segunda-feira, 14 de julho de 2014

Costa-Seguro, reciclagem, burocracia e corrupção e um pouco de alemão

«Simpatizantes do partido»... Tá boa, Costa, tá boa. Assim assegura-se de que ganha, não é? 

Costa-Seguro
António Costa é um oportunista. Quando o seu partido andava pelas ruas da amargura, descredibilizado por Sócrates, não quis saber, nem demonstrou interesse em candidatar-se à liderança. Mas agora que António José Seguro conseguiu reerguer o PS como um partido apto para fazer oposição (e, quem sabe, com o líder certo, governar), o senhor presidente da Câmara de Lisboa candidata-se à liderança do partido. Com líderes destes, quem precisa de inimigos! Talvez Seguro não tenha o carisma nem a imponência de Costa, mas pelo menos conseguiu restabelecer a reputação do PS, lutou por isso, ao passo que Costa apenas esperou pela oportunidade certa para apanhar com os seus tentáculos. Olha, que engraçado. Faz-me lembrar uma coisa que certo padre apregoou no século XVII, no Maranhão, sobre os polvos (que agarram a presa com os seus tentáculos) como os maiores traidores do mar... Coincidências... Outra coincidência: a reciclagem de nomes desta tríade - António Costa; António José Seguro (JS) ; José Sócrates (JS). 

Burocracia e corrupção
Hoje fui resolver uns assuntos, não interessa o quê, e esperei em filas, assinei papéis, fui buscar ainda mais papéis e preenchi fichas. E ainda tenho que lá voltar para concluir o processo. A este processo chama-se burocracia, o que em língua portuguesa significa "maneira simples e confortável de ajudar a corrupção". Não estou a inventar. As ditaduras usavam a burocracia para se manterem no poder. Era simples. "Quer começar um partido? Então preencha aqui, assine aqui, rubrique aqui, volte daqui a um mês para o mandarmos esperar mais uns anos, tá bom?" Entendo a necessidade de burocracia. Mas tudo o que é a mais faz mal. 

E agora, como prometido, um pouco de alemão:
«Deutschland gewann den World Cup mit Mühe und Verdienst». 

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