domingo, 13 de setembro de 2015

O princípio do fim?

Ainda a semana não começou e a Alemanha já deu um passo atrás na evolução da construção europeia.

É com preocupação que observo a Alemanha a suspender o Tratado de Schengen e a fechar as suas fronteiras. Sem dúvida, outros a seguirão. E incitados pelos anti-europeístas e pelos detratores do espaço Schengen. Compreendo, obviamente, a necessidade que um país como a Alemanha sentiu em fechar as suas fronteiras (caramba, os refugiados chegam a fazer birras só para poderem ir para a Alemanha), mas mais argumentos contra encontro. Por exemplo, suspender o Tratado de Schengen e fechar as fronteiras é um retrocesso na evolução de uma Europa unida. Embora cético, alimento a esperança de um dia ver uma Europa unida e com os seus objetivos alinhados para o mesmo fim. Este acontecimento torna esse dia ainda mais distante. A crise dos refugiados já se torna insustentável para a Europa, que se viu de repente obrigada a aceitar os refugiados sírios, embora existam por aí países árabes ricos e hipócritas, que deveriam aceitar os seus irmãos ideológicos (falo, obviamente, da aproximação cultural e religiosa dos muçulmanos) com maior sentido de obrigatoriedade que uma Europa vulnerável e cristã (portanto, divergente ideologicamente). Preocupa-me sinceramente toda esta situação que se vem a assistir nos últimos dias. 

E é com extrema preocupação que termino este texto. Não sei mais em que pensar. Quando me surge um argumento a favor, surge-me um argumento contra e ando neste impasse comigo mesmo quanto a toda esta situação. É um problema sem solução imediata.