Fez na passada terça-feira, dia 24, um século da publicação da Revista Orpheu.
Orpheu é ainda hoje um fenómeno único na literatura portuguesa. Único no sentido em que muita gente tenta ainda perceber o que foi realmente. Tratou-se de algo tão peculiar nas letras portuguesas. Pela primeira vez, a literatura portuguesa encontrava-se em sincronia com a literatura estrangeira. Pela primeira vez, Portugal acompanhava o progresso, nas artes, do resto do Mundo. E foi por essa mesma razão que a revista não vingou. A mudança raramente é bem aceite, e uma sociedade muito presa aos costumes como era a sociedade portuguesa nunca iria aceitar a revolução cultural de bom grado. Assim se sucedeu. Os vários autores que inovaram tanto na revista foram vilipendiados pelas pessoas, gozados e achincalhados pelos críticos e intelectuais. Mas nenhuma dessas provocações reduziu a força de Orpheu. E um segundo número saiu. Então, quero deixar aqui a minha homenagem à revista Orpheu, esse furacão que abanou Portugal, esse terramoto que rompeu com os cânones das artes portuguesas. E homenagear os artistas que tornaram tal possível. Agradecer a Fernando Pessoa (e a Álvaro de Campos), a Mário de Sá-Carneiro, a Almada Negreiros, a Santa-Rita Pintor, a Amadeo de Souza-Cardoso e a outros tantos que contribuíram para a inovação com um pedaço da sua loucura. A esses génios.
E termino assim a minha homenagem àquele que foi, para mim, o movimento mais peculiar, irrepetível e inovador da história da literatura portuguesa.
segunda-feira, 30 de março de 2015
domingo, 29 de março de 2015
O dia em que a Madeira votou
37 anos de Jardim findaram hoje. 37 é muito tempo...
Não é sem interesse que observo atentamente os desenvolvimentos legislativos da Madeira. O PSD venceu as eleições, como estávamos todos à espera que acontecesse. O que é digno de nota é que estas foram as primeiras eleições regionais sem Alberto João Jardim. Após 37 anos ininterruptos no poder, a Madeira vê as sua primeiras eleições sem Jardim. Estes números têm muito que se lhes diga. Alberto João Jardim foi o político que mais tempo exerceu um cargo de chefia. Conseguiu ultrapassar Salazar em anos de governação (Salazar governou 36 anos). Sempre com maiorias absolutas, sempre o preferido do povo madeirense, Jardim é uma figura peculiar na história insular portuguesa. Bom, tendo acabado de fazer contas, deixo o meu voto de sucesso a Miguel Albuquerque. E, claro, expresso a minha sensação que Jardim tirou só uma folga. Ainda ouviremos falar de João Jardim num futuro próximo.
Tendo dito isto, concluo apenas assim: esperemos que não. Não é que não goste de Jardim, mas já são muitos anos a governar. Fazia bem em reformar-se e viver o resto da vida calminho e sem grandes exaltações. E deviam seguir-lhe o exemplo Cavaco Silva e Mário Soares. Também já é muitos anos a governarem. Mas isso é outra história... Resumindo e concluindo, gostava que esta minha esperança se realizasse.
Não é sem interesse que observo atentamente os desenvolvimentos legislativos da Madeira. O PSD venceu as eleições, como estávamos todos à espera que acontecesse. O que é digno de nota é que estas foram as primeiras eleições regionais sem Alberto João Jardim. Após 37 anos ininterruptos no poder, a Madeira vê as sua primeiras eleições sem Jardim. Estes números têm muito que se lhes diga. Alberto João Jardim foi o político que mais tempo exerceu um cargo de chefia. Conseguiu ultrapassar Salazar em anos de governação (Salazar governou 36 anos). Sempre com maiorias absolutas, sempre o preferido do povo madeirense, Jardim é uma figura peculiar na história insular portuguesa. Bom, tendo acabado de fazer contas, deixo o meu voto de sucesso a Miguel Albuquerque. E, claro, expresso a minha sensação que Jardim tirou só uma folga. Ainda ouviremos falar de João Jardim num futuro próximo.
Tendo dito isto, concluo apenas assim: esperemos que não. Não é que não goste de Jardim, mas já são muitos anos a governar. Fazia bem em reformar-se e viver o resto da vida calminho e sem grandes exaltações. E deviam seguir-lhe o exemplo Cavaco Silva e Mário Soares. Também já é muitos anos a governarem. Mas isso é outra história... Resumindo e concluindo, gostava que esta minha esperança se realizasse.
quinta-feira, 26 de março de 2015
Luís Miguel Rocha (!) (1976-2015)
Ainda não estou em mim.
É sempre uma notícia fúnebre saber que a um jovem com um futuro brilhante pela frente lhe é vedada essa estrada que poderia vir a percorrer. Luís Miguel Rocha faleceu hoje, apenas com 39 anos. É tristíssimo e tocou-me profundamente. Tive oportunidade de o conhecer numa das apresentações de um dos seus livros (A Filha do Papa) e tenho mesmo imensa pena que não possa continuar a brilhante carreira que vinha a construir. Deixo com a família e com os amigos do escritor os meus mais sinceros sentimentos.
Nada é mais triste que cortar cedo uma flor que desabrocha.
É sempre uma notícia fúnebre saber que a um jovem com um futuro brilhante pela frente lhe é vedada essa estrada que poderia vir a percorrer. Luís Miguel Rocha faleceu hoje, apenas com 39 anos. É tristíssimo e tocou-me profundamente. Tive oportunidade de o conhecer numa das apresentações de um dos seus livros (A Filha do Papa) e tenho mesmo imensa pena que não possa continuar a brilhante carreira que vinha a construir. Deixo com a família e com os amigos do escritor os meus mais sinceros sentimentos.
Nada é mais triste que cortar cedo uma flor que desabrocha.
terça-feira, 24 de março de 2015
Herberto Hélder (1930-2015)
A poesia perdeu uma das suas grandes vozes esta terça-feira.
«E já nenhum poder destrói o poema.».
domingo, 15 de março de 2015
Petição para a demissão de Passos Coelho
Esta semana foi lançada uma petição para demitir Pedro Passos Coelho.
Agora que se tornou digno de nota, direi o que penso da Petição, que já recolhe 19 000 assinaturas, para demitir o primeiro-ministro. Penso que se trata de uma parvoíce saída da cabeça de quem não tinha nada de mais interessante para fazer. Sinceramente, faz algum sentido pedir a demissão do primeiro-ministro a cinco meses do final da legislatura? É gozar com a cara da liberdade de voto e de expressão política. Qual é o sentido desta petição agora? AGORA? Há dois anos, há ano e meio, aí faria sentido. Mas a cinco meses do final do mandato? Se queremos que o Governo se vá embora, é esperar pelas eleições, que já se avizinham, não é demiti-lo agora, a escassos meses do fim. O objetivo desta ação é apenas desestabilizar o quadro político português. Não tem outro objetivo. Melhorar a vida dos portugueses? Votar noutra pessoa nas próximas eleições. Será que ganha outro significado esta petição se for referido que foi um militante do BLOCO DE ESQUERDA a iniciá-la? Aqui está a justificação da existência da referida petição: uma afirmação partidária mesquinha. Nada mais. Não gosto da tua ideologia, vou quebrar o país para mostrar como não gosto. Não se faz. Haja decência nas cabeças das pessoas, será pedir muito?
Espero que a Assembleia não se ponha com ideias malucas e demita o governo. Haverá tempo para isso, em CINCO MESES.
Agora que se tornou digno de nota, direi o que penso da Petição, que já recolhe 19 000 assinaturas, para demitir o primeiro-ministro. Penso que se trata de uma parvoíce saída da cabeça de quem não tinha nada de mais interessante para fazer. Sinceramente, faz algum sentido pedir a demissão do primeiro-ministro a cinco meses do final da legislatura? É gozar com a cara da liberdade de voto e de expressão política. Qual é o sentido desta petição agora? AGORA? Há dois anos, há ano e meio, aí faria sentido. Mas a cinco meses do final do mandato? Se queremos que o Governo se vá embora, é esperar pelas eleições, que já se avizinham, não é demiti-lo agora, a escassos meses do fim. O objetivo desta ação é apenas desestabilizar o quadro político português. Não tem outro objetivo. Melhorar a vida dos portugueses? Votar noutra pessoa nas próximas eleições. Será que ganha outro significado esta petição se for referido que foi um militante do BLOCO DE ESQUERDA a iniciá-la? Aqui está a justificação da existência da referida petição: uma afirmação partidária mesquinha. Nada mais. Não gosto da tua ideologia, vou quebrar o país para mostrar como não gosto. Não se faz. Haja decência nas cabeças das pessoas, será pedir muito?
Espero que a Assembleia não se ponha com ideias malucas e demita o governo. Haverá tempo para isso, em CINCO MESES.
sábado, 14 de março de 2015
3.1415... e Einstein
A data de hoje tem uma história engraçada ligada a si...
Todos conhecemos o eterno número pi: 3.1415... Bem, hoje, por uma coincidência engraçada, é o dia do pi. Não acredita em mim? Repare: março, 14, 2015= 3.14.15. Já percebeu? Génios ao longo da história têm tentado compreender o Universo com a matemática, e datas como esta talvez sejam a resposta, a prova de que isso será um dia possível. Entre esses génios encontra-se Albert Einstein e que, curiosamente, cumpre o seu aniversário neste dia, precisamente. As coincidências são tão interessantes. Trata-se de uma data que só se verifica a cada século, o que por si só torna-a digna de registo por minha parte. De resto, sinto que devo deixar aqui um voto de feliz aniversário (caso estivesse ainda vivo) a Albert Einstein, cuja mente maravilhou o mundo.
Nada mais tenho a acrescentar. Bom fim-de-semana, caríssimos leitoras e leitores.
Todos conhecemos o eterno número pi: 3.1415... Bem, hoje, por uma coincidência engraçada, é o dia do pi. Não acredita em mim? Repare: março, 14, 2015= 3.14.15. Já percebeu? Génios ao longo da história têm tentado compreender o Universo com a matemática, e datas como esta talvez sejam a resposta, a prova de que isso será um dia possível. Entre esses génios encontra-se Albert Einstein e que, curiosamente, cumpre o seu aniversário neste dia, precisamente. As coincidências são tão interessantes. Trata-se de uma data que só se verifica a cada século, o que por si só torna-a digna de registo por minha parte. De resto, sinto que devo deixar aqui um voto de feliz aniversário (caso estivesse ainda vivo) a Albert Einstein, cuja mente maravilhou o mundo.
Nada mais tenho a acrescentar. Bom fim-de-semana, caríssimos leitoras e leitores.
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