Dilma Rousseff venceu as eleições deste ano. Começa agora o seu segundo mandato.
Um país dividido. Dois candidatos. Um frente-a-frente. São estas as palavras que podem descrever estas eleições brasileiras. Dilma Rousseff ganhou a corrida, mas por pouco que Aécio Neves a ultrapassava na reta final. A razão porque Dilma não ganhou com mais do que 51% é uma daquelas razões que só ao povo lembra: o caso do mundial de futebol. Embora fosse um gasto extravagante, o facto é que decorreu no Brasil, levou turismo e fez entrar dinheiro nos cofres brasileiros. Sim, eu sei qual é o problema. O problema é que esse dinheiro apenas vai conhecer mãos políticas, nunca chegará ao povo brasileiro. Eu sei que muito do dinheiro gasto no mundial podia ter sido investido noutras coisas mais importantes e urgentes. Eu sei. Mas também sei que o mundial levou lucro para os cofres do Brasil. Claro, há também o recém-descoberto caso da Petrobras, onde a corrupção parece não ter fim (nesse aspeto, os brasileiros são parecidos connosco: os políticos
é escândalo após escândalo). Tem essas manchas a carreira política de Rousseff. Mas os brasileiros não se podem esquecer de que a prosperidade do Brasil, se não aumentou, manteve-se, e desde os tempos de Lula da Silva que assim o é. Não se podem esquecer disso, brasileiros. Há sempre um lado escuro para um lado mais claro. Há sempre uma outra face para cada moeda. Cabe-vos a vós, cidadãos brasileiros, escrutinar o que pesa mais: o bom ou o mau.
Um abraço de Portugal, país irmão. Que tudo vos corra bem.
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