quarta-feira, 19 de março de 2014

Dia do Pai

O pai. A figura paternal da família nuclear. 

O que há para dizer sobre os pais? Tanto que, se fosse a falar do meu, tinha que escrever oito ou nove mensagens como esta só para falar do que ele representa para mim. Como, certamente, o leitor não dispõe de paciência para ler oito ou nove mensagens cheias de um jorro de emoções, ficamos por uma breve referência ao que representa o pai para todos nós. O pai sempre foi aquela figura (claro está, esta é uma visão geral, que não há tempo para entrar nos casos específicos) que nos garantia proteção e, simultaneamente, que nos deixava atemorizados quando trazíamos algumas notas menos boas para casa. O pai é aquela figura que nos prepara (no caso dos homens) para o mundo exterior, é a figura que nos leva a jogar futebol pela primeira vez, é a figura que nos ensina como se desfaz devidamente a barba ou como se começa a namorar (trabalho em conjunto com a mãe). O pai é aquela figura indispensável para a nossa formação prática.

O pai. Dedico esta crónica a todos os pais que a lerem e, especialmente, ao meu pai, que eu adoro do fundo do meu coração.

Pequena mensagem

Contra a prescrição
        "Este finalmente vai falar de António José Seguro em ser para o criticar" ouço por aí alguns de vós a dizer. E digo que sim. Eu já avisei que tento ser o mais imparcial possível (o que não impede que eu tenha uma ideologia) e que eu critico quem não tem razão, ao invés de criticar o que é contrário à ideologia que siga. Portanto, concordo com José Seguro. Concordo que a prescrição "mina a confiança dos portugueses nas instituições democráticas". É um assunto importante e não deve ser debatido de ânimo leve, como acabei de fazer, mas, de facto, a prescrição dos crimes descredibiliza a justiça. 

quinta-feira, 13 de março de 2014

José da Cruz Policarpo (1936-2014)

Partiu o patriarca emérito de Lisboa desta vida, ontem, após complicações cardíacas.

Figura de grande importância na história da Igreja Católica em Portugal, membro de dois Conclaves, recordado como um homem que não tinha medo em expor os seus pensamentos... A lista de atributos de D. José Policarpo é longa. É uma figura incontornável na história da religião cristã aqui no nosso país. Por isso, não me atrevo a falar (aliás, nestes casos, raramente o faço) e deixo apenas esta homenagem e as minhas condolências para com os familiares do falecido cardeal. 

Assim dizemos adeus a um cardeal que, nas palavras de Fernando Soares Loja, era um homem "que não pedia licença para dizer o que pensava".

terça-feira, 11 de março de 2014

11 de Março - 10 anos após

Foi com choque que Espanha recebeu a notícia, a 11 de março de 2004, de que a capital sofreu  uma série de atentados a comboios.

Este é um dos momentos, uma das datas que se devem assinalar. Pelas vítimas, pelos familiares das vítimas, por todos os que sofreram com estes atentados, produto do fundamentalismo idiota saído de mentes no mínimo totós da organização terrorista Al-Qaeda, também ela parva. É a verdade. Ai, o nosso deus e sei lá, matar em nome da divindade... Isso é a maior estupidez no ser humano. Matar seres humanos em nome de uma figura que supostamente criou esses mesmos seres humanos. Se é para matar, para que é que os terá criado essa divindade? Será que os terroristas (sinónimo: estúpidos) se apercebem do paradoxo? Eu acho que eles só usam a desculpa de matar em nome de deus para saciar o desejo insaciável que é o sadismo. Estou a falar de terroristas, não de muçulmanos, nem árabes. E para que as pessoas não fiquem com a impressão de que sou xenófobo ou que discrimino, digo que todas as religiões têm os seus momentos de estupidez. O da religião cristã foi na Idade Média. O da muçulmana é agora. A hebraica deve também ter feito algo, num passado distante, as politeístas, dessas nem se fala. Só a budista é que não tem registos de estupidez na sua história. 

É essa a importância das datas como o 11 de Março. Homenagear os que pereceram nos atentados, refletir, valerá a pena matar em nome de um deus?, chegar à resposta, não, e dizer: Morte ao terrorismo/fundamentalismo/fanatismo. Se todos exclamar-mos, numa só voz, convictamente: morte à estupidez!, ela não terá mais opções a não ser ser render-se à paz, à tolerância e à fraternidade entre as culturas.

sábado, 8 de março de 2014

Dia da Mulher

Olá, muito bom dia para todas vocês, mulheres, que estiverem a ler esta crónica.

Há precisamente 97 anos, mulheres russas revoltavam-se contra as péssimas condições de vida causadas pela participação do Império Russo na Primeira Guerra Mundial. Esta revolta conduziu não só à Revolução Russa e queda do Império, como também conduziu à celebração, neste dia, do Dia Internacional da Mulher. É claro  que agora o seu sentido é mais comercial do que propriamente interventivo, mas mesmo assim detém aquela categoria de símbolo. Símbolo para as pobres mulheres que, chegando a casa de um dia árduo, ainda têm de aturar maridos violentos e machistas. É por essas mulheres e por todas as que são injustiçadas por todo o mundo que fica esta homenagem. E claro, por todas as outras, que têm famílias, e pelas que não têm. Mas deixo um pequeno aviso para as radicais. Feminismo é a mesma coisa que machismo, só que para mulheres. Querem um mundo em que homens e mulheres têm os mesmos direitos e deveres? Não partam para os extremos, fiquem-se pelo que está no meio dos dois. 

Um ótimo Dia da Mulher para todas as minhas leitoras. 

sexta-feira, 7 de março de 2014

Citação, mundo, confusão, questões

"No dia em que o povo acordar, os governantes não conseguirão dormir"
Autor desconhecido

Verificou-se na Ucrânia, quando o povo depôs Viktor Yanukovich. Só não sei que estupidez levou a esta ridícula guerra que agora se vê. Quer dizer, eu saber, sei. Só não consigo compreendê-la...
Verifica-se na Venezuela, o povo está farto da tirania e corrupção de Nicolás Maduro e exige melhores condições de vida. Maduro revela muito pouca maturidade ao manter-se teimosamente no poder, sem conseguir perceber o que quer o seu povo e o que para o seu povo é melhor.
Será que os portugueses (e o PS, já agora) se lembram que foi o governo anterior, não este, que fez os acordos com a troika? Ou não é conveniente lembrar-se disso agora, António José Seguro? (Isto não é uma defesa nem de um nem de outro, é apenas uma questão válida para que os militantes do PS não achem que nos esquecemos)
Terá Putin enlouquecido? Estará ele disposto a estragar todas as relações que se criaram até agora entre países? E estarão os ucranianos pró-Rússia esquecidos da sua própria história?
Há que ter pena dos ucranianos... Não têm Obélix do seu lado...

Fragmentos, confusão no fundo. A crónica mais plástica ( "plástica" artisticamente. Não "plástica" derivada do petróleo) que escrevi até agora. Reflete a confusão que está o mundo neste momento. Esperemos que se consiga encontrar uma solução pacífica e diplomática para este caos.

terça-feira, 4 de março de 2014

Carnaval

Hoje é dia de Carnaval. As máscaras, os desfiles, as férias da escola e... as pessoas a trabalhar?

Pois é. Uma das medidas mais impopulares do governo no ano passado. O desaparecimento da tolerância de ponto no Carnaval. Trabalho, trabalho e mais trabalho, é isso que os portugueses, os que têm emprego, veem à sua frente. E isso não é muito motivador. Bem, deixemos-nos disso, que estamos a falar do Carnaval e não do que o governo fez de errado ou certo. Isso é para outra crónica. Continuando, então. Muitos se mascaram a gosto e preceito para estas grandiosas férias. Felizmente, algumas Câmaras Municipais dão tolerância de ponto e permitem os desfiles de Carnaval. Eu concordo, mas acho que devia ser em todas as Câmaras, não só em algumas. E o pior é que as pessoas tinham no Carnaval uma espécie de intervalo para ganhar alento para a próxima temporada de trabalho. Qualquer dia, as férias passam a uma semana a meio do ano. Máscaras, paródia, "é Carnaval, ninguém leva a mal".

Um ótimo Carnaval para aqueles que têm a oportunidade de o apreciar. E os políticos andam a merecer as paródias respetivas, ultimamente. Por isso, riam-se, portugueses. Riam-se das paródias, que assim elas têm mais efeito.