Qual o propósito de acontecimentos como a Primeira Guerra Mundial?
Começo com esta simples pergunta. A resposta é igualmente simples. O propósito de acontecimentos catastróficos como a Primeira Guerra Mundial é... nada. Não têm propósito. Ou por outra, têm propósito, mas esse propósito é o de nos alertar para o que a estupidez humana é capaz. É esse, digo eu, o propósito de acontecimentos como a Primeira Guerra Mundial. Talvez seja um acontecimento marcante, mas eu penso que se deveria escrever assim: primeira guerra mundial. Em minúsculas. Porque é isso que merece este acontecimento terrível. As minúsculas servem para diminuir o destaque desta terrível guerra. Aconteceu, é verdade, mas isso não quer dizer que tenhamos de lhe dar a importância que se lhe atribui. A única coisa que devemos fazer é recordar a primeira guerra mundial, mas recordá-la com espírito crítico e mente aberta. Devemos recordar quantos morreram na guerra, e dizer: Nunca mais! Devemos recordar quantos sofreram nas suas terras, e dizer: Nunca mais! Devemos recordar quantos pagaram com as suas vidas pelos erros de meia dúzia, e bradar: NUNCA MAIS!
Einstein dizia que apenas duas coisas eram infinitas: o universo e a estupidez humana. E nem tinha a certeza absoluta em relação ao primeiro. E tinha o cientista razão. Não há limites para o que a estupidez humana pode fazer. A primeira guerra mundial foi uma prova disso. Devemos todos trabalhar em conjunto para evitar que se repita.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
domingo, 27 de julho de 2014
A CPLP e a Guiné Equatorial
Porque entrou a Guiné Equatorial para a CPLP? Ninguém sabe?
Porque será que a Guiné Equatorial entrou para a CPLP? É que nem desconfio... Errado. Não só desconfio, como sei o porquê. E todos os leitores atentos também. É muito simples: dinheiro. Só esta palavrinha ridiculamente simples: dinheiro. O que move o mundo atual: dinheiro. Está mal. Não devia ser a economia a dominar os pensamentos das pessoas. Mas agora estou a divagar. Regressando ao tema. A Guiné Equatorial entrou para a CPLP. História bonita não acha, leitor? Só é pena que uma comunidade democrática e lusófona acolha um país ditatorial, anti-democrático e cuja percentagem de população lusófona seja mínima. Pormenores, certo? Eu sei como foi a decisão do júri. O que pesou na decisão da integração deste país na Comunidade não foi o ser uma ditadura, nem o ser um dos países com maior índice de corrupção, nem sequer foi o facto de violar os direitos humanos. Não. O que pesou na decisão foi o quanto dinheiro entraria para os bolsos de quem quer que tenha feito essa decisão. E isso, por si só, está errado. «Podes matar e roubar, mas se me deres um pouco dos ganhos, eu esqueço isso tudo». Está mal. E aí está outra: o "presidente" Teodoro Obiang Nguema, um dos líderes mais ricos do mundo, um dos piores ditadores africanos e um dos mais corruptos. Como pôde Portugal aceitar isto? Esta pergunta é retórica, todos nós sabemos o raio da resposta (perdoem-me o termo, sinto-me indignado).
E é assim a vida... Engolir sapos atrás de sapos e enfrentar as adversidades... Quando é que isto muda?
Porque será que a Guiné Equatorial entrou para a CPLP? É que nem desconfio... Errado. Não só desconfio, como sei o porquê. E todos os leitores atentos também. É muito simples: dinheiro. Só esta palavrinha ridiculamente simples: dinheiro. O que move o mundo atual: dinheiro. Está mal. Não devia ser a economia a dominar os pensamentos das pessoas. Mas agora estou a divagar. Regressando ao tema. A Guiné Equatorial entrou para a CPLP. História bonita não acha, leitor? Só é pena que uma comunidade democrática e lusófona acolha um país ditatorial, anti-democrático e cuja percentagem de população lusófona seja mínima. Pormenores, certo? Eu sei como foi a decisão do júri. O que pesou na decisão da integração deste país na Comunidade não foi o ser uma ditadura, nem o ser um dos países com maior índice de corrupção, nem sequer foi o facto de violar os direitos humanos. Não. O que pesou na decisão foi o quanto dinheiro entraria para os bolsos de quem quer que tenha feito essa decisão. E isso, por si só, está errado. «Podes matar e roubar, mas se me deres um pouco dos ganhos, eu esqueço isso tudo». Está mal. E aí está outra: o "presidente" Teodoro Obiang Nguema, um dos líderes mais ricos do mundo, um dos piores ditadores africanos e um dos mais corruptos. Como pôde Portugal aceitar isto? Esta pergunta é retórica, todos nós sabemos o raio da resposta (perdoem-me o termo, sinto-me indignado).
E é assim a vida... Engolir sapos atrás de sapos e enfrentar as adversidades... Quando é que isto muda?
terça-feira, 22 de julho de 2014
Rubem Alves (1933-2014)
Faleceu o inteletual brasileiro Rubem Alves.
Pensador e psicanalista, filósofo e educador, esta grande figura da literatura brasileira faleceu no dia 19 deste mês. Segundo Dilma Roussef, "um dos inteletuais mais respeitados do Brasil". Com uma obra variada, na qual se contam livros, artigos e uma série de livros infanto-juvenis, o Brasil perdeu, sem dúvida, uma figura cimeira nas suas letras. Pouco há mais a dizer a não ser que deixo as minhas condolências para com a família e os amigos do escritor.
"A alma é uma borboleta...
há um instante em que uma voz nos diz
que chegou o momento de uma grande metamorfose..."
Pensador e psicanalista, filósofo e educador, esta grande figura da literatura brasileira faleceu no dia 19 deste mês. Segundo Dilma Roussef, "um dos inteletuais mais respeitados do Brasil". Com uma obra variada, na qual se contam livros, artigos e uma série de livros infanto-juvenis, o Brasil perdeu, sem dúvida, uma figura cimeira nas suas letras. Pouco há mais a dizer a não ser que deixo as minhas condolências para com a família e os amigos do escritor.
"A alma é uma borboleta...
há um instante em que uma voz nos diz
que chegou o momento de uma grande metamorfose..."
Rubem Alves
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Costa-Seguro, reciclagem, burocracia e corrupção e um pouco de alemão
«Simpatizantes do partido»... Tá boa, Costa, tá boa. Assim assegura-se de que ganha, não é?
Costa-Seguro
António Costa é um oportunista. Quando o seu partido andava pelas ruas da amargura, descredibilizado por Sócrates, não quis saber, nem demonstrou interesse em candidatar-se à liderança. Mas agora que António José Seguro conseguiu reerguer o PS como um partido apto para fazer oposição (e, quem sabe, com o líder certo, governar), o senhor presidente da Câmara de Lisboa candidata-se à liderança do partido. Com líderes destes, quem precisa de inimigos! Talvez Seguro não tenha o carisma nem a imponência de Costa, mas pelo menos conseguiu restabelecer a reputação do PS, lutou por isso, ao passo que Costa apenas esperou pela oportunidade certa para apanhar com os seus tentáculos. Olha, que engraçado. Faz-me lembrar uma coisa que certo padre apregoou no século XVII, no Maranhão, sobre os polvos (que agarram a presa com os seus tentáculos) como os maiores traidores do mar... Coincidências... Outra coincidência: a reciclagem de nomes desta tríade - António Costa; António José Seguro (JS) ; José Sócrates (JS).
Burocracia e corrupção
Hoje fui resolver uns assuntos, não interessa o quê, e esperei em filas, assinei papéis, fui buscar ainda mais papéis e preenchi fichas. E ainda tenho que lá voltar para concluir o processo. A este processo chama-se burocracia, o que em língua portuguesa significa "maneira simples e confortável de ajudar a corrupção". Não estou a inventar. As ditaduras usavam a burocracia para se manterem no poder. Era simples. "Quer começar um partido? Então preencha aqui, assine aqui, rubrique aqui, volte daqui a um mês para o mandarmos esperar mais uns anos, tá bom?" Entendo a necessidade de burocracia. Mas tudo o que é a mais faz mal.
E agora, como prometido, um pouco de alemão:
«Deutschland gewann den World Cup mit Mühe und Verdienst».
Costa-Seguro
António Costa é um oportunista. Quando o seu partido andava pelas ruas da amargura, descredibilizado por Sócrates, não quis saber, nem demonstrou interesse em candidatar-se à liderança. Mas agora que António José Seguro conseguiu reerguer o PS como um partido apto para fazer oposição (e, quem sabe, com o líder certo, governar), o senhor presidente da Câmara de Lisboa candidata-se à liderança do partido. Com líderes destes, quem precisa de inimigos! Talvez Seguro não tenha o carisma nem a imponência de Costa, mas pelo menos conseguiu restabelecer a reputação do PS, lutou por isso, ao passo que Costa apenas esperou pela oportunidade certa para apanhar com os seus tentáculos. Olha, que engraçado. Faz-me lembrar uma coisa que certo padre apregoou no século XVII, no Maranhão, sobre os polvos (que agarram a presa com os seus tentáculos) como os maiores traidores do mar... Coincidências... Outra coincidência: a reciclagem de nomes desta tríade - António Costa; António José Seguro (JS) ; José Sócrates (JS).
Burocracia e corrupção
Hoje fui resolver uns assuntos, não interessa o quê, e esperei em filas, assinei papéis, fui buscar ainda mais papéis e preenchi fichas. E ainda tenho que lá voltar para concluir o processo. A este processo chama-se burocracia, o que em língua portuguesa significa "maneira simples e confortável de ajudar a corrupção". Não estou a inventar. As ditaduras usavam a burocracia para se manterem no poder. Era simples. "Quer começar um partido? Então preencha aqui, assine aqui, rubrique aqui, volte daqui a um mês para o mandarmos esperar mais uns anos, tá bom?" Entendo a necessidade de burocracia. Mas tudo o que é a mais faz mal.
E agora, como prometido, um pouco de alemão:
«Deutschland gewann den World Cup mit Mühe und Verdienst».
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Das dicotomias que atravessam o mundo
De dois casos tratarei aqui.
Primeiro caso - Ainda com isso?
Da Ucrânia chegam-nos notícias perturbadoras após uma pausa pequena. Esta situação já podia ter sido resolvida, há muito tempo, se a Rússia tivesse engolido aquele seu orgulho e tirado da Ucrânia todos aqueles "separatistas ucranianos" que para lá pôs. Mas não! Insiste e não desiste. Aff... Se o ser humano não fosse tão estupidamente orgulhoso isto não se passaria. Mas enfim, coisas... Mas no meio disto tudo eu pergunto: Já perguntaram aos ucranianos, aos verdadeiros, se eles querem viver num país estilhaçado e russificado? Ninguém lhes pergunta porque aos "senhores", aos que mandam, não convém que o povo negue os seus interesses. E que interesses? Bem, as guerras lutam-se com armas... há no mundo quem venda armas... É só fazer as contas...
Segundo caso - Uma questão de inveja
Ainda no outro dia vi uma mensagem na Internet a apoiar os palestinianos. Eu apoio aqueles que sofreram com a guerra, sabem, aqueles seres humanos que ficaram no meio da batalha entre monstros desumanos.Palestinianos, israelitas... seja quem for, apoio aqueles que correm todos os dias o risco de verem as suas vidas ceifadas da Terra. E tudo porque os palestinianos (os chefes e os idiotas, note-se) não querem partilhar o território com os judeus. Mas aqui está o ponto-chave: Os judeus nunca tiveram uma pátria que pudessem chamar sua após a ascensão do cristianismo, por isso foram para o território que havia sido seu, em tempos idos. Mas chegando lá, os que o ocuparam não queriam partilhar. E então, até hoje, andam "à turra e à massa". Será assim tão difícil pôr a arrogância de lado e partilhar? Eu sei, eu sei, trata-se do território de um país, mas mesmo assim, porra, se Portugal e Espanha iniciassem uma guerra por causa da partilha de uma porção de terra para viver, a primeira coisa que eu faria, se mandasse, era dá-la, para salvaguardar as vidas do meu povo. E o estúpido fanatismo religioso dos dois povos só piora a situação! O problema é que por cada mal que a Palestina faça, a vingança de Israel quase que obscurece esse mal. Os judeus têm um ditado que diz: «Se é vingança que procuras, cava duas sepulturas». Porque é que a sabedoria popular é tão menosprezada? Enfim...
Não tenho o poder de escrever a História. Mas tenho a faculdade de a analisar. No futuro, olharão para esta situação e dirão: «Que primitivos, a guerrearem-se por causa de uma simples partilha!» Não podemos deixar que isso aconteça. Sei que escrever sobre o assunto não o altera, mas se eu tentasse mudar alguma coisa, acabaria morto pelos interesseiros que beneficiam destas malditas guerras. Quem devia desaparecer do mapa não eram os civis inocentes, mas sim os culpados criminosos que enriquecem à custa desta estupidez. É o que eu acho.
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