sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Vira o disco, toca o mesmo

Não pude deixar de reparar no crescimento do PS nas intenções de voto, após a vitória de António Costa nas eleições primárias. 

E, claro, não pude deixar de constatar que os portugueses andam, mais uma vez, a nanar. Aqui estão os meus pontos:

  • António Costa não é uma pessoa na qual eu depositaria a minha confiança. Ele ainda se veria livre da minha confiança se isso lhe desse algum lugar no poleiro.
  • A maneira como conseguiu chegar a líder do seu partido é, ainda, uma vil traição, mas de uma vileza reles. «Não me interessa o que fizeste pelo PS, Tó Zé, que agora vou-te esfaquear nas costas para poder chegar ao poder».
  • O ponto principal ao qual eu queria chegar: António Costa foi Ministro da Administração Interna no governo de José Sócrates. Será que se trata do mesmo governo que nos trouxe à situação em que estamos e que obrigou o PSD a fazer cara de mau, só para que o PS fosse agora parecer ao povo o D. Sebastião? Aparentemente, os eleitores acham que não se trata do mesmo governo...
  • José Sócrates de regresso à política portuguesa. Como? Ministro, que Costa ainda lhe deve  esse favor...
  • António Costa está a passar uma imagem de D. Sebastião que vem resgatar a Pátria das garras dos «mauzões» da Direita. Quem foi a última pessoa a fazer uso dessa figura do imaginário popular, quem foi? Mais, fazer de D. Sebastião é má ideia. Esse governantezeco esteve-se nas tintas para o país, porque apenas quis fama e glória.


Espero ter esclarecido a minha posição. Acusem-me os da Esquerda de que apenas digo isto porque sou de Direita. Era o que mais faltava o facto de pertencer a um partido me toldasse o espírito crítico. O meu lema é: «Não olhes para as promessas de um partido, olha para as ações de um candidato». Fica a dica.

domingo, 26 de outubro de 2014

Eleições brasileiras

Dilma Rousseff venceu as eleições deste ano. Começa agora o seu segundo mandato.

Um país dividido. Dois candidatos. Um frente-a-frente. São estas as palavras que podem descrever estas eleições brasileiras. Dilma Rousseff ganhou a corrida, mas por pouco que Aécio Neves a ultrapassava na reta final. A razão porque Dilma não ganhou com mais do que 51% é uma daquelas razões que só ao povo lembra: o caso do mundial de futebol. Embora fosse um gasto extravagante, o facto é que decorreu no Brasil, levou turismo e fez entrar dinheiro nos cofres brasileiros. Sim, eu sei qual é o problema. O problema é que esse dinheiro apenas vai conhecer mãos políticas, nunca chegará ao povo brasileiro. Eu sei que muito do dinheiro gasto no mundial podia ter sido investido noutras coisas mais importantes e urgentes. Eu sei. Mas também sei que o mundial levou lucro para os cofres do Brasil. Claro, há também o recém-descoberto caso da Petrobras, onde a corrupção parece não ter fim (nesse aspeto, os brasileiros são parecidos connosco: os políticos
é escândalo após escândalo). Tem essas manchas a carreira política de Rousseff. Mas os brasileiros não se podem esquecer de que a prosperidade do Brasil, se não aumentou, manteve-se, e desde os tempos de Lula da Silva que assim o é. Não se podem esquecer disso, brasileiros. Há sempre um lado escuro para um lado mais claro. Há sempre uma outra face para cada moeda. Cabe-vos a vós, cidadãos brasileiros, escrutinar o que pesa mais: o bom ou o mau. 

Um abraço de Portugal, país irmão. Que tudo vos corra bem.

domingo, 5 de outubro de 2014

5 de Outubro de 2014

Da última vez que falei do 5 de Outubro, referi-me ao Tratado de Zamora. Desta vez, cingir-me-ei ao dia da Implantação da República.

Foi neste dia, exatamente há 104 anos, que José Relvas e os outros que o acompanhavam proclamaram o início de uma república. Um dia heroico na História da nossa Nação. Mas os anos que se seguiram foram negros como o azeviche. Não importa agora. Agora o que importa é esse dia histórico de 5 de Outubro de 1910, que pôs termo à monarquia e que iniciou a primeira república portuguesa. Diz-se que uma imagem vale mais que mil palavras. Eu cá gostaria de discordar desse ditado (porque adoro escrever e adoro palavras), mas mesmo assim, aqui têm:



Viva a República!




Morte à Monarquia!





Viva a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade (à moda dos franceses)




Este dia marcante na História de Portugal merece, sem dúvida, ser celebrado.

Rodrigo Menezes (1974-2014)

Nas palavras dos seus amigos e familiares, Rodrigo Menezes era um ator excecional e de uma alegria contagiosa. 

A injusta lei da vida é, por vezes, partirem os que ainda têm muito para nos dar e ficarem no seu lugar aqueles de quem já não queremos nada. Porque teve este ator de nos deixar tão cedo? Os desígnios do que quer que seja que regule as vidas humanas serão deveras misteriosos, mas eu gostava de receber uma explicação, um porquê. Mas agora divago e não queremos que eu comece a asneirar, pois não? Por isso, apenas deixo os meus sentimentos com a família e os amigos de Rodrigo Menezes.

Partiste de nós, Rodrigo Menezes. Agora juntaste-te ao Criador a quem agradeceste e que nunca desistiu de ti.