quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Crónica natalícia

A magia do Natal.

A magia do Natal. Não, não vou começar assim esta crónica. Não funciono muito bem com clichés. Mas não posso negar que o Natal é uma época mágica. Mas a magia de que falo é outra espécie de magia, descartando o Pai Natal e o facto de ele conseguir distribuir aqueles presentes todos numa só noite. Falo da magia mais potente, mais poderosa que pode existir, que só o ser humano é capaz de demonstrar. O amor. O amor pela família. O ser humano é o único animal capaz de expressar algo tão puro e tão mágico. E é esse o valor que o Natal exalta. A família e o amor que por ela sentimos. Nada de presentes. É sempre bom dar e receber, claro, mas o importante não é isso. O importante no Natal são os nossos, aqueles que nos ama e a quem amamos. Portanto, despeço-me dessa forma. Proponho um brinde consigo, leitor e leitora. Ergamos um copo. Aos que nos amam, aos que amamos e à família, ao amor e aos amigos. Brinde! Obrigado :) .



Então tenha um excelente Natal, cheio de doces (hum, que bom) e com os que mais ama. Bom Natal!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Joe Cocker (1944-2014)

"Unchain my Heart!"

Devemos tanto a Joe Cocker e a sua voz. É uma pena vê-lo partir nesta idade, padecendo de cancro. Simplesmente não é justo que este artista deixe o Mundo tão cedo e desta maneira. Mas embirrar com algo que não pode ser alterado é perder tempo. Por isso, deixo apenas os meus sentimentos coma família e com os amigos desta celebridade.

"You can Leave your Hat On!"

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Camarate

O que nos pode dizer um caso como o que aconteceu no dia 4 de dezembro de 1980, em Camarate?

Acidente. A versão "oficial" (mais aceite) do que se passou nesse fatídico dia. Um acidente, falha humana ou tecnológica, que privou Portugal deste promissor político, nomeado primeiro-ministro quase um ano antes. Francisco Sá Carneiro foi o nome mais sonante do desastre, mas outros pereceram, como Adelino Amaro da Costa e Snu Abecassis. A vida de Sá Carneiro terminou cedo de mais. Nunca se poderá avaliar o que ele fez pelo país já no poder, mas a sua carreira política anterior será para sempre recordada. A oposição ao Estado Novo dentro do país. Sá Carneiro tinha tanto para nos dar, mas não pôde. Foi-lhe ceifada a vida antes que pudesse agir. Não deixa de ser irónico, a comparação entre lideranças modernas ruinosas para o país (tanto à esquerda como à direita, não sejamos cegos) que duram anos, dois, três mandatos e estes mandatos brevíssimos de políticos que poderiam muito bem ter feito melhor que os "maus" em menos tempo. 
Atentado. Hum, as teorias de conspiração. Sim, é verdade. Não se pode excluir a hipótese de se ter tratado, no final de contas, de um atentado, fosse direcionado a Amaro da Costa (ministro da Defesa na altura), fosse direcionado mesmo a Sá Carneiro, com o propósito de o eliminar do caminho (nunca irei compreender essa fraqueza humana), é algo que, sendo provado como verdadeiro, não deixa de ser muito grave. Gravíssimo, diria. Seria voltar aos tempos da Primeira República, aos "governos dos cinco minutos", aos atentados a torto e a direito. Ainda bem que não foi tudo por esse caminho.

A conclusão: quer tenha sido um acidente, quer tenha sido um atentado, foi um momento chocante na história do país. Foi assistir ao perecimento de um homem que tinha tanto para dar. Nunca saberemos o que tinha para dar, exatamente, mas se o tinha, dá-lo-ia sem dúvidas. Esse era o homem, no final de contas, que era Francisco Sá Carneiro.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Dia da Restauração da Independência

Uma das medidas mais impopulares deste governo está relacionada com os feriados. Este, lamento dizê-lo, não devia ser "adiado".

Escolher entre um feriado religioso e um feriado patriótico... A minha escolha é demasiado óbvia. Prefiro, de longe, ter feriado a celebrar um momento importante da História de Portugal a ter um feriado que celebra algo que constitucionalmente se deve afastar do Estado: a religião. Mas o que está feito, feito está. O que importa é, realmente, destacar esta data. Importantíssima sem dúvida, livrou-nos de caírmos nas mãos dos espanhóis e de nos tornarmos mais um anexo ao Império Espanhol. Mas não o devemos a João (IV), duque de Bragança, devemos, sim, aos nobres que congeminaram a subida do duque de Bragança ao cargo que depois ocupou (não foi um mau reinado, no final de contas...). E a eles devemos a nossa atual independência. Eu sou patriótico, disse-o já e enfatizo-o. Para mim, feriado era hoje e para a semana não. Mas eu estou aqui a escrever e não em São Bento a governar, por isso não vale a pena insistir.

E foi isto. Viva ao golpe que expulsou os espanhóis da nossa administração! Viva a Portugal!