a jornalistas ao polémico caso da Lusófona, que encheu tantos jornais com críticas e comentários. Bem, sabemos que esta situação entrará para a história da política portuguesa. A demissão de um dos mais polémicos ministros de Portugal.

A minha opinião? A minha sincera opinião é que Miguel Relvas demonstrou afinal ser um homem ajuizado, mas que como ministro não serve. 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Há bom senso em Carlos Cruz

Quem segue as notícias, certamente terá ouvido dizer que Carlos Cruz se entregou para cumprir os seu seis anos de prisão. É pouco tempo, mas revela algum senso comum no homem.

A notícia caiu que nem uma bomba. Finalmente, algo próximo do fim daquele que é um dos processos mais demorados da história da Justiça portuguesa. Casa Pia. Basta o nome para se pensar na pedofilia e nos abusos cometidos. O principal arguido, Carlos Cruz, que revelou ter presente uma raspa de bom senso e de moralidade, entregou-se esta manhã e foi condenado a 6 anos de prisão. O que nos entristece é que não se cumpra a pena toda, mas que o ex-apresentador só irá cumprir 4 anos e 9 meses. Talvez seja o suficiente para os outros prisioneiros o fazerem arrepender-se dos seus atos. O seu advogado, que estava todo contente por ter ilibado o seu cliente agora deve sentir que o seu papel está feito. Talvez Cruz tenha sentido remorsos pelo que fez. Mas avancemos. Este ato revela que afinal existe bom senso dentro de Carlos Cruz. Só é pena que tenha demorado tanto tempo a ser revelado. 

Ainda bem que se avizinha o fim do processo "Casa Pia". Já começava a causar uma má impressão. Para já, apenas o principal arguido foi detido. Agora, restam os outros. Mas é provável que o caso fique por aqui. Não é bem justiça, mas foi feita justiça. O mau paga pelo que fez. E é assim que deve ser.