quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Crónica natalícia

A magia do Natal.

A magia do Natal. Não, não vou começar assim esta crónica. Não funciono muito bem com clichés. Mas não posso negar que o Natal é uma época mágica. Mas a magia de que falo é outra espécie de magia, descartando o Pai Natal e o facto de ele conseguir distribuir aqueles presentes todos numa só noite. Falo da magia mais potente, mais poderosa que pode existir, que só o ser humano é capaz de demonstrar. O amor. O amor pela família. O ser humano é o único animal capaz de expressar algo tão puro e tão mágico. E é esse o valor que o Natal exalta. A família e o amor que por ela sentimos. Nada de presentes. É sempre bom dar e receber, claro, mas o importante não é isso. O importante no Natal são os nossos, aqueles que nos ama e a quem amamos. Portanto, despeço-me dessa forma. Proponho um brinde consigo, leitor e leitora. Ergamos um copo. Aos que nos amam, aos que amamos e à família, ao amor e aos amigos. Brinde! Obrigado :) .



Então tenha um excelente Natal, cheio de doces (hum, que bom) e com os que mais ama. Bom Natal!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Joe Cocker (1944-2014)

"Unchain my Heart!"

Devemos tanto a Joe Cocker e a sua voz. É uma pena vê-lo partir nesta idade, padecendo de cancro. Simplesmente não é justo que este artista deixe o Mundo tão cedo e desta maneira. Mas embirrar com algo que não pode ser alterado é perder tempo. Por isso, deixo apenas os meus sentimentos coma família e com os amigos desta celebridade.

"You can Leave your Hat On!"

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Camarate

O que nos pode dizer um caso como o que aconteceu no dia 4 de dezembro de 1980, em Camarate?

Acidente. A versão "oficial" (mais aceite) do que se passou nesse fatídico dia. Um acidente, falha humana ou tecnológica, que privou Portugal deste promissor político, nomeado primeiro-ministro quase um ano antes. Francisco Sá Carneiro foi o nome mais sonante do desastre, mas outros pereceram, como Adelino Amaro da Costa e Snu Abecassis. A vida de Sá Carneiro terminou cedo de mais. Nunca se poderá avaliar o que ele fez pelo país já no poder, mas a sua carreira política anterior será para sempre recordada. A oposição ao Estado Novo dentro do país. Sá Carneiro tinha tanto para nos dar, mas não pôde. Foi-lhe ceifada a vida antes que pudesse agir. Não deixa de ser irónico, a comparação entre lideranças modernas ruinosas para o país (tanto à esquerda como à direita, não sejamos cegos) que duram anos, dois, três mandatos e estes mandatos brevíssimos de políticos que poderiam muito bem ter feito melhor que os "maus" em menos tempo. 
Atentado. Hum, as teorias de conspiração. Sim, é verdade. Não se pode excluir a hipótese de se ter tratado, no final de contas, de um atentado, fosse direcionado a Amaro da Costa (ministro da Defesa na altura), fosse direcionado mesmo a Sá Carneiro, com o propósito de o eliminar do caminho (nunca irei compreender essa fraqueza humana), é algo que, sendo provado como verdadeiro, não deixa de ser muito grave. Gravíssimo, diria. Seria voltar aos tempos da Primeira República, aos "governos dos cinco minutos", aos atentados a torto e a direito. Ainda bem que não foi tudo por esse caminho.

A conclusão: quer tenha sido um acidente, quer tenha sido um atentado, foi um momento chocante na história do país. Foi assistir ao perecimento de um homem que tinha tanto para dar. Nunca saberemos o que tinha para dar, exatamente, mas se o tinha, dá-lo-ia sem dúvidas. Esse era o homem, no final de contas, que era Francisco Sá Carneiro.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Dia da Restauração da Independência

Uma das medidas mais impopulares deste governo está relacionada com os feriados. Este, lamento dizê-lo, não devia ser "adiado".

Escolher entre um feriado religioso e um feriado patriótico... A minha escolha é demasiado óbvia. Prefiro, de longe, ter feriado a celebrar um momento importante da História de Portugal a ter um feriado que celebra algo que constitucionalmente se deve afastar do Estado: a religião. Mas o que está feito, feito está. O que importa é, realmente, destacar esta data. Importantíssima sem dúvida, livrou-nos de caírmos nas mãos dos espanhóis e de nos tornarmos mais um anexo ao Império Espanhol. Mas não o devemos a João (IV), duque de Bragança, devemos, sim, aos nobres que congeminaram a subida do duque de Bragança ao cargo que depois ocupou (não foi um mau reinado, no final de contas...). E a eles devemos a nossa atual independência. Eu sou patriótico, disse-o já e enfatizo-o. Para mim, feriado era hoje e para a semana não. Mas eu estou aqui a escrever e não em São Bento a governar, por isso não vale a pena insistir.

E foi isto. Viva ao golpe que expulsou os espanhóis da nossa administração! Viva a Portugal! 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

100

Ok, talvez esta seja a centésima primeira crónica, mas mesmo assim, atingimos o número dos dois zeros. Sim, atingimos, caro leitor. Atingimos, e o destaque especial é para si! Porque sem si, eu apenas escreveria, não transmitiria as minhas opiniões pessoais ao mundo. É ao leitor que se deve, principalmente, a vitória de atingirmos 100 crónicas. Sem o seu apoio e a sua recetividade (e agora uma nota especial a vocês, meus familiares e amigos), este espaço não seria possível. Por isso, muito obrigado. E parabéns a nós, querido leitor e querida leitora, por conseguirmos chegar até aqui!

sábado, 22 de novembro de 2014

Detenção de José Sócrates - um dia histórico

Um evento único, histórico e, atrevo-me a dizer, inesperado, na história da democracia em Portugal.

A detenção de José Sócrates é uma notícia única em Portugal. Única no sentido em que é a primeira vez que um ex-governante é detido pelas autoridades. Muitos políticos se meteram já em encrencas, menos de metade já foi a tribunal por causa das mesmas. Mas nunca antes, na história da democracia em Portugal, um ex-governante tinha sido detido no seguimentos de uma investigação. Trata-se de um grande passo dado pela Justiça. E tenho a certeza de que Sócrates não será o último. É este o resultado de se brincar com os dinheiros públicos. A casa de Sócrates em Paris era um luxo no valor de 3 milhões de euros... Desde quando é que um homem que nunca fez nada da vida além de ser militante de um partido e primeiro-ministro consegue pagar algo assim? Mas melhor, só mesmo as reações a esta notícia... Edite Estrela, num óbvio acesso de lucidez, comentou: "Qual a melhor forma de desviar as atenções do escândalo dos vistos gold?"... Sem comentários. É precisamente o contrário, minha senhora. O escândalo dos vistos gold é que distraem das restantes encrencas, que se começam a desenterrar. E, em resposta ao que disse o deputado João Soares, Sócrates não precisava de ser detido se não tivesse culpa. A culpa dessa "humilhação" de que fala é do ex-primeiro-ministro, e de mais ninguém.

Aí está. Nada mais tenho a dizer. Apenas anseio celeridade no apuramento da verdade. E concluo com uma saudação à generalidade dos dirigentes políticos, que revelaram moderação nas suas reações. 

domingo, 9 de novembro de 2014

25.º aniversário da queda do Muro de Berlim

É um momento inspirador de se observar. Amigos, vizinhos, e afins separados uns dos outros só porque duas potências não se entendiam, poderem encontrar-se novamente. 

A data e a memória da queda do Muro de Berlim servem para nos lembrar constantemente que quem sofre pelos confrontos de interesses de meia dúzia de governantes é o povo. São as pessoas quem realmente sofre quando existem conflitos de interesses. "A água bate na rocha, mas quem paga é o mexilhão" está corretíssimo. E essa memória, a memória da queda do muro, serve para nos motivar, para nos fazer resistir e nunca desistir face às adversidades. O que conseguiu o povo alemão com a sua luta? Destruir o muro. E pedaços do muro encontram-se espalhados pelo mundo. São símbolos de que os povos, as nações, devem ser unidos, nunca se devem tentar aniquilar. A paz é possível, mas apenas quando deixarmos de ser governados pelas bestas desumanas de agora e de sempre. E, claro, uma imagem para concluir.





O reencontro de irmãos. As emoções fortes. O fim da separação. A reunificação da Alemanha. O coroar de uma luta. Triunfo da paz e da harmonia sobre os interesses mesquinhos e os confrontos estúpidos de vontades e de interessezinhos. Tudo isto é a queda do Muro de Berlim.




A História tem a função de nos ensinar a não cometer os erros do passado. Infelizmente, somos todos casmurros. Eu vejo esta situação a repetir-se no caso de Israel e Palestina. E é com esperança que digo que esta imagem em breve virá desses países. É só esperar.

domingo, 2 de novembro de 2014

Fanatismo

Não, não vou falar do Estado Islâmico. Vou falar de um nível de estupidez ligeiramente menor mas não menos perigoso.

No final do jogo do Sporting com o Vitória de Guimarães, dois adeptos leoninos foram esfaqueados. Mas que é isto, pá? Alguém me consegue explicar? Não tem explicação possível. Se fossem os adeptos da equipa perdedora a agredir os adeptos da equipa vencedora, já havia lógica. Mas os que venceram a esfaquear os que perderam? Faz algum sentido isto? Se dependesse de mim, se eu fosse presidente do Vitória, proibia o clube de jogar até aparecer o inimputável que causou tudo. Se ele aparecesse, adeus, foste preso, bem-feita. Se ele não aparecesse, olha amigo, diz aos teus colegas que não façam palermices e o clube volta a jogar. Era simples. Mas não sou presidente de um clube, sou uma pessoa que nunca compreendeu o fascínio pelo futebol e que, sempre que tenta encontrá-lo, aparecem coisas destas nas notícias. É vergonhoso. 
Aparte: Na França os confrontos que se verificam começaram após a morte de um ecologista que se manifestava contra a construção de uma barragem. Primeiro, manifestar-se contra as barragens é parvoíce. Não só é uma fonte de energia fiável e não poluidora, como não estraga, de modo nenhum, a paisagem nem interfere com o ecossistema. Segundo, a violência é uma questão de caos. Um bater de asas causa um furacão. Nós podemos evitar a violência).

Fanatismo não é só religioso. Este fanatismo futebolístico é tão estúpido como o outro, e ninguém faz nada para o destruir. 

Atualização: Afinal o futebol foi apenas desculpa de meia dúzia de hooligans para serem estúpidos. O que acaba por ser ainda pior. Assim não vale a pena ir ver futebol, que já sabemos o que nos espera! E mais uma vez se nota a sede dos média em atirar achas para a fogueira. Escândalo vende. É triste... 

sábado, 1 de novembro de 2014

Avô

                  Avô Quico

José Francisco Lopes de Matos.


Avô Quico, fazes-me falta. Percebo que tudo o que principia tem o seu fim, mas nunca esperei que chegasse tão cedo o teu fim. Nunca percebi porque te levou o Senhor tão cedo. Quando partiste, eu tinha já idade para compreender essas coisas. Mas não tinha ainda idade para perder mais um avô. Entristeceu-me, claro. Ver-te partir, depois de tanto tempo, depois de tanta luta. Combateste aqueles enfartes que te perseguiram durante a vida, mas o coração cansou-se de lutar e adormeceu, para nunca mais acordar. Sinto muita falta dos momentos que passei contigo. Sinto falta das tuas histórias. Sinto falta das tuas anedotas (que engraçadas que eram, ria-me sempre). Sinto falta da tua voz, daquela tua voz carregada de sabedoria. Sinto falta das vezes em que dormia na tua casa, e das vezes em que tu e a avó Sãozinha me levavam à igreja, aos Domingos. Sinto falta daqueles momentos em que tu me levavas, a mim e ao meu irmão, a apanhar figos daquela figueira (ainda lá está, ainda dá figos. Noutro dia apanhei um. Cada dentada era uma memória. Cada pedaço do figo era uma história tua). Sinto falta das vezes em que íamos os três ao monte apanhar as canas do fogo-de-artifício, nos dias depois das festas. Sinto falta tua. Saudades. Sei que, como acreditavas nessas coisas, estarás no Paraíso, porque em vida só espalhaste alegria, só espalhaste o bem. Deixaste-nos sós quando partiste. Mas sei, sinto, que nunca estaremos sós. Tu estarás sempre connosco, no nosso coração, na nossa memória. Nunca serás esquecido, garanto. E para sempre serás amado por mim, pelos teus filhos, pela tua família. Estarás sempre presente, embora estejas ausente. 



        Avô Martins

Augusto Cardoso da Silva Martins

Avô Martins, não cheguei a conhecer-te. Pelo menos, não cheguei a compreender que te conheci. Era tão novo quando partiste. Ainda nem um ano tinha e já tu partias, nos deixavas. Foi o cancro. Essa doença fatal, essa desoladora condição. Foi o cancro que te levou, que nos roubou um avô, um pai, um marido, um homem. Foi um cancro no pâncreas, como aquele que levou o Steve Jobs. No entanto, embora sejas menos conhecido que ele, sentirei muita mais falta tua. Nunca conheci nenhum dos dois, mas tu ainda me pudeste dar um beijo de despedida, essa conexão é suficiente. Não me lembro desse momento, era demasiado jovem, demasiado recente no mundo. Mas a minha imaginação já se encarregou de preencher essa lacuna. Tenho quase a certeza de que esse momento aconteceu da forma como o imagino, ou então, semelhante. É a memória que tenho de ti, criada com a imaginação. Deixaste um vazio no coração daqueles que te conheceram, mais no da tua família. A avó Rosinha ainda me conta histórias tuas. Noto-lhe o brilho nostálgico nos olhos sempre que o faz. Tenho a certeza que ninguém sente mais a tua falta do que ela. Mas a certeza cruel do mundo, a crua verdade, é que todos temos de partir um dia. O teu dia foi agendado pelo cancro de que padecias, é injusto teres morrido dessa forma, em dores constantes, em sofrimento. Merecias ter vivido mais uns anos, mais tempo. Mas partiste. Mas uma certeza tenho. Onde quer que estejas agora, não é em sofrimento que te encontras. Será em paz? Será em descanso? Tenho a certeza que sim. Em merecida paz depois de uma vida preenchida e de um final terrível. Mas estarás sempre presente. Aqui mesmo, no meu coração. 

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Vira o disco, toca o mesmo

Não pude deixar de reparar no crescimento do PS nas intenções de voto, após a vitória de António Costa nas eleições primárias. 

E, claro, não pude deixar de constatar que os portugueses andam, mais uma vez, a nanar. Aqui estão os meus pontos:

  • António Costa não é uma pessoa na qual eu depositaria a minha confiança. Ele ainda se veria livre da minha confiança se isso lhe desse algum lugar no poleiro.
  • A maneira como conseguiu chegar a líder do seu partido é, ainda, uma vil traição, mas de uma vileza reles. «Não me interessa o que fizeste pelo PS, Tó Zé, que agora vou-te esfaquear nas costas para poder chegar ao poder».
  • O ponto principal ao qual eu queria chegar: António Costa foi Ministro da Administração Interna no governo de José Sócrates. Será que se trata do mesmo governo que nos trouxe à situação em que estamos e que obrigou o PSD a fazer cara de mau, só para que o PS fosse agora parecer ao povo o D. Sebastião? Aparentemente, os eleitores acham que não se trata do mesmo governo...
  • José Sócrates de regresso à política portuguesa. Como? Ministro, que Costa ainda lhe deve  esse favor...
  • António Costa está a passar uma imagem de D. Sebastião que vem resgatar a Pátria das garras dos «mauzões» da Direita. Quem foi a última pessoa a fazer uso dessa figura do imaginário popular, quem foi? Mais, fazer de D. Sebastião é má ideia. Esse governantezeco esteve-se nas tintas para o país, porque apenas quis fama e glória.


Espero ter esclarecido a minha posição. Acusem-me os da Esquerda de que apenas digo isto porque sou de Direita. Era o que mais faltava o facto de pertencer a um partido me toldasse o espírito crítico. O meu lema é: «Não olhes para as promessas de um partido, olha para as ações de um candidato». Fica a dica.

domingo, 26 de outubro de 2014

Eleições brasileiras

Dilma Rousseff venceu as eleições deste ano. Começa agora o seu segundo mandato.

Um país dividido. Dois candidatos. Um frente-a-frente. São estas as palavras que podem descrever estas eleições brasileiras. Dilma Rousseff ganhou a corrida, mas por pouco que Aécio Neves a ultrapassava na reta final. A razão porque Dilma não ganhou com mais do que 51% é uma daquelas razões que só ao povo lembra: o caso do mundial de futebol. Embora fosse um gasto extravagante, o facto é que decorreu no Brasil, levou turismo e fez entrar dinheiro nos cofres brasileiros. Sim, eu sei qual é o problema. O problema é que esse dinheiro apenas vai conhecer mãos políticas, nunca chegará ao povo brasileiro. Eu sei que muito do dinheiro gasto no mundial podia ter sido investido noutras coisas mais importantes e urgentes. Eu sei. Mas também sei que o mundial levou lucro para os cofres do Brasil. Claro, há também o recém-descoberto caso da Petrobras, onde a corrupção parece não ter fim (nesse aspeto, os brasileiros são parecidos connosco: os políticos
é escândalo após escândalo). Tem essas manchas a carreira política de Rousseff. Mas os brasileiros não se podem esquecer de que a prosperidade do Brasil, se não aumentou, manteve-se, e desde os tempos de Lula da Silva que assim o é. Não se podem esquecer disso, brasileiros. Há sempre um lado escuro para um lado mais claro. Há sempre uma outra face para cada moeda. Cabe-vos a vós, cidadãos brasileiros, escrutinar o que pesa mais: o bom ou o mau. 

Um abraço de Portugal, país irmão. Que tudo vos corra bem.

domingo, 5 de outubro de 2014

5 de Outubro de 2014

Da última vez que falei do 5 de Outubro, referi-me ao Tratado de Zamora. Desta vez, cingir-me-ei ao dia da Implantação da República.

Foi neste dia, exatamente há 104 anos, que José Relvas e os outros que o acompanhavam proclamaram o início de uma república. Um dia heroico na História da nossa Nação. Mas os anos que se seguiram foram negros como o azeviche. Não importa agora. Agora o que importa é esse dia histórico de 5 de Outubro de 1910, que pôs termo à monarquia e que iniciou a primeira república portuguesa. Diz-se que uma imagem vale mais que mil palavras. Eu cá gostaria de discordar desse ditado (porque adoro escrever e adoro palavras), mas mesmo assim, aqui têm:



Viva a República!




Morte à Monarquia!





Viva a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade (à moda dos franceses)




Este dia marcante na História de Portugal merece, sem dúvida, ser celebrado.

Rodrigo Menezes (1974-2014)

Nas palavras dos seus amigos e familiares, Rodrigo Menezes era um ator excecional e de uma alegria contagiosa. 

A injusta lei da vida é, por vezes, partirem os que ainda têm muito para nos dar e ficarem no seu lugar aqueles de quem já não queremos nada. Porque teve este ator de nos deixar tão cedo? Os desígnios do que quer que seja que regule as vidas humanas serão deveras misteriosos, mas eu gostava de receber uma explicação, um porquê. Mas agora divago e não queremos que eu comece a asneirar, pois não? Por isso, apenas deixo os meus sentimentos com a família e os amigos de Rodrigo Menezes.

Partiste de nós, Rodrigo Menezes. Agora juntaste-te ao Criador a quem agradeceste e que nunca desistiu de ti. 

domingo, 28 de setembro de 2014

Das eleições primárias

«PS! PS! PS! PS!», gritam os militantes triunfalmente, enquanto discursa António Costa, o novo secretário geral do Partido Socialista. 

Muito boa. Agora é que me deram razão, portugueses que se envolveram nas eleições primárias do PS, de que às vezes as pessoas se esquecem do passado e do futuro e só vêm o presente. Está muito bem, ganhou o António Costa. Mas a que preço? Esfaqueou o líder do seu partido pelas costas quando achou mais conveniente, e ainda hoje enviou uma mensagem de SMS (catalogada como "lapso") aos simpatizantes para que votassem nele. Jogadas destas são nojentas. Um homem destes não tem decência nenhuma e as pessoas querem que ele seja candidato a primeiro-ministro. Para quê, pergunto? Para o senhor Costa nos apunhalar pelas costas quando lhe convier? Para o senhor Costa poder tirar proveito do que atenda os seus interesses? Para fazer jogadas políticas que deveriam ser consideradas ilícitas como a dos SMS? Não, para isso não quero um primeiro-ministro. Podem queixar-se o quanto quiserem de Pedro Passos Coelho (quer tenham razão quer não), para mim ele sempre será muito melhor que o António Costa. Um homem que não ligou nada ao que a opinião pública diria dele e encetou na política de sacrifícios necessários para o bem do país. Mas tudo isso mudou. Agora, temos um oportunista traiçoeiro que deseja deitar fora os sacrifícios que os portugueses têm feito estes três anos e tal. Sacrifícios que foram necessários e urgentes, que a longo prazo melhorariam a situação do país. Tudo isso deitado fora.

Espero estar enganado (não estou, que o PS tem um historial de ser "mãos-largas"), mas se não estiver, estiver, espero que estejam contentes com a vossa decisão. Claro que José Seguro não tinha perfil para ser líder de alguma coisa, mas avalio um homem mais por ter conseguido reerguer um partido descredibilizado do que por esperar no poleiro pelo momento certo para roubar o trabalho todo ao outro. Espero sinceramente estar errado. Para o bem de todos.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Manifesto Anti-Casa dos Segredos

Regressou à televisão um programa extremamente educativo e moralizante que... ok, não consigo. Até ironizar é impossível quando se trata da casa dos segredos (em minúsculas, que é bem-feito).

Pode ser um entretenimento para os telespetadores... e é só isso, sinceramente. Entretenimento fácil e extremamente degradante só para conseguir audiências. Quem devia ter vergonha não era a TVI por passar uma coisa destas na sua programação (coitados, fazem o que não devem para ter audiências...). Quem devia ter vergonha era as pessoas, as audiências, que assistem a tal "programa". Esta ideia para entretenimento deve ser a pior de todas alguma vez concebidas. É um programa impúdico, desavergonhado, amoral e degradante. E estes são os elogios. Quem consente a uma coisa assim não deve ter mais nada para fazer além de assistir a jovens com ar nas cabeças em vez de cérebros a entrar em conflitos uns com os outros por minudências idióticas e ver duas galdérias a disputar quem comeu mais ou quem traiu mais. Para disfarçar esta lama toda, despem as rapariguinhas em frente às câmaras (a sério, pensem nisso leitores. Despiam-se em frente a uns cinco ou seis milhões de pessoas anónimas e taradas por uma quantia de dinheiro?) Mas o pior de tudo é os responsáveis da TVI passarem isto na sua programação sem qualquer remorso ou pensamento. Nada de "será que isto está certo", nem de "isto é uma porcaria! Quem teve esta ideia?". Nada. Só "este nojo é rentável, vamos continuar com isto só para termos maiores números que os outros canais mais sérios". É ridículo.

Portugueses, combateram pela Liberdade. Combatam agora pelo direito que as crianças têm de crescer com exemplos dignos de seguir ao invés de uns parvos quaisquer que têm menos cérebro que uma galinha. 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Questões pertinentes e uma nota

Será que queremos António Costa como primeiro-ministro? Ou António José Seguro?

Um é a face do oportunismo político e da hipocrisia descarada. O outro é a face da popularidade frágil. António Costa é exatamente o oposto do que o povo deseja. Mas, por alguma estranha razão, o povo parece convicto de que encontrou a resolução para todos os problemas. António José Seguro, por seu lado, tem a seu favor o facto de ter liderado o partido quando todos lhe viraram as costas (ou a Costa) e de apresentar uma proposta vencedora, a redução do número de deputados que, independentemente do que diga António Costa, é o mais acertado a fazer. Mas contra ele tem o facto de ter zero por cento de perfil e carisma para liderar um país. Ah, já mencionei que António Costa é apoiado por Mário Soares e por José Sócrates? Estou só a dizer...

Quo vadis, Escócia?

Escócia, não pode abandonar os seus amigos e aliados agora. Não em tempos de crise. A Europa pode cair, os movimentos separatistas nos outros países podem prosperar e as economias podem fragilizar com esta ação. O problema é que agora, Escócia, não é a melhor altura para orgulhos nacionalistas. Não quando dependem tantas vidas e tantos empregos dessa decisão. Por favor, Escócia, pense também nos que podem ser prejudicados pela decisão e não apenas na sua insistência em abandonar uma união que apenas a fortaleceu.

Porque invades tu o Mundo, ó loucura?

Jornalistas raptados e decapitados porque um grupo de psicopatas deseja derramar quanto sangue for possível. Auxílio ao povo? Não, não caio nessa peta. O povo já perdeu tanto com esse "auxílio" que nem quero saber o que farão se decidirem destruí-lo. Uma loucura que tomou os homens de assalto, é a verdade por detrás disto tudo. É o acharem que têm o sheik na barriga e que podem fazer tudo o que lhes apetecer e escapar impunes. Tem de acabar. Por favor, parem! Parem com a loucura! Lutem pela paz, caramba! Mostrem que não são estátuas de pedra, mas seres humanos!

Nota: Ó Nuno Crato, siga o belíssimo exemplo de Relvas e de Gaspar e demita-se também. Não insista mais. Já mostrou a todos o quanto se rala com a educação neste país e já todos vimos a sua competência para o cargo que exerce. Faça-nos um favor. Pode ser? E se lhe pedirmos com jeitinho?

Epílogo - desta vez não houve prólogo. Fecho com um mini-epílogo. Até à próxima.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Da justiça, de juízes vergonhosos e de um corrupto ainda à solta

A justiça precisa de reformas a sério e urgentemente.

Foi com muita desilusão (infelizmente, o espanto foi pouco) que ouvi a notícia de que as escutas que envolviam José Sócrates (essa terrível sombra que ainda paira sobre nós) no processo foram destruídas. E ponto final. Destruídas. Assim, sem mais nem menos, sem segundas opiniões, sem um mínimo de decência, um nojo. É repugnante assistir a um juiz (ou mais) que se deixa levar pelos tostões prometidos do corrupto, que se vende sem um mínimo de decência, assim, como uma prostituta judicial. As garras da corrupção são longas e duras. Levam a que estes impunes ex-ministros, ex-figuras públicas, ex-tudo o que garantir um tachinho ou dois pensem que podem escapar sem que a espada da justiça desfira o seu golpe. É triste, é uma vergonha, é o que as infraestruturas de uma democracia mal planeada desde o princípio criam. É a justiça com que temos de lidar. Mas não será a justiça com que teremos de lidar. Eu não sou muito a favor da justiça popular (i.e. "olho por olho, dente por dente"), mas é uma opção que começa a parecer mais justa do que a justiça em si. E quando isso acontece, ou muda a justiça, ou o povo desata a partir tudo e todos. Eu espero que a justiça consiga ressuscitar (sim, porque a justiça morreu), mas espero também que o povo agarre no José Sócrates. Ele pode fugir aos juízes, mas não foge ao povo que maculou. 

Dito isto, espero que o juiz que condescendeu a que as escutas fossem destruídas seja também apanhado pelos populares, para poder aprender o que é que significa justiça a sério. 

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Joan Rivers (1933-2014)

E mais um génio nos abandona e se vai juntar aos outros que já partiram.

Não conheço pessoalmente o trabalho de Joan Rivers, mas nos últimos minutos tive o privilégio de assistir à genealidade de uma rainha da comédia. O que mais me deleitou foi a sua capacidade de autossátira (ou auto-sátira, eu sei lá o que o Acordo Ortográfico diz que está certo), algo que eu defendo e pratico (quem está a ler (e quem não está) também devia, só faz bem. É mais uma estrela que parte desta terra para se juntar às outras no céu. Os meus sentimentos para com a família e amigos da "Rainha da Comédia".

Ena, um parêntesis dentro de um parêntesis (Inception)! 

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Emídio Rangel (1947-2014)

A todos nós, chega um momento em que temos de nos despedir e partir.

Infelizmente, esses momentos chegam por vezes muito antecipadamente. E é esse o caso do visionário Emídio Rangel, que faleceu esta quarta-feira após uma luta contra um duro cancro. Quando um homem contribui tanto para os meios de comunicação é sempre uma infelicidade vê-lo partir. Membro fundador da TSF, diretor de programas da SIC a convite do próprio Pinto Balsemão, autor e criador de programas e canais como Praça Pública e SIC Notícias. O legado que este jornalista inovador nos deixa é o de aproximar a televisão das pessoas. Apenas posso deixar os meus sentimentos com a família e amigos desta grande figura.

Adeus, Emídio Rangel. Jornalista, visionário.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Robin Williams (1951-2014)

Há notícias que pesam como cimento.

E esta é uma delas. A notícia do falecimento do ator e comediante Robin Williams. E mais um génio foi levado de nós, talvez um pouco cedo de mais. Eu posso assegurar convictamente que sem Robin Williams, talvez a minha infância não tivesse sido a mesma. Talvez eu não tivesse passado tantos momentos felizes, não só com a sua imagem, mas também com a sua voz (no filme da Disney, Aladdin). É uma infeliz perda para o mundo do cinema e das artes e, acima dessas, da comédia. Resta-me apenas deixar aqui os meus sentimentos para com a família e amigos deste grande homem. "Oh Captain, my Captain!"

Fim: A Morte de Ase, Edvard Grieg; *fade out in black*. Rest in peace, Robin Williams.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

"Um homem não chora"

É uma das frases que mais detesto: "um homem não chora".

Por se tratar de uma imagem extremamente ignorante. "Um homem não chora"... Deve ser a mensagem mais idiota e simplória que se pode transmitir aos mais jovens. Mas claro, um homem não pode chorar, porque se o fizer, mostra a todos que é um ser humano perfeitamente normal e não um bloco de gelo ignorante e parolo. Enfim... coisas da vida... Eu combato esse estereótipo. Qual é o problema de chorar? Conter o sofrimento em vez de o soltar faz-nos mal! Aprendam isso, seus machistas que ainda professam esta estúpida mensagem. Assim não criamos seres humanos, criamos não só estátuas de pedra, com o também damos um motivo aos palermas rufias para gozar com os rapazes que chorarem. "Parece uma menina, olha-me este a chorar que totó" (imaginem que eu disse isto com uma voz grossa e ignorante). Diz-se (muito desatualizadamente) que chorar é uma coisa feminina. E se for? O equilíbrio é atingido através da cooperação entre o yinn e o yang. Lado feminino e lado masculino. Qual é o mal de deixar sair o lado feminino de vez em quando? Só nos limpa a alma das sujidades e nos deixa mais leves. Falo do choro. O choro é uma alternativa viável ao suicídio, por ajudar a confrontar (e a esquecer) os problemas, em vez de os acumular e perder a sanidade. Acreditem em mim. Já fui gozado. Já chorei. E aqui estou.

Despeço-me. Um resto de bom dia. Passai bem. 

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Primeira Guerra Mundial - 100 anos depois

Qual o propósito de acontecimentos como a Primeira Guerra Mundial?

Começo com esta simples pergunta. A resposta é igualmente simples. O propósito de acontecimentos catastróficos como a Primeira Guerra Mundial é... nada. Não têm propósito. Ou por outra, têm propósito, mas esse propósito é o de nos alertar para o que a estupidez humana é capaz. É esse, digo eu, o propósito de acontecimentos como a Primeira Guerra Mundial. Talvez seja um acontecimento marcante, mas eu penso que se deveria escrever assim: primeira guerra mundial. Em minúsculas. Porque é isso que merece este acontecimento terrível. As minúsculas servem para diminuir o destaque desta terrível guerra. Aconteceu, é verdade, mas isso não quer dizer que tenhamos de lhe dar a importância que se lhe atribui. A única coisa que devemos fazer é recordar a primeira guerra mundial, mas recordá-la com espírito crítico e mente aberta. Devemos recordar quantos morreram na guerra, e dizer: Nunca mais! Devemos recordar  quantos sofreram nas suas terras, e dizer: Nunca mais! Devemos recordar quantos pagaram com as suas vidas pelos erros de meia dúzia, e bradar: NUNCA MAIS!

Einstein dizia que apenas duas coisas eram infinitas: o universo e a estupidez humana. E nem tinha a certeza absoluta em relação ao primeiro. E tinha o cientista razão. Não há limites para o que a estupidez humana pode fazer. A primeira guerra mundial foi uma prova disso. Devemos todos trabalhar em conjunto para evitar que se repita.

domingo, 27 de julho de 2014

A CPLP e a Guiné Equatorial

Porque entrou a Guiné Equatorial para a CPLP? Ninguém sabe?

Porque será que a Guiné Equatorial entrou para a CPLP? É que nem desconfio... Errado. Não só desconfio, como sei o porquê. E todos os leitores atentos também. É muito simples: dinheiro. Só esta palavrinha ridiculamente simples: dinheiro. O que move o mundo atual: dinheiro. Está mal. Não devia ser a economia a dominar os pensamentos das pessoas. Mas agora estou a divagar. Regressando ao tema. A Guiné Equatorial entrou para a CPLP. História bonita não acha, leitor? Só é pena que uma comunidade democrática e lusófona acolha um país ditatorial, anti-democrático e cuja percentagem de população lusófona seja mínima. Pormenores, certo? Eu sei como foi a decisão do júri. O que pesou na decisão da integração deste país na Comunidade não foi o ser uma ditadura, nem o ser um dos países com maior índice de corrupção, nem sequer foi o facto de violar os direitos humanos. Não. O que pesou na decisão foi o quanto dinheiro entraria para os bolsos de quem quer que tenha feito essa decisão. E isso, por si só, está errado. «Podes matar e roubar, mas se me deres um pouco dos ganhos, eu esqueço isso tudo». Está mal. E aí está outra: o "presidente" Teodoro Obiang Nguema, um dos líderes mais ricos do mundo, um dos piores ditadores africanos e um dos mais corruptos. Como pôde Portugal aceitar isto? Esta pergunta é retórica, todos nós sabemos o raio da resposta (perdoem-me o termo, sinto-me indignado). 

E é assim a vida... Engolir sapos atrás de sapos e enfrentar as adversidades... Quando é que isto muda?

terça-feira, 22 de julho de 2014

Rubem Alves (1933-2014)

Faleceu o inteletual brasileiro Rubem Alves.

Pensador e psicanalista, filósofo e educador, esta grande figura da literatura brasileira faleceu no dia 19 deste mês. Segundo Dilma Roussef, "um dos inteletuais mais respeitados do Brasil". Com uma obra variada, na qual se contam livros, artigos e uma série de livros infanto-juvenis, o Brasil perdeu, sem dúvida, uma figura cimeira nas suas letras. Pouco há mais a dizer a não ser que deixo as minhas condolências para com a família e os amigos do escritor.

"A alma é uma borboleta...
há um instante em que uma voz nos diz
que chegou o momento de uma grande metamorfose..."

Rubem Alves

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Costa-Seguro, reciclagem, burocracia e corrupção e um pouco de alemão

«Simpatizantes do partido»... Tá boa, Costa, tá boa. Assim assegura-se de que ganha, não é? 

Costa-Seguro
António Costa é um oportunista. Quando o seu partido andava pelas ruas da amargura, descredibilizado por Sócrates, não quis saber, nem demonstrou interesse em candidatar-se à liderança. Mas agora que António José Seguro conseguiu reerguer o PS como um partido apto para fazer oposição (e, quem sabe, com o líder certo, governar), o senhor presidente da Câmara de Lisboa candidata-se à liderança do partido. Com líderes destes, quem precisa de inimigos! Talvez Seguro não tenha o carisma nem a imponência de Costa, mas pelo menos conseguiu restabelecer a reputação do PS, lutou por isso, ao passo que Costa apenas esperou pela oportunidade certa para apanhar com os seus tentáculos. Olha, que engraçado. Faz-me lembrar uma coisa que certo padre apregoou no século XVII, no Maranhão, sobre os polvos (que agarram a presa com os seus tentáculos) como os maiores traidores do mar... Coincidências... Outra coincidência: a reciclagem de nomes desta tríade - António Costa; António José Seguro (JS) ; José Sócrates (JS). 

Burocracia e corrupção
Hoje fui resolver uns assuntos, não interessa o quê, e esperei em filas, assinei papéis, fui buscar ainda mais papéis e preenchi fichas. E ainda tenho que lá voltar para concluir o processo. A este processo chama-se burocracia, o que em língua portuguesa significa "maneira simples e confortável de ajudar a corrupção". Não estou a inventar. As ditaduras usavam a burocracia para se manterem no poder. Era simples. "Quer começar um partido? Então preencha aqui, assine aqui, rubrique aqui, volte daqui a um mês para o mandarmos esperar mais uns anos, tá bom?" Entendo a necessidade de burocracia. Mas tudo o que é a mais faz mal. 

E agora, como prometido, um pouco de alemão:
«Deutschland gewann den World Cup mit Mühe und Verdienst». 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Das dicotomias que atravessam o mundo

De dois casos tratarei aqui.

Primeiro caso - Ainda com isso?
Da Ucrânia chegam-nos notícias perturbadoras após uma pausa pequena. Esta situação já podia ter sido resolvida, há muito tempo, se a Rússia tivesse engolido aquele seu orgulho e tirado da Ucrânia todos aqueles "separatistas ucranianos" que para lá pôs. Mas não! Insiste e não desiste. Aff... Se o ser humano não fosse tão estupidamente orgulhoso isto não se passaria. Mas enfim, coisas... Mas no meio disto tudo eu pergunto: Já perguntaram aos ucranianos, aos verdadeiros, se eles querem viver num país estilhaçado e russificado? Ninguém lhes pergunta porque aos "senhores", aos que mandam, não convém que o povo negue os seus interesses. E que interesses? Bem, as guerras lutam-se com armas... há no mundo quem venda armas... É só fazer as contas...

Segundo caso - Uma questão de inveja
Ainda no outro dia vi uma mensagem na Internet a apoiar os palestinianos. Eu apoio aqueles que sofreram com a guerra, sabem, aqueles seres humanos que ficaram no meio da batalha entre monstros desumanos.Palestinianos, israelitas... seja quem for, apoio aqueles que correm todos os dias o risco de verem as suas vidas ceifadas da Terra. E tudo porque os palestinianos (os chefes e os idiotas, note-se) não querem partilhar o território com os judeus. Mas aqui está o ponto-chave: Os judeus nunca tiveram uma pátria que pudessem chamar sua após a ascensão do cristianismo, por isso foram para o território que havia sido seu, em tempos idos. Mas chegando lá, os que o ocuparam não queriam partilhar. E então, até hoje, andam "à turra e à massa". Será assim tão difícil pôr a arrogância de lado e partilhar? Eu sei, eu sei, trata-se do território de um país, mas mesmo assim, porra, se Portugal e Espanha iniciassem uma guerra por causa da partilha de uma porção de terra para viver, a primeira coisa que eu faria, se mandasse, era dá-la, para salvaguardar as vidas do meu povo. E o estúpido fanatismo religioso dos dois povos só piora a situação! O problema é que por cada mal que a Palestina faça, a vingança de Israel quase que obscurece esse mal. Os judeus têm um ditado que diz: «Se é vingança que procuras, cava duas sepulturas». Porque é que a sabedoria popular é tão menosprezada? Enfim...

Não tenho o poder de escrever a História. Mas tenho a faculdade de a analisar. No futuro, olharão para esta situação e dirão: «Que primitivos, a guerrearem-se por causa de uma simples partilha!» Não podemos deixar que isso aconteça. Sei que escrever sobre o assunto não o altera, mas se eu tentasse mudar alguma coisa, acabaria morto pelos interesseiros que beneficiam destas malditas guerras. Quem devia desaparecer do mapa não eram os civis inocentes, mas sim os culpados criminosos que enriquecem à custa desta estupidez. É o que eu acho.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Duas crónicas, uma de 800 anos e outra inspiradora

Hoje é o português que domina estas duas crónicas.

800 anos de língua portuguesa
Hoje a língua portuguesa comemora os seus oito séculos de existência. Que orgulho na língua de Camões. Há 800 anos atrás era composto o testamento de D. Afonso II, o documento oficial mais antigo em língua portuguesa (o leitor sabe, aquela versão primordial e arcaica da nossa língua). A língua evoluiu bastante até chegar a este ponto ridículo em que só se distingue a língua portuguesa europeia das restantes línguas portuguesas por causa de algumas palavras. Sim, adivinhou, não sou particularmente apoiante do Novo Acordo. Mas agora já está, não há nada a fazer... Não importa. O que importa é que a nossa língua faz 800 anos de existência (oficial). Viva ao português!

Saída do Mundial 2014
Vá lá, Portugal! Vamos desanimar? Só porque perdemos uma competiçãozinha inútil que só serve para estourar com os orçamentos de todos os países que nela participam? Não! Ficarmos para trás não faz de nós fracos. Faz do selecionador um incapaz e de alguns jogadores uns moles, mas não faz de nós fracos! Um país com uma história como a nossa, com uma cultura e uma língua como as nossas, não tem razões nenhumas para desanimar. Não quis o destino que chegássemos mais longe nesta competição, e daí? Será mesmo razão para desanimarmos? Nada nos fará duvidar de nós? Valeu a pena o esforço?, perguntam alguns. "Tudo vale a pena/Se a alma não é pequena" é a resposta e a mensagem que fica aqui. Nunca desistam, nunca duvidem. Viva ao povo de Luso!

Vá lá, povo de Luso. Um povo cujo país já dominou os mares todos não tem razões para dele duvidar.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

18 de junho de 2014

Hoje é o dia do meu aniversário. Não, enganou-se, não vou falar de mim. Antes pelo contrário.

Saramago
Sim, é verdade. Há exatamente 4 anos atrás, chegava eu a casa pronto para celebrar a minha festa de anos quando me diz a televisão que esse grande génio da literatura falecera. Foi uma tristeza para mim. Recebera a pior prenda de anos que uma pessoa poderia receber: a notícia do falecimento de um escritor original. Para um amante das letras como eu é uma prenda um pouco (completamente) inaceitável. Mas pronto, a vida é mesmo assim. E, sejamos sinceros, a geração que se seguiu a Saramago não lhe fica nada atrás. Só lhes falta ganharem um Nobel. 

Amigos, família
Claro que não podia deixar de falar deles. São tudo para mim. Os meus amigos, os melhores que uma pessoa pode ter. A minha família, posso parecer suspeito, mas é difícil de acreditar que há melhor no Mundo. Claro que é uma hipérbole, mas isso não impede que seja verdade. Por isso, este dia pode ser o dia em que se assinala o meu aniversário, mas quem merece a atenção e tudo de bom são eles. Os meus amigos, a minha família. Eles é que merecem as melhores coisas e toda a felicidade. Eu? Eu apenas faço anos...

Memorial do Saramago, memorial da minha família e dos meus amigos. Espero poder estar sempre com eles (com os amigos e família, não com Saramago...).

terça-feira, 10 de junho de 2014

10 de Junho

Viva Portugal! Hoje é um dia da pátria.

Tenho pena daqueles que não se orgulham do seu país. Tenho pena daqueles que nada fazem pelo seu país. Tenho pena daqueles que repudiam o seu país. O orgulho patriótico que sinto pelo meu país é grande. Claro que não me deixo contaminar pelo ultra-patriotismo, que tudo que é a mais faz mal. Sinto orgulho pelo meu país. Sinto orgulho pelo povo a que pertenço (tirando algumas exceções). Sinto orgulho na Cultura do meu país e na sua História. Hoje, durante o seu discurso, o Presidente da República sentiu-se mal. Foi interrompido por uns manifestantes. Desses nem falo, interromper o discurso patriótico do Presidente... enfim... Mas de um certo energúmeno senhor que dá pelo nome de Mário Nogueira apetece-me falar. Não me vou deixar levar pelo que sinto, senão baniam-me da Internet, mas vou apenas dizer a repulsa que me causou vê-lo a rir-se do pequeno momento de fraqueza de Cavaco Silva. Um homem que nunca fez nada na vida e que supostamente defende pessoas que têm um trabalho que este senhor nunca teve a rir-se de um momento de fraqueza humana por parte do representante máximo de Portugal que obrigou a interromper um discurso patriótico dá-me umas certas voltas ao estômago. Para esse parasita que se sustenta à custa do suor dos verdadeiros portugueses (este e outros que tais... Arménio... Silva... Sousa... Soares... Alegre... deputados... ex-presidentes... ex-deputados... ex-primeiro-ministros... e essa gentalha que se diz portuguesa.)

Já afirmei, sou um patriota. Orgulho-me de ser português de ter nascido em Portugal. Não o trocaria por nenhum país no mundo, nem por aqueles em que se vive melhor. Trocaria, isso sim, certos parasitas que aqui temos por pessoas sérias e responsáveis. Viva Portugal! Viva Camões! Vivam as Comunidades Portuguesas no estrangeiro!

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Os 70 anos do Dia D

Comemoram-se hoje os 70 anos do dia que marcou o princípio do fim de uma das ditaduras mais terríveis (se não a mais terrível) da Europa.

O Dia D. Devemos-lhe tanto. Este desembarque, ocorrido pelas forças aliadas na Normandia, revelou-se um duro golpe no estômago do regime nazi. E ainda bem. Os valentes soldados que se sacrificaram, sabendo bem o que lhes esperava, para que os oprimidos se vissem livre de Adolf Hitler e dos nazis. Devemos-lhes tanto, tanto. Ainda durou um ano antes da rendição dos nazis, mas este desembarque possibilitou esse desfecho. O Dia D serve para nos lembrar, pelo número de baixas, o quão terrível foi a Segunda Guerra Mundial. Quantos jovens perderam as suas vidas por causa de uma estúpida invasão levada a cabo por um megalómano austríaco (Hitler era austríaco, não alemão). Que nos sirva de lição. Quando nos virmos perante situações de possível guerra, lembremo-nos destes jovens, cujas vidas se viram ceifadas por um conflito injustificável e imperdoável. Lembremos.

O Dia D acabou por decidir o desfecho da guerra. O que teria sido da História se o desembarque na Normandia não se tivesse realizado? Lembremos os sacrifícios dos jovens que morreram para que todos pudéssemos viver em paz. Nunca é demais fazer esse esforço. Lembremos os valentes. 

domingo, 1 de junho de 2014

Dia da Criança

Quem não gosta de crianças não vive neste mundo.

Hoje celebra-se o que de melhor há no mundo: as crianças. As crianças merecem toda a atenção, dignidade e felicidade que se pode dar. No entanto, ainda há aqueles que, na sua desenfreada busca pelo capital, retira a dignidade e a felicidade às crianças, que trabalham de graça, sem nunca fazer greves e com mãos e braços pequenos que chegam a sítios onde os adultos não conseguem. Essa gente devia levar uma boa patada nas ventas. Talvez assim metessem algum juízo na cabeça dura que transportam sobre os seus ombros. Não nos podemos esquecer das crianças. Os horários de hoje em dia distanciam os pais dos seus filhos, algo que devia ser evitado a todo o custo. Nunca devemos "por de lado" as crianças, e devemos amá-las com todo o carinho que a inocência merece.

E, para conferir a esta crónica alguma credibilidade, uma citação: 
"Educai as crianças para que não seja preciso castigar os adultos"
Pitágoras

terça-feira, 27 de maio de 2014

Duas análises sóciopolíticas (ou algo que se pareça com isso...)

 Ena, duas crónicas! Esta semana foi em cheio!

O PS celebrou a sua "vitória" nas eleições europeias, quando não há nada para celebrar. Estas devem ser as eleições que menos peso e menos importância têm no nosso país. Mas pronto, servem para encher os peitos dos dirigentes do partido. Aliás, Francisco Assis deu provas de fazer mesmo parte do seu partido. Quando um jornalista lhe perguntou se agora havia motivos para por em causa a liderança de António José Seguro, este respondeu como o seu partido era a principal alternativa, como a direita tinha sido derrotada e de como o povo lhes dera o voto de confiança... enfim, respondeu a todas as perguntas que poderiam vir a ser feitas exceto à pergunta do jornalista... Hum... lembra-me alguém... Mas pronto, parabéns por essa "vitória", ó "alternativa"...

O PCP é um irresponsável. E antidemocrático, já agora. E porque digo isto? Bom... O PCP quer apresentar uma moção de censura ao governo... sem perguntar a ninguém, a nenhum português, se queriam que o governo saísse. Ah, e tal, o que nós pensamos é o que toda a gente pensa, por isso, cá vai... Não é assim. As moções de censura deviam ser sujeitas a consulta prévia ao povo português, assim é que é ser-se democrático! Mas tenho a certeza que esta proposta será ignorada... Se passasse adiante, estaria a interferir com os interesses dos deputados e todos sabemos como eles estão lá tão bem. 

E está... É isto... Adeus e até à próxima.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

A captura do fugitivo

Estes últimos dias tem-se assistido à fuga de Manuel Baltazar à polícia.

Se alguém tiver ideias de matar outro ser humano, esqueça. Não só é um ato moralmente reprovável, como não é uma boa ideia. Todo o mal tem o seu fim. Quem acha que o crime compensa e que é possível escapar, desengane-se. Oh, não estou a falar de escapar à polícia, isso é, se bem planeado, fácil. Mas ninguém consegue escapar à sua consciência. Só os psicopatas e os esquizofrénicos. E mesmo estes, por vezes... Foi isso que se sucedeu com Manuel Baltazar. Trinta e poucos dias a sós com a sua consciência foi o suficiente. Entregou-se finalmente à PJ. Provavelmente, arrependendo-se do erro que cometeu. Qualquer ser humano decente sofre o julgamento por parte do juiz mais terrível e justo do mundo: a sua própria consciência. Agora, o homicida confesso, e friso confesso, enfrentará um julgamento e eventual pena. Esperemos que Baltazar pague pelo que cometeu. E pagará. Baltazar não tem dinheiro para corromper o juiz, logo será condenado pelos seus atos.

E é isto, caros leitores. O crime não compensa. Todo o mal tem um fim, este encontrou o seu.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Mensagem futebolística

Normalmente dissocio-me do futebol, mas esta nota é necessária.
Os parabéns ao SLBenfica são, a meu ver, obrigatórios, pela sua conquista de "tríade das Taças", por isso, aos meus leitores adeptos do Benfica, parabéns ao vosso clube.

domingo, 4 de maio de 2014

Dia da Mãe

A mãe. A figura maternal da família nuclear.

Sem a minha mãe, eu não estaria aqui a escrever. Sem a sua mãe, o leitor não estaria aí a ler. Sem a mãe, onde estaríamos nós? É intrigante, não é? De facto, sem as mães, onde estaria o mundo? Não haveria. A mãe concebe-nos em conjunto com o pai, mas é a mãe que sofre quando dá à luz. É a mãe quem vemos primeiro assim que nascemos (excluindo, claro, o médico e as enfermeiras). É a mãe que irá formar a nossa personalidade emocional e afetiva. O pai forma-nos a personalidade prática, a mãe, a personalidade emocional, pelo menos assim foi comigo. A mãe é aquela que dá conselhos sobre rapazes às filhas e conselhos sobre raparigas aos filhos. A mãe sempre representou o lado sensível da família (seja verdade ou não). Há tanto para dizer sobre as mães, mas tão poucas palavras para isso. Algo como o que sentimos em relação às nossas mães não pode ser expresso por palavras.

A mãe. Dedico esta crónica a todas as mães que a lerem e, especialmente, à minha mãe, que eu amo imenso do mais profundo do meu coração.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Dia Mundial do Trabalhador

O dia dos trabalhadores.

Segundo o calendário litúrgico (i.e. cristão) é neste dia que se comemora a vida de São José Operário, santo padroeiro dos trabalhadores. Para quem não quer saber da religião, e numa nota histórica, foi neste dia, no ano de 1886, que um grupo de trabalhadores americanos exigiu que o horário de trabalho fosse reduzido para oito horas diárias. Foi-lhes concedido, e não tardou a que também na Europa os trabalhadores escolhessem este dia para lutarem pelos seus direitos, em homenagem aos trabalhadores americanos. Foi determinado, então, que no dia 1 de maio se celebrassem os trabalhadores, a força motriz dos países. Sem trabalhadores, onde estariam os países? Celebremos, então, aqueles que se esforçam, aqueles que dão um pouco de si para que as tarefas sejam elaboradas. 

Só para não deixar esta ironia escapar ilesa: o dia do trabalhador é um feriado, dia em que ninguém trabalha...

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Bob Hoskins (1942-2014)

Faleceu Bob Hoskins...

Só "Quem Tramou Roger Rabbit?". Basta apenas esse filme para nos apercebermos da lenda que acaba de passar para o outro lado. Eddie Valiant povoará o imaginário de todos por anos vindouros.  Basta essa, mas existem outras referências que conferem uma grande dor pela perda deste grande ator. Faltam-me as palavras em momentos assim, por isso deixo apenas os meus sentimentos para com os familiares e amigos do ator.

Adeus, Bob Hoskins. Espero sinceramente que tenhas partido feliz e rodeado pelos que te amavam. 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Vasco Graça Moura (1942-2014)

"Portugal perdeu hoje um dos seus maiores cidadãos", disse o primeiro-ministro Passos Coelho.

Faleceu ontem Vasco Graça Moura. Sim, de facto, Portugal perdeu um grande cidadão. Um poeta que nunca apoiou o duvidoso novo acordo ortográfico, dizendo dele o que todos sabiam: que serve apenas "os interesses geopolíticos e empresariais brasileiros". Raro é o momento em que uma tristeza possa ser expressa por palavras. Para mim, nada do que eu diga expressará alguma vez a tristeza que alguém sente. Portanto, falta eu deixar as minhas condolências para com os familiares e amigos do poeta.

Resta deixar registado o facto de Vasco Graça Moura ter ganho o Prémio Pessoa, prémio de grande peso nas Letras portuguesas.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

25 de Abril

Grândola, Vila Morena,
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena

Na madrugada de 24 para 25 de abril de 1974, todo o país cantou em uníssono esta grandiosa canção do grande Zeca Afonso. Os capitães marcharam rumo a Lisboa para derrotar o Estado Novo, que já só se mantinha porque ninguém fazia nada contra ele. Na altura em que caiu, o governo de Marcello Caetano já só necessitava de um sopro para voar e se despenhar. Liderados pelo heroico Salgueiro Maia e coordenados por Otelo Saraiva, os militares puseram um ponto final no regime que vigorava em Portugal há quase meio século e na ridícula guerra no Ultramar. É a esses heróis que devemos a nossa liberdade. Mas não devemos esquecer dos conturbados anos seguintes nem daqueles que dizem ter lutado pelo nosso país e não o fizeram. A esses não devemos nada. Pensemos antes nos heróis como Salgueiro Maia e nos milhares de anónimos que se juntaram a ele para que o povo pudesse ser livre. (Só um parêntesis: a Revolução dos Cravos libertou-nos do Estado Novo e do salazarismo, não do fascismo. Não se deve confundir um com o outro, que são termos diferentes...).

Tenho orgulho em ser português! Viva à Pátria! 25 de Abril sempre! 
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade!

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Dia Mundial do Livro

Hoje é Dia Mundial do Livro.

Hoje é um dia que me diz muito. É um dia dedicado aos objetos que moldaram a minha vida, a minha personalidade, a minha filosofia, os livros. O meu ser aos meus pais e aos meus livros deve a existência. Mas um livro é muito mais do que um simples objeto. Um livro é um mundo que aguarda o momento certo para se libertar das páginas de papel e passar para as páginas imateriais do pensamento e da memória. Os livros merecem todo o nosso respeito e apreço. Sendo eu um ávido leitor, cumpri metade do meu dever. A outra metade é chamar outros para o prazer da leitura. E aproveito este mote para dizer que a leitura deveria ser um hábito mais enraizado na cultura, não só portuguesa, mas mundial. Quantas pessoas se ouvem por aí a dizer: "hoje não posso sair à noite, tenho um livro para ler"? Muito poucas. Mas uma coisa não impede a outra. O problema é que a prioridade vai para o sair à noite. Eu digo, e é um conselho com experiência, que os livros unidos à educação, são os grandes pilares da mente do ser humano. Então, só me resta deixar como nota final a homenagem aos grandes Shakespeare e Cervantes, que faleceram os dois no mesmo ano, no mesmo mês e no mesmo dia (23 de abril), daí celebrar-se o Dia do Livro neste dia.

Um bom Dia Internacional do Livro e um voto de muito boas leituras de um leitor experiente aos meus queridos leitores e leitoras.

domingo, 20 de abril de 2014

Páscoa

Hoje comemora-se o dia de Páscoa.

O amor de Cristo é infinito. Celebra-se hoje o dia em que, de acordo com a doutrina cristã, Cristo teve a Última Ceia com os seus doze apóstolos. É um dia para se refletir (pelo menos, é o que eu faço [e todos o deviam fazer de vez em quando. Há por aí gente que devia realmente refletir um pouco]). Um dia em que pensamos no grande amor que Jesus sentia por nós, no sacrifício Dele e, também, na traição de Judas. Ouço os agnósticos e os ateus a dizerem "Ah, na Bíblia só estão escritas mentiras e não sei quê...". Talvez. Mas o que interessa reter deste dia não é a história pouco provável do "Cristo ressuscitou", mas sim a lição de moral que esta história nos dá. Refletindo um pouco, até os agnósticos e os ateus, que dizem sempre "balelas" quando alguém conta esta história, são capazes de dizer "de facto, Cristo ensina-nos muita ética". Mas claro que isto é um sonho. Hoje em dia (e desde sempre), não se tem tempo para refletir um pouco. Deixando os milagres de lado, esta história da vida de Jesus é uma verdade universal que nos ensina a sermos pessoas melhores. E Judas entra nesta história com um propósito simples: Não trair a confiança e o amor daqueles que nos são próximos. Se todos dessem ouvidos a esta mensagem, contribuíam para um mundo melhor.

A mim não me interessa em que é que uma pessoa acredita ou deixa de acreditar, mas interessa-me se as pessoas se deixam ensinar por estas doutrinas. Celebremos então a Páscoa. Para os meus leitores ateus, bons ovos e amêndoas. Para os meus leitores católicos, que o amor de Cristo esteja com todos nós. 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Sue Townsend (1946-2014)

Com muita tristeza partiu esta semana Sue Townsend.

Sem Sue Townsend, a vida de muitos jovens leitores dos anos 80 não seria a mesma. A sua maior obra, The Secret Diary of Adrian Mole, Aged 13 3/4, analisa com um detalhe muito correto a vida de um jovem americano, que dizia muito a jovens como eu. Todos os seus problemas descritos com uma comédia afinada, mas também se notava uma análise mordaz da sociedade inglesa durante o governo de Margaret Thatcher. Deixo, então, os meus sentimentos para com os familiares e amigos da autora.

É com o coração pesado que nos despedimos desta escritora que entreteu e animou muitos jovens em redor do mundo.

Gabriel García Márquez (1927-2014)

(Requiem em Ré menor - Lacrimosa, Mozart)

É com pesar que vemos partir Gabriel García Márquez, figura literária de peso na História do século XX e das letras latino-americanas. García Márquez foi uma das figuras-chave na popularização da literatura latino-americana no Mundo, inventou o realismo mágico e venceu o Prémio Nobel da Literatura em 1982. É com carinho que muitos o recordarão pela sua obra mais conhecida, Cem Anos de Solidão. Nada posso fazer melhor do que exprimir os meus sentimentos e os meus pêsames aos familiares e amigos deste grande artistas das letras.

E parte assim deste mundo um dos grandes escritores do século XX.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

"Fatura da Sorte"

É verdade. Estou de volta depois de uma pausa (forçada). 

E estou de volta com o quê? Bom, acho que se deve falar das "faturas da sorte". Da "sorte". "Sorte". Precisamente, é de facto, muita sorte ganharmos um carro da marca Audi A4, um carro que, ou muito me engano, ou a maior parte dos portugueses não consegue manter. O governo deve ter pensado assim: "vamos entreter os portugueses com o sorteio de carros de topo pagos com o dinheiro que poderia muito bem ter seguido para a educação ou para a saúde, para não sairmos daqui mais impopulares que o François Hollande." E quem sabe. Sendo a fatura "da sorte", até pode calhar a uma pessoa sem a carta. Não seria engraçada essa situação? Assim faturam ainda mais: o que ganhou o Audi, mas que não tem carta, fica com a felicidade de ganhar o primeiro prémio de um sorteio e o que não ganhou, mas tem a carta, fica com o Audi para si, para exibir aos domingos. E porque não? Também pode sair a um deputado, a um ministro ou até ao próprio primeiro-ministro! Se eles dão o exemplo e pedem contribuinte na fatura, também são concorrentes. Mas melhor de tudo isto é as excelentes capacidades económicas que os portugueses têm neste momento para manterem um Audi A4, já para não falar dos ridículos preços da demasiado poderosa gasolina. Seis meses de gasolina para um Audi deste calibre custa o mesmo que o próprio carro.

Mas pronto. Tal como em tudo o resto, já não se pode fazer nada... Mas vá lá, não sejamos pessimistas, que a pessoa que ganhar o carro pode ainda vir a ganhar o prémio do programa da TVI Somos Portugal. Assim já terá condições económicas para manter o carro e poder pagar a gasolina sem arrancar os cabelos da cabeça...

quarta-feira, 19 de março de 2014

Dia do Pai

O pai. A figura paternal da família nuclear. 

O que há para dizer sobre os pais? Tanto que, se fosse a falar do meu, tinha que escrever oito ou nove mensagens como esta só para falar do que ele representa para mim. Como, certamente, o leitor não dispõe de paciência para ler oito ou nove mensagens cheias de um jorro de emoções, ficamos por uma breve referência ao que representa o pai para todos nós. O pai sempre foi aquela figura (claro está, esta é uma visão geral, que não há tempo para entrar nos casos específicos) que nos garantia proteção e, simultaneamente, que nos deixava atemorizados quando trazíamos algumas notas menos boas para casa. O pai é aquela figura que nos prepara (no caso dos homens) para o mundo exterior, é a figura que nos leva a jogar futebol pela primeira vez, é a figura que nos ensina como se desfaz devidamente a barba ou como se começa a namorar (trabalho em conjunto com a mãe). O pai é aquela figura indispensável para a nossa formação prática.

O pai. Dedico esta crónica a todos os pais que a lerem e, especialmente, ao meu pai, que eu adoro do fundo do meu coração.

Pequena mensagem

Contra a prescrição
        "Este finalmente vai falar de António José Seguro em ser para o criticar" ouço por aí alguns de vós a dizer. E digo que sim. Eu já avisei que tento ser o mais imparcial possível (o que não impede que eu tenha uma ideologia) e que eu critico quem não tem razão, ao invés de criticar o que é contrário à ideologia que siga. Portanto, concordo com José Seguro. Concordo que a prescrição "mina a confiança dos portugueses nas instituições democráticas". É um assunto importante e não deve ser debatido de ânimo leve, como acabei de fazer, mas, de facto, a prescrição dos crimes descredibiliza a justiça. 

quinta-feira, 13 de março de 2014

José da Cruz Policarpo (1936-2014)

Partiu o patriarca emérito de Lisboa desta vida, ontem, após complicações cardíacas.

Figura de grande importância na história da Igreja Católica em Portugal, membro de dois Conclaves, recordado como um homem que não tinha medo em expor os seus pensamentos... A lista de atributos de D. José Policarpo é longa. É uma figura incontornável na história da religião cristã aqui no nosso país. Por isso, não me atrevo a falar (aliás, nestes casos, raramente o faço) e deixo apenas esta homenagem e as minhas condolências para com os familiares do falecido cardeal. 

Assim dizemos adeus a um cardeal que, nas palavras de Fernando Soares Loja, era um homem "que não pedia licença para dizer o que pensava".

terça-feira, 11 de março de 2014

11 de Março - 10 anos após

Foi com choque que Espanha recebeu a notícia, a 11 de março de 2004, de que a capital sofreu  uma série de atentados a comboios.

Este é um dos momentos, uma das datas que se devem assinalar. Pelas vítimas, pelos familiares das vítimas, por todos os que sofreram com estes atentados, produto do fundamentalismo idiota saído de mentes no mínimo totós da organização terrorista Al-Qaeda, também ela parva. É a verdade. Ai, o nosso deus e sei lá, matar em nome da divindade... Isso é a maior estupidez no ser humano. Matar seres humanos em nome de uma figura que supostamente criou esses mesmos seres humanos. Se é para matar, para que é que os terá criado essa divindade? Será que os terroristas (sinónimo: estúpidos) se apercebem do paradoxo? Eu acho que eles só usam a desculpa de matar em nome de deus para saciar o desejo insaciável que é o sadismo. Estou a falar de terroristas, não de muçulmanos, nem árabes. E para que as pessoas não fiquem com a impressão de que sou xenófobo ou que discrimino, digo que todas as religiões têm os seus momentos de estupidez. O da religião cristã foi na Idade Média. O da muçulmana é agora. A hebraica deve também ter feito algo, num passado distante, as politeístas, dessas nem se fala. Só a budista é que não tem registos de estupidez na sua história. 

É essa a importância das datas como o 11 de Março. Homenagear os que pereceram nos atentados, refletir, valerá a pena matar em nome de um deus?, chegar à resposta, não, e dizer: Morte ao terrorismo/fundamentalismo/fanatismo. Se todos exclamar-mos, numa só voz, convictamente: morte à estupidez!, ela não terá mais opções a não ser ser render-se à paz, à tolerância e à fraternidade entre as culturas.

sábado, 8 de março de 2014

Dia da Mulher

Olá, muito bom dia para todas vocês, mulheres, que estiverem a ler esta crónica.

Há precisamente 97 anos, mulheres russas revoltavam-se contra as péssimas condições de vida causadas pela participação do Império Russo na Primeira Guerra Mundial. Esta revolta conduziu não só à Revolução Russa e queda do Império, como também conduziu à celebração, neste dia, do Dia Internacional da Mulher. É claro  que agora o seu sentido é mais comercial do que propriamente interventivo, mas mesmo assim detém aquela categoria de símbolo. Símbolo para as pobres mulheres que, chegando a casa de um dia árduo, ainda têm de aturar maridos violentos e machistas. É por essas mulheres e por todas as que são injustiçadas por todo o mundo que fica esta homenagem. E claro, por todas as outras, que têm famílias, e pelas que não têm. Mas deixo um pequeno aviso para as radicais. Feminismo é a mesma coisa que machismo, só que para mulheres. Querem um mundo em que homens e mulheres têm os mesmos direitos e deveres? Não partam para os extremos, fiquem-se pelo que está no meio dos dois. 

Um ótimo Dia da Mulher para todas as minhas leitoras. 

sexta-feira, 7 de março de 2014

Citação, mundo, confusão, questões

"No dia em que o povo acordar, os governantes não conseguirão dormir"
Autor desconhecido

Verificou-se na Ucrânia, quando o povo depôs Viktor Yanukovich. Só não sei que estupidez levou a esta ridícula guerra que agora se vê. Quer dizer, eu saber, sei. Só não consigo compreendê-la...
Verifica-se na Venezuela, o povo está farto da tirania e corrupção de Nicolás Maduro e exige melhores condições de vida. Maduro revela muito pouca maturidade ao manter-se teimosamente no poder, sem conseguir perceber o que quer o seu povo e o que para o seu povo é melhor.
Será que os portugueses (e o PS, já agora) se lembram que foi o governo anterior, não este, que fez os acordos com a troika? Ou não é conveniente lembrar-se disso agora, António José Seguro? (Isto não é uma defesa nem de um nem de outro, é apenas uma questão válida para que os militantes do PS não achem que nos esquecemos)
Terá Putin enlouquecido? Estará ele disposto a estragar todas as relações que se criaram até agora entre países? E estarão os ucranianos pró-Rússia esquecidos da sua própria história?
Há que ter pena dos ucranianos... Não têm Obélix do seu lado...

Fragmentos, confusão no fundo. A crónica mais plástica ( "plástica" artisticamente. Não "plástica" derivada do petróleo) que escrevi até agora. Reflete a confusão que está o mundo neste momento. Esperemos que se consiga encontrar uma solução pacífica e diplomática para este caos.

terça-feira, 4 de março de 2014

Carnaval

Hoje é dia de Carnaval. As máscaras, os desfiles, as férias da escola e... as pessoas a trabalhar?

Pois é. Uma das medidas mais impopulares do governo no ano passado. O desaparecimento da tolerância de ponto no Carnaval. Trabalho, trabalho e mais trabalho, é isso que os portugueses, os que têm emprego, veem à sua frente. E isso não é muito motivador. Bem, deixemos-nos disso, que estamos a falar do Carnaval e não do que o governo fez de errado ou certo. Isso é para outra crónica. Continuando, então. Muitos se mascaram a gosto e preceito para estas grandiosas férias. Felizmente, algumas Câmaras Municipais dão tolerância de ponto e permitem os desfiles de Carnaval. Eu concordo, mas acho que devia ser em todas as Câmaras, não só em algumas. E o pior é que as pessoas tinham no Carnaval uma espécie de intervalo para ganhar alento para a próxima temporada de trabalho. Qualquer dia, as férias passam a uma semana a meio do ano. Máscaras, paródia, "é Carnaval, ninguém leva a mal".

Um ótimo Carnaval para aqueles que têm a oportunidade de o apreciar. E os políticos andam a merecer as paródias respetivas, ultimamente. Por isso, riam-se, portugueses. Riam-se das paródias, que assim elas têm mais efeito.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Paco de Lucía (1947-2014)

Flamenco. Um género de música espanhola tocado em guitarra. E o género muito deve a Paco de Lucía.

Adeus, Francisco Sánchez Gómez. Vais-te deste mundo materialmente. Espiritualmente, aqui permaneces, nos corações de todos os que te ouviam e apreciavam. É com tristeza que os teus fãs, os fãs do género em que te notabilizaste e até mesmo aqueles que nem apreciam muito o género que popularizaste te veem partir. Condolências para com os familiares deste grande guitarrista espanhol. 

Descansa em paz, Paco de Lucía. 

Que a justiça (não) seja feita

Há apoiantes de "El Chapo" que desejam a sua libertação.

Esta é boa. O traficante de droga mais procurado do mundo foi capturado e está pronto para pagar pelos seus crimes. No entanto, há centenas de pessoas a exigirem a sua libertação. Esta gente deve achar que é bonito estragar a vida aos outros, assassinar e fugir à Lei. Porque foi isso que fez "El Chapo". Ora, porque o querem libertar? Simples, dizem eles, "El Chapo" ajudou imensas pessoas. Parece um argumento válido, não parece? Mas não é. E não é porquê? Bem, porque se fosse, então Al Capone deveria ter sido libertado porque, apesar de fugir à Lei, assassinar e contrabandear, ajudou imensas pessoas. Ou então, entrando num exemplo imaginário, mas válido, também não merece ser preso Wilson Fisk porque, apesar de fugir à Lei, subornar e de ser o Rei do Crime ocidental, ajuda imensas pessoas. Estes exemplos são válidos para mostrar às pessoas que não é assim, não é porque eu ajudei imensas pessoas, mas fugi à Lei e contrabandeei, que não mereço ir parar à prisão. Tenham juízo.

E está. Fica este aviso. "El Chapo" aguarda julgamento pelos seus crimes e, se a justiça funcionar, pagará pelo que fez, como deve ser. Pode-se, quanto muito, levar em consideração no tribunal o facto de ele ter ajudado essas pessoas. Funcionou com Al Capone.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Desculpe, pode-me dizer onde fica...?

É quase uma vergonha admitir que não sei o nome dos lugares da cidade que me viu nascer e que me vê crescer.

Quando hoje me perguntaram onde ficava o Hospital Novo, eu a essa sabia responder, é fácil. Mas quando, geralmente, me perguntam «Desculpe, pode-me dizer onde fica...?», eu não sei ajudar o senhor, senhora ou jovem que me fez a pergunta. Ora, essa situação é, deveras, aborrecida, não só para quem pergunta, mas também para mim, que me sinto no dever cívico de ser solidário com e ajudar os outros. Então fica em mim um sentimento de impotência e até de fuga ao dever. Não consigo evitar. Eu sei os sítios, claro. Sei como e onde são e como lá chegar, que ruas seguir, em que curvas virar. Só não sei os nomes. E se alguém me pergunta «Desculpe, pode dizer-me onde fica o quartel dos Bombeiros [ou a rua onde fica]», não sei responder. Sei onde é e como lá chegar, só não sei o nome! É estafante. Agora ia a arranjar uma desculpa quando me lembrei que não tenho. Todos os meus amigos e colegas sabem os nomes, apenas eu é que não. Porque será? Não sei bem, mas creio que a razão principal é o facto de eu não ter ligado muito a isso quando era mais novo (aliado ao facto de eu nunca andar a pé). Das duas uma, ou memorizo ou, sempre que surgir «Desculpe, pode-me dizer onde fica...?», passo a responder «Desculpe, não sou de cá». Eu vou para a primeira, não sou muito fã da mentira.

Espero (aliás, sei) que não seja o único a não saber o nome das ruas da cidade onde nasci. E também espero poder, daqui a pouco tempo, enumerar pelo nome, como se de velhos amigos se tratasse, as belas ruas de Braga.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Dia de São Valentim

Corações, flores, jantares, chocolates, amor, muito amor.

Digo-o antes de mais nada: estou sozinho, meramente observando os casais à minha volta vivendo felizes os seus momentos juntos... Sim, é uma tristeza. Mais um Dia de São Valentim que passo sozinho, aqui, em frente ao computador, escrevendo este texto. Mas ainda sou jovem, ainda tenho uma vida pela frente. Seria pior se eu estivesse já na meia idade e a escrever isto. Sendo assim, é melhor continuar. Cláudio II ordenou que se proibissem os casamentos. Tal ordem era ridícula, e assim, o bispo Valentim decidiu ignorá-la e continuou a casar as pessoas. Descoberta esta desobediência, Valentim foi encarcerado e condenado à morte. Enquanto esteve preso, muitos jovens enviaram cartas e flores com a mensagem de que ainda acreditavam no amor. Valentim tinha uma namorada (isto, claro, antes da Igreja ter decidido, sem qualquer motivo, que os padres deviam permanecer solteiros), a quem escreveu uma carta antes de ser executado, no dia 14 de fevereiro de 270, na qual dizia o quanto a amava. A carta terminava assim: "do teu Valentim", a expressão que nos dias de hoje é usada. Foi, depois, beatificado.

E já está. Ao contrário de São Valentim, eu estou só. Felizmente, só é apenas uma palavra, e as palavras podem ser apagadas e reescritas. Deixo, então, um voto de felicidade, tanto para os casais, como para aqueles que, como eu, ainda praticam o celibato.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Dia Mundial da Rádio

Há quem diga que a televisão substituiu a rádio. Eu a isso respondo: nunca nenhum meio de comunicação substituirá a rádio.

13 de fevereiro de 1946. Foi neste dia que a Rádio das Nações Unidas (UNR) emitiu um programa em simultâneo para seis países. Mas só foi possível esse feito graças aos esforços laboriosos de Heinrich Hertz e Guglielmo Marconi, aproveito e deixo essa homenagem. Desde essa data, 13 de fevereiro do ano de 1946, a rádio acompanhou e acompanha os grandes acontecimentos do mundo. Se podemos afirmar que a rádio mudou o Mundo? Pois claro que mudou. E Portugal não se deixou ficar para traz. É com muito orgulho que deixo uma homenagem às rádios nacionais portuguesas (Antena 1, 2 e 3; Rádio Renascença; RFM e Rádio Comercial) e a todas as outras rádios regionais e locais. Este dia é vosso. Obrigado por parte de todos os portugueses por serem um meio de entretenimento para o nosso povo. Regressando ao Dia Mundial da Rádio, este foi declarado pela UNESCO em 2011.

A rádio mudou o mundo. Encerro com esta afirmação assertiva. Bom Dia Mundial da Rádio, rádios mundiais!