«PS! PS! PS! PS!», gritam os militantes triunfalmente, enquanto discursa António Costa, o novo secretário geral do Partido Socialista.
Muito boa. Agora é que me deram razão, portugueses que se envolveram nas eleições primárias do PS, de que às vezes as pessoas se esquecem do passado e do futuro e só vêm o presente. Está muito bem, ganhou o António Costa. Mas a que preço? Esfaqueou o líder do seu partido pelas costas quando achou mais conveniente, e ainda hoje enviou uma mensagem de SMS (catalogada como "lapso") aos simpatizantes para que votassem nele. Jogadas destas são nojentas. Um homem destes não tem decência nenhuma e as pessoas querem que ele seja candidato a primeiro-ministro. Para quê, pergunto? Para o senhor Costa nos apunhalar pelas costas quando lhe convier? Para o senhor Costa poder tirar proveito do que atenda os seus interesses? Para fazer jogadas políticas que deveriam ser consideradas ilícitas como a dos SMS? Não, para isso não quero um primeiro-ministro. Podem queixar-se o quanto quiserem de Pedro Passos Coelho (quer tenham razão quer não), para mim ele sempre será muito melhor que o António Costa. Um homem que não ligou nada ao que a opinião pública diria dele e encetou na política de sacrifícios necessários para o bem do país. Mas tudo isso mudou. Agora, temos um oportunista traiçoeiro que deseja deitar fora os sacrifícios que os portugueses têm feito estes três anos e tal. Sacrifícios que foram necessários e urgentes, que a longo prazo melhorariam a situação do país. Tudo isso deitado fora.
Espero estar enganado (não estou, que o PS tem um historial de ser "mãos-largas"), mas se não estiver, estiver, espero que estejam contentes com a vossa decisão. Claro que José Seguro não tinha perfil para ser líder de alguma coisa, mas avalio um homem mais por ter conseguido reerguer um partido descredibilizado do que por esperar no poleiro pelo momento certo para roubar o trabalho todo ao outro. Espero sinceramente estar errado. Para o bem de todos.
domingo, 28 de setembro de 2014
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Manifesto Anti-Casa dos Segredos
Regressou à televisão um programa extremamente educativo e moralizante que... ok, não consigo. Até ironizar é impossível quando se trata da casa dos segredos (em minúsculas, que é bem-feito).
Pode ser um entretenimento para os telespetadores... e é só isso, sinceramente. Entretenimento fácil e extremamente degradante só para conseguir audiências. Quem devia ter vergonha não era a TVI por passar uma coisa destas na sua programação (coitados, fazem o que não devem para ter audiências...). Quem devia ter vergonha era as pessoas, as audiências, que assistem a tal "programa". Esta ideia para entretenimento deve ser a pior de todas alguma vez concebidas. É um programa impúdico, desavergonhado, amoral e degradante. E estes são os elogios. Quem consente a uma coisa assim não deve ter mais nada para fazer além de assistir a jovens com ar nas cabeças em vez de cérebros a entrar em conflitos uns com os outros por minudências idióticas e ver duas galdérias a disputar quem comeu mais ou quem traiu mais. Para disfarçar esta lama toda, despem as rapariguinhas em frente às câmaras (a sério, pensem nisso leitores. Despiam-se em frente a uns cinco ou seis milhões de pessoas anónimas e taradas por uma quantia de dinheiro?) Mas o pior de tudo é os responsáveis da TVI passarem isto na sua programação sem qualquer remorso ou pensamento. Nada de "será que isto está certo", nem de "isto é uma porcaria! Quem teve esta ideia?". Nada. Só "este nojo é rentável, vamos continuar com isto só para termos maiores números que os outros canais mais sérios". É ridículo.
Portugueses, combateram pela Liberdade. Combatam agora pelo direito que as crianças têm de crescer com exemplos dignos de seguir ao invés de uns parvos quaisquer que têm menos cérebro que uma galinha.
Pode ser um entretenimento para os telespetadores... e é só isso, sinceramente. Entretenimento fácil e extremamente degradante só para conseguir audiências. Quem devia ter vergonha não era a TVI por passar uma coisa destas na sua programação (coitados, fazem o que não devem para ter audiências...). Quem devia ter vergonha era as pessoas, as audiências, que assistem a tal "programa". Esta ideia para entretenimento deve ser a pior de todas alguma vez concebidas. É um programa impúdico, desavergonhado, amoral e degradante. E estes são os elogios. Quem consente a uma coisa assim não deve ter mais nada para fazer além de assistir a jovens com ar nas cabeças em vez de cérebros a entrar em conflitos uns com os outros por minudências idióticas e ver duas galdérias a disputar quem comeu mais ou quem traiu mais. Para disfarçar esta lama toda, despem as rapariguinhas em frente às câmaras (a sério, pensem nisso leitores. Despiam-se em frente a uns cinco ou seis milhões de pessoas anónimas e taradas por uma quantia de dinheiro?) Mas o pior de tudo é os responsáveis da TVI passarem isto na sua programação sem qualquer remorso ou pensamento. Nada de "será que isto está certo", nem de "isto é uma porcaria! Quem teve esta ideia?". Nada. Só "este nojo é rentável, vamos continuar com isto só para termos maiores números que os outros canais mais sérios". É ridículo.
Portugueses, combateram pela Liberdade. Combatam agora pelo direito que as crianças têm de crescer com exemplos dignos de seguir ao invés de uns parvos quaisquer que têm menos cérebro que uma galinha.
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Questões pertinentes e uma nota
Será que queremos António Costa como primeiro-ministro? Ou António José Seguro?
Um é a face do oportunismo político e da hipocrisia descarada. O outro é a face da popularidade frágil. António Costa é exatamente o oposto do que o povo deseja. Mas, por alguma estranha razão, o povo parece convicto de que encontrou a resolução para todos os problemas. António José Seguro, por seu lado, tem a seu favor o facto de ter liderado o partido quando todos lhe viraram as costas (ou a Costa) e de apresentar uma proposta vencedora, a redução do número de deputados que, independentemente do que diga António Costa, é o mais acertado a fazer. Mas contra ele tem o facto de ter zero por cento de perfil e carisma para liderar um país. Ah, já mencionei que António Costa é apoiado por Mário Soares e por José Sócrates? Estou só a dizer...
Quo vadis, Escócia?
Escócia, não pode abandonar os seus amigos e aliados agora. Não em tempos de crise. A Europa pode cair, os movimentos separatistas nos outros países podem prosperar e as economias podem fragilizar com esta ação. O problema é que agora, Escócia, não é a melhor altura para orgulhos nacionalistas. Não quando dependem tantas vidas e tantos empregos dessa decisão. Por favor, Escócia, pense também nos que podem ser prejudicados pela decisão e não apenas na sua insistência em abandonar uma união que apenas a fortaleceu.
Porque invades tu o Mundo, ó loucura?
Jornalistas raptados e decapitados porque um grupo de psicopatas deseja derramar quanto sangue for possível. Auxílio ao povo? Não, não caio nessa peta. O povo já perdeu tanto com esse "auxílio" que nem quero saber o que farão se decidirem destruí-lo. Uma loucura que tomou os homens de assalto, é a verdade por detrás disto tudo. É o acharem que têm o sheik na barriga e que podem fazer tudo o que lhes apetecer e escapar impunes. Tem de acabar. Por favor, parem! Parem com a loucura! Lutem pela paz, caramba! Mostrem que não são estátuas de pedra, mas seres humanos!
Nota: Ó Nuno Crato, siga o belíssimo exemplo de Relvas e de Gaspar e demita-se também. Não insista mais. Já mostrou a todos o quanto se rala com a educação neste país e já todos vimos a sua competência para o cargo que exerce. Faça-nos um favor. Pode ser? E se lhe pedirmos com jeitinho?
Epílogo - desta vez não houve prólogo. Fecho com um mini-epílogo. Até à próxima.
Um é a face do oportunismo político e da hipocrisia descarada. O outro é a face da popularidade frágil. António Costa é exatamente o oposto do que o povo deseja. Mas, por alguma estranha razão, o povo parece convicto de que encontrou a resolução para todos os problemas. António José Seguro, por seu lado, tem a seu favor o facto de ter liderado o partido quando todos lhe viraram as costas (ou a Costa) e de apresentar uma proposta vencedora, a redução do número de deputados que, independentemente do que diga António Costa, é o mais acertado a fazer. Mas contra ele tem o facto de ter zero por cento de perfil e carisma para liderar um país. Ah, já mencionei que António Costa é apoiado por Mário Soares e por José Sócrates? Estou só a dizer...
Quo vadis, Escócia?
Escócia, não pode abandonar os seus amigos e aliados agora. Não em tempos de crise. A Europa pode cair, os movimentos separatistas nos outros países podem prosperar e as economias podem fragilizar com esta ação. O problema é que agora, Escócia, não é a melhor altura para orgulhos nacionalistas. Não quando dependem tantas vidas e tantos empregos dessa decisão. Por favor, Escócia, pense também nos que podem ser prejudicados pela decisão e não apenas na sua insistência em abandonar uma união que apenas a fortaleceu.
Porque invades tu o Mundo, ó loucura?
Jornalistas raptados e decapitados porque um grupo de psicopatas deseja derramar quanto sangue for possível. Auxílio ao povo? Não, não caio nessa peta. O povo já perdeu tanto com esse "auxílio" que nem quero saber o que farão se decidirem destruí-lo. Uma loucura que tomou os homens de assalto, é a verdade por detrás disto tudo. É o acharem que têm o sheik na barriga e que podem fazer tudo o que lhes apetecer e escapar impunes. Tem de acabar. Por favor, parem! Parem com a loucura! Lutem pela paz, caramba! Mostrem que não são estátuas de pedra, mas seres humanos!
Nota: Ó Nuno Crato, siga o belíssimo exemplo de Relvas e de Gaspar e demita-se também. Não insista mais. Já mostrou a todos o quanto se rala com a educação neste país e já todos vimos a sua competência para o cargo que exerce. Faça-nos um favor. Pode ser? E se lhe pedirmos com jeitinho?
Epílogo - desta vez não houve prólogo. Fecho com um mini-epílogo. Até à próxima.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Da justiça, de juízes vergonhosos e de um corrupto ainda à solta
A justiça precisa de reformas a sério e urgentemente.
Foi com muita desilusão (infelizmente, o espanto foi pouco) que ouvi a notícia de que as escutas que envolviam José Sócrates (essa terrível sombra que ainda paira sobre nós) no processo foram destruídas. E ponto final. Destruídas. Assim, sem mais nem menos, sem segundas opiniões, sem um mínimo de decência, um nojo. É repugnante assistir a um juiz (ou mais) que se deixa levar pelos tostões prometidos do corrupto, que se vende sem um mínimo de decência, assim, como uma prostituta judicial. As garras da corrupção são longas e duras. Levam a que estes impunes ex-ministros, ex-figuras públicas, ex-tudo o que garantir um tachinho ou dois pensem que podem escapar sem que a espada da justiça desfira o seu golpe. É triste, é uma vergonha, é o que as infraestruturas de uma democracia mal planeada desde o princípio criam. É a justiça com que temos de lidar. Mas não será a justiça com que teremos de lidar. Eu não sou muito a favor da justiça popular (i.e. "olho por olho, dente por dente"), mas é uma opção que começa a parecer mais justa do que a justiça em si. E quando isso acontece, ou muda a justiça, ou o povo desata a partir tudo e todos. Eu espero que a justiça consiga ressuscitar (sim, porque a justiça morreu), mas espero também que o povo agarre no José Sócrates. Ele pode fugir aos juízes, mas não foge ao povo que maculou.
Dito isto, espero que o juiz que condescendeu a que as escutas fossem destruídas seja também apanhado pelos populares, para poder aprender o que é que significa justiça a sério.
Foi com muita desilusão (infelizmente, o espanto foi pouco) que ouvi a notícia de que as escutas que envolviam José Sócrates (essa terrível sombra que ainda paira sobre nós) no processo foram destruídas. E ponto final. Destruídas. Assim, sem mais nem menos, sem segundas opiniões, sem um mínimo de decência, um nojo. É repugnante assistir a um juiz (ou mais) que se deixa levar pelos tostões prometidos do corrupto, que se vende sem um mínimo de decência, assim, como uma prostituta judicial. As garras da corrupção são longas e duras. Levam a que estes impunes ex-ministros, ex-figuras públicas, ex-tudo o que garantir um tachinho ou dois pensem que podem escapar sem que a espada da justiça desfira o seu golpe. É triste, é uma vergonha, é o que as infraestruturas de uma democracia mal planeada desde o princípio criam. É a justiça com que temos de lidar. Mas não será a justiça com que teremos de lidar. Eu não sou muito a favor da justiça popular (i.e. "olho por olho, dente por dente"), mas é uma opção que começa a parecer mais justa do que a justiça em si. E quando isso acontece, ou muda a justiça, ou o povo desata a partir tudo e todos. Eu espero que a justiça consiga ressuscitar (sim, porque a justiça morreu), mas espero também que o povo agarre no José Sócrates. Ele pode fugir aos juízes, mas não foge ao povo que maculou.
Dito isto, espero que o juiz que condescendeu a que as escutas fossem destruídas seja também apanhado pelos populares, para poder aprender o que é que significa justiça a sério.
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Joan Rivers (1933-2014)
E mais um génio nos abandona e se vai juntar aos outros que já partiram.
Não conheço pessoalmente o trabalho de Joan Rivers, mas nos últimos minutos tive o privilégio de assistir à genealidade de uma rainha da comédia. O que mais me deleitou foi a sua capacidade de autossátira (ou auto-sátira, eu sei lá o que o Acordo Ortográfico diz que está certo), algo que eu defendo e pratico (quem está a ler (e quem não está) também devia, só faz bem. É mais uma estrela que parte desta terra para se juntar às outras no céu. Os meus sentimentos para com a família e amigos da "Rainha da Comédia".
Ena, um parêntesis dentro de um parêntesis (Inception)!
Não conheço pessoalmente o trabalho de Joan Rivers, mas nos últimos minutos tive o privilégio de assistir à genealidade de uma rainha da comédia. O que mais me deleitou foi a sua capacidade de autossátira (ou auto-sátira, eu sei lá o que o Acordo Ortográfico diz que está certo), algo que eu defendo e pratico (quem está a ler (e quem não está) também devia, só faz bem. É mais uma estrela que parte desta terra para se juntar às outras no céu. Os meus sentimentos para com a família e amigos da "Rainha da Comédia".
Ena, um parêntesis dentro de um parêntesis (Inception)!
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