porque se trata apenas do link do meu novo blogue
http://elucubracoes-da-psique.blogspot.pt/
onde uma inquieta psique se manifesta de várias formas.
Espero que esteja ao vosso gosto.
Sigam e leiam, como têm feito.
Obrigado.
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
A publicação última (uma fénix)
Caros leitores que têm lido este meu blogue, por variadas razões, decidi deixar de publicar nestas páginas que sob este título se desenvolvem.
No entanto, não deixo de escrever, sendo que preparo um blogue diferente onde colocar as minhas atribulações, elucubrações e demais devaneios.
Agradeço-te imenso, a ti, que estás e estiveste desse lado, agradeço-te profundamente por leres o que escrevo e dares um sentido a todo este exercício. A ti, em especial. Não sei quem és, mas refiro-me a ti no singular para que sintas que acho que és especial, sem ti, isto não valia a pena.
Na minha próxima publicação deixarei o link do novo blogue.
Obrigado, leitores e leitoras, por estes quatro anos em que pude escrever para vocês, e obrigado pela receção que senti da vossa parte.
Para terminar, um smile. Um simples smile, dois míseros pontos e um parêntesis quotidiano que expressam o que sinto da maneira plástica (uma imagem vale mil palavras, já o sabemos)
:)
No entanto, não deixo de escrever, sendo que preparo um blogue diferente onde colocar as minhas atribulações, elucubrações e demais devaneios.
Agradeço-te imenso, a ti, que estás e estiveste desse lado, agradeço-te profundamente por leres o que escrevo e dares um sentido a todo este exercício. A ti, em especial. Não sei quem és, mas refiro-me a ti no singular para que sintas que acho que és especial, sem ti, isto não valia a pena.
Na minha próxima publicação deixarei o link do novo blogue.
Obrigado, leitores e leitoras, por estes quatro anos em que pude escrever para vocês, e obrigado pela receção que senti da vossa parte.
Para terminar, um smile. Um simples smile, dois míseros pontos e um parêntesis quotidiano que expressam o que sinto da maneira plástica (uma imagem vale mil palavras, já o sabemos)
:)
sábado, 23 de abril de 2016
Dia Mundial do Livro
Não podia deixar passar esta data, pois não? O dia mundial do Livro e dos direitos de autor é celebrado neste dia porque, por convenção histórica, falecerem neste mesmo dia, há 400 anos, William Shakespeare e Miguel de Cervantes, incontornáveis figuras da literatura mundial e pilares da literatura dos seus respetivos países.
Ora bem, dito isto, o que me traz por cá é o tema da leitura no nosso país. Ou seja, de como desde Camões que somos uma cambada de incultos que apenas ligam ao futebol e pouco mais.
Peço desde já desculpa pela minha crueza, mas revolta-me que a nossa cultura seja de desprezo pela leitura. Quando digo despreza, falo a sério. Existe toda uma cultura de "ler? para que serve isso?" que me deixa solenemente entristecido com os meus conterrâneos. E as provas disso é as dificuldades por que passam muitos escritores (com escritores, entenda-se escritores a sério, não escritores que são famosos). Mas longe das questões monetárias (que são literalmente um grão de areia no deserto para mim), é mesmo a cultura de não ter cultura que me aborrece, aquela cultura do eu podia ler, mas vou antes ver programas de lixo televisivo. Ler é uma atividade solene, é descobrir outros mundo, é enriquecer o pensamento, é pensar pela própria cabeça, saber ser crítico. O povo português não gosta de pensar, é uma certeza histórica. Dá trabalho, pensar. E como todos sabemos, não vale a pena ler, nos dias de hoje o que importa mesmo é saber matemática e ciências, isso é que é útil para o futuro. Chateio-me com isto, que se há de fazer?
Eu podia escrever muita mais coisa. Mas não o farei. Não vale a pena. Nunca conseguiremos mudar. Por isso mesmo, já deixei a minha crítica, agora calo-me e celebro em paz este dia. Eu e outros muitos como eu. Sim, que felizmente, há pessoas que não praticam esta cultura de incultura. A elas, um bem haja. A vocês, leitores, boa semana. E a Cervantes e Shakespeare, ergamos os nosso livros.
Ora bem, dito isto, o que me traz por cá é o tema da leitura no nosso país. Ou seja, de como desde Camões que somos uma cambada de incultos que apenas ligam ao futebol e pouco mais.
Peço desde já desculpa pela minha crueza, mas revolta-me que a nossa cultura seja de desprezo pela leitura. Quando digo despreza, falo a sério. Existe toda uma cultura de "ler? para que serve isso?" que me deixa solenemente entristecido com os meus conterrâneos. E as provas disso é as dificuldades por que passam muitos escritores (com escritores, entenda-se escritores a sério, não escritores que são famosos). Mas longe das questões monetárias (que são literalmente um grão de areia no deserto para mim), é mesmo a cultura de não ter cultura que me aborrece, aquela cultura do eu podia ler, mas vou antes ver programas de lixo televisivo. Ler é uma atividade solene, é descobrir outros mundo, é enriquecer o pensamento, é pensar pela própria cabeça, saber ser crítico. O povo português não gosta de pensar, é uma certeza histórica. Dá trabalho, pensar. E como todos sabemos, não vale a pena ler, nos dias de hoje o que importa mesmo é saber matemática e ciências, isso é que é útil para o futuro. Chateio-me com isto, que se há de fazer?
Eu podia escrever muita mais coisa. Mas não o farei. Não vale a pena. Nunca conseguiremos mudar. Por isso mesmo, já deixei a minha crítica, agora calo-me e celebro em paz este dia. Eu e outros muitos como eu. Sim, que felizmente, há pessoas que não praticam esta cultura de incultura. A elas, um bem haja. A vocês, leitores, boa semana. E a Cervantes e Shakespeare, ergamos os nosso livros.
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Os Panama Papers
Antes de mais, gostaria de pedir desculpas por não ter escrito, tenho andado ocupado.
Dito isto, o que me trouxe hoje ao teclado é mais um escândalo. É incrível, não é? Há sempre escândalos neste mundo, este mundo não é feito de mais nada. Muito bem, em que consiste este escândalo escandalosamente tão escandaloso? Alguns (muitos, vá...) ricos, empresários, políticos e afins guardaram durante anos o seu dinheiro em contas offshore, como forma de se evadirem do fisco dos seus respetivos países. Por outras palavras, guardavam o dinheiro fora, em paraísos fiscais, com o objetivo de não pagar os impostos dos seus respetivos países. É mais um escândalo que envolve figuras muito conhecidas, desde Putin a Messi. Messi, que já tem problemas que cheguem com o fisco espanhol, acrescenta mais um. A lista de nomes é muito comprida, e não a irei analisar até porque eu não percebo nada do que implica todo este caso, e não vale a pena eu gastar o meu latim em questões que não me atingem direta ou sequer indiretamente. No máximo, tomar conhecimento disto é revoltante e os envolvidos deviam todos seguir o exemplo do PM islandês. Pois, ainda há isso, que eu vinha também escrever aqui. O primeiro-ministro da Islândia, que era um dos envolvidos, apresentou a sua demissão dois dias depois da fuga de informação, o que é mais uma prova de que a política nos países nórdicos é séria, não é como por cá e para lados de Ocidente, que os políticos passam na sua maioria por palhacinhos que só sabem brincar ao jogo das cadeiras.
E foi tudo por hoje. Tenha um resto de boa noite ou bom dia, caso esteja a ler isto de dia, e não a esta hora em que o publico. Resumidamente, tenha um bom resto de final de semana.
Dito isto, o que me trouxe hoje ao teclado é mais um escândalo. É incrível, não é? Há sempre escândalos neste mundo, este mundo não é feito de mais nada. Muito bem, em que consiste este escândalo escandalosamente tão escandaloso? Alguns (muitos, vá...) ricos, empresários, políticos e afins guardaram durante anos o seu dinheiro em contas offshore, como forma de se evadirem do fisco dos seus respetivos países. Por outras palavras, guardavam o dinheiro fora, em paraísos fiscais, com o objetivo de não pagar os impostos dos seus respetivos países. É mais um escândalo que envolve figuras muito conhecidas, desde Putin a Messi. Messi, que já tem problemas que cheguem com o fisco espanhol, acrescenta mais um. A lista de nomes é muito comprida, e não a irei analisar até porque eu não percebo nada do que implica todo este caso, e não vale a pena eu gastar o meu latim em questões que não me atingem direta ou sequer indiretamente. No máximo, tomar conhecimento disto é revoltante e os envolvidos deviam todos seguir o exemplo do PM islandês. Pois, ainda há isso, que eu vinha também escrever aqui. O primeiro-ministro da Islândia, que era um dos envolvidos, apresentou a sua demissão dois dias depois da fuga de informação, o que é mais uma prova de que a política nos países nórdicos é séria, não é como por cá e para lados de Ocidente, que os políticos passam na sua maioria por palhacinhos que só sabem brincar ao jogo das cadeiras.
E foi tudo por hoje. Tenha um resto de boa noite ou bom dia, caso esteja a ler isto de dia, e não a esta hora em que o publico. Resumidamente, tenha um bom resto de final de semana.
quarta-feira, 23 de março de 2016
Gota de água?
Mais atentados, mais atentados, mais atentados! Bruxelas agora, depois da Turquia, depois de Paris, depois de tantos outros. O ser humano é o único ser vivo neste planeta que tem inteligência ao ponto de ser estúpido o suficiente para se autodestruir. E cobrem-se de desculpas estúpidas. «Guerra santa», dizem eles. Dizem que querem vingar-se dos cruzados, querem trazer justiça a algo que já foi consumido pelas areias do tempo à tempo o suficiente para não obrigar a tamanha idiotice. É impressionante. Justificam os seus atos ridículos com uma desculpa incrivelmente idiótica. A religião destes supostos guerreiros nem sequer permite atos de violência. Qualquer inocente que morra é desrespeitar as ordens de Alá, segundo o Corão. Visto que até agora só morreram inocentes, questiono a inexistente legitimidade que eles dizem ter. Mas a culpa é em parte nossa. Primeiro, fomos nós que criámos estes monstros. Nós não, os nossos governos, sim, esses que também são os responsáveis indiretos pela morte de milhares de pessoas, quer pela pobreza, quer pela fome, quer pela simples ganância por mais e mais. Os Estados Unidos são talvez os principais culpados por isto, por interferirem em países estrangeiros como se tivessem a legitimidade de o fazer, talvez sejam eles os maiores responsáveis. Mas a Europa também tem culpa. E o ex-Gigante Vermelho, esse que agora invade qualquer terra anexa que lhe apeteça. Depois de fazer asneira, é só deixar sem vigilância e as Al-Qaedas e os Daeshs do mundo não demoram a surgir. Chegamos a um ponto em que caminhamos para a nossa própria extinção. Os dinossauros extinguiram-se, e as teorias variam sobre o que o causou. Mas no nosso caso será diferente. O que irá extinguir o ser humano será o ser humano. Eu gostava maesmo muito que não fosse assim. Que fôssemos inteligentes como dizem que somos. Mas não o somos. Não conseguimos. A história está cheia dos nossos erros. São sempre os mesmos. Não saímos deste ciclo vicioso. Espero que todos os terroristas, todos os palermas que pensem sequer tirar vidas a inocentes, morram dolorosamente nas suas camas, em masmorras, em espigões de ferro, em estacas de madeira, seja de que maneira for. Mas que morram dolorosamente e deixem os verdadeiros seres humanos viver em paz de uma vez por todas!
Claro que me deixei levar, e peço desculpa por isso. Mas precisava mesmo de desabafar. Estou cansado destas, peço desculpa pela expressão, merdas que assolam o nosso mundo. Estou cansado de ligar a televisão e ouvir que um atentado matou x pessoas. Estou farto! E de certeza que o leitor também está farto de tanto ódio, tanta burrice, burrice talvez não, os burros conseguem ser neste aspeto mais inteligentes do que nós. Fartos de tanta estupidez, de tanta imbecilidade. Fartos!
Despeço-me com um pensamento que me ocorre nestas situações: o pior aspeto no terrorismo, tirando a perda de vidas inocentes, é mesmo a criação de Trumps e Le Pens em cada esquina. Era apenas isto. Despede-se este vosso, farto de tanta selvajaria.
Claro que me deixei levar, e peço desculpa por isso. Mas precisava mesmo de desabafar. Estou cansado destas, peço desculpa pela expressão, merdas que assolam o nosso mundo. Estou cansado de ligar a televisão e ouvir que um atentado matou x pessoas. Estou farto! E de certeza que o leitor também está farto de tanto ódio, tanta burrice, burrice talvez não, os burros conseguem ser neste aspeto mais inteligentes do que nós. Fartos de tanta estupidez, de tanta imbecilidade. Fartos!
Despeço-me com um pensamento que me ocorre nestas situações: o pior aspeto no terrorismo, tirando a perda de vidas inocentes, é mesmo a criação de Trumps e Le Pens em cada esquina. Era apenas isto. Despede-se este vosso, farto de tanta selvajaria.
quinta-feira, 17 de março de 2016
Ai, Dilma...
Lula da Silva foi apanhado. Ou assim se pensava. Agora, prestes a ser nomeado para o governo do Brasil, já não será tão simples.
O Brasil, politicamente, é tão fascinante como Portugal. Aliás, a maioria dos países lusófonos são politicamente fascinantes. Por agora, falemos do Brasil. Dilma Rouseff teve realmente o desplante de convidar Lula da Silva a fazer parte do seu governo, o que traz como consequência a possibilidade de fuga à justiça a Lula da Silva. É tão revoltante esta política de corrupção e de favores lá como o é por cá. Os políticos tornaram-se numa massa idêntica cujo único propósito é assegurara tachos e cunhas, assegurar o seu desafogo financeiro e o resto que se lixe. É pior ou menos pior a classe política variando o país, mas há certas coisas que são comuns. Entre elas é a fuga à justiça que é possibilitada com as nomeações duvidosas para os cargos importantes. E Lula juntou-se à classe política da fuga estratégica. Corrupto sempre foi. Agora acrescenta este feito ao seu longo currículo. Já Dilma, lixou-se. Podia ter dado uma de idoneidade, podia ter passado por uma política verdadeiramente preocupada socialmente. Agora, admitiu que é tão culpada como todos os outros.
E agora inicia-se a contagem decrescente para ela. Ela agora só se aguentará no governo por força da corrupção que controla a vida política do Brasil. Mas o povo brasileiro, conjeturo, não vai estar para essas tretas.
O Brasil, politicamente, é tão fascinante como Portugal. Aliás, a maioria dos países lusófonos são politicamente fascinantes. Por agora, falemos do Brasil. Dilma Rouseff teve realmente o desplante de convidar Lula da Silva a fazer parte do seu governo, o que traz como consequência a possibilidade de fuga à justiça a Lula da Silva. É tão revoltante esta política de corrupção e de favores lá como o é por cá. Os políticos tornaram-se numa massa idêntica cujo único propósito é assegurara tachos e cunhas, assegurar o seu desafogo financeiro e o resto que se lixe. É pior ou menos pior a classe política variando o país, mas há certas coisas que são comuns. Entre elas é a fuga à justiça que é possibilitada com as nomeações duvidosas para os cargos importantes. E Lula juntou-se à classe política da fuga estratégica. Corrupto sempre foi. Agora acrescenta este feito ao seu longo currículo. Já Dilma, lixou-se. Podia ter dado uma de idoneidade, podia ter passado por uma política verdadeiramente preocupada socialmente. Agora, admitiu que é tão culpada como todos os outros.
E agora inicia-se a contagem decrescente para ela. Ela agora só se aguentará no governo por força da corrupção que controla a vida política do Brasil. Mas o povo brasileiro, conjeturo, não vai estar para essas tretas.
quarta-feira, 9 de março de 2016
O novo Presidente
Marcelo Rebelo de Sousa foi hoje empossado como Presidente da República.
Cessou um ciclo histórico hoje. Abriu-se uma nova página na história da democracia portuguesa, quanto mais não seja por representar o fim de Cavaco Silva na vida política portuguesa. Quer se goste, quer se odeie, a verdade é que Cavaco Silva esteve tanto tempo na política como eu estive no mundo - duas décadas -, o que já é tempo que chegue para uma só pessoa. Mas o que importa agora é o futuro. Para mim, Marcelo Rebelo de Sousa foi uma excelente escolha para Presidente da República, pela sua personalidade cativante e hiperativa, consensual e disciplinadora. Até prova em contrário, tem e terá o meu total apoio. E começou logo pela quebra do protocolo. Chegou à Assembleia da República a pé. Talvez o tenha feito só para hoje. Mas é algo já diferente do habitual, com o claro objetivo de se demarcar das presidências anteriores. É um gesto que fica sempre bem num político. Ainda por cima num dos países em que a classe política é a mais beneficiada em todos os aspetos possíveis. Digam o que disserem, Marcelo será diferente, foi um boa escolha.
Dito isto, desejo ao Presidente Marcelo Rebelo de Sousa um excelente mandato.
Cessou um ciclo histórico hoje. Abriu-se uma nova página na história da democracia portuguesa, quanto mais não seja por representar o fim de Cavaco Silva na vida política portuguesa. Quer se goste, quer se odeie, a verdade é que Cavaco Silva esteve tanto tempo na política como eu estive no mundo - duas décadas -, o que já é tempo que chegue para uma só pessoa. Mas o que importa agora é o futuro. Para mim, Marcelo Rebelo de Sousa foi uma excelente escolha para Presidente da República, pela sua personalidade cativante e hiperativa, consensual e disciplinadora. Até prova em contrário, tem e terá o meu total apoio. E começou logo pela quebra do protocolo. Chegou à Assembleia da República a pé. Talvez o tenha feito só para hoje. Mas é algo já diferente do habitual, com o claro objetivo de se demarcar das presidências anteriores. É um gesto que fica sempre bem num político. Ainda por cima num dos países em que a classe política é a mais beneficiada em todos os aspetos possíveis. Digam o que disserem, Marcelo será diferente, foi um boa escolha.
Dito isto, desejo ao Presidente Marcelo Rebelo de Sousa um excelente mandato.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Um momento crítico
É com enorme preocupação que assisto ao desenrolar deste braço de ferro entre o governo Costa e Bruxelas.
Não se pode ignorar do momento crítico que Portugal atravessa neste momento. Já antes tivemos crises terríveis, mas esta atingiu todos os limites. Estamos a um passo de cair no abismo que se abre sob nós. Quase tudo dependente de um Orçamento de Estado. E toda esta situação, lamento quebrar a ilusão dos facilitistas e dos populistas, podia ter sido evitada se a esquerda parlamentar não tivesse decidido jogar a peça da instabilidade, mais, se o povo português tivesse decidido manter a maioria da direita por mais quatro anos. Podem cair-me em cima, mas é uma verdade que só por motivações políticas é que não se consegue ver. O anterior governo tinha delineado um plano, cujo alcance se estendia para o futuro, projetos, metas, todas elas alcansáveis, todas elas satisfatórias para a Europa, todas elas menos difíceis a cada ano que passasse, uma vez que o mergulho profundo da austeridade fora o dos tempos da troika. Mas as asas deste projeto foram infelizmente cortadas antes de este descolar, pela ganância de poder do atual primeiro-ministro, que, servindo-se da ambivalência das normas constitucionais e apoiando-se precariamente num acordo entre quatro vontades cujo único ponto convergente era o querer expulsar os governantes da austeridade. E assim caímos nesta alhada, com o nosso futuro a depender do trabalho de um primeiro-ministro cuja competência e legitimidade não lhe reconheço, e de um elenco ministerial meio académico, meio bacoco. Temo pelo país.
Temo pelo país, mas sou sincero nos meus desejos: prefiro ver Costa a triunfar e o país a ser salvo do que satisfazer a minha vontade de o ver falhar, mas com o custo de o país se perder irremediavelmente. Prefiro que Costa tenha sucesso e que o país entre finalmente no eixos do que ver o comboio a descarrilar e o maquinista a cair da ribanceira abaixo. Esperemos que o país não sofra com esta maluqueira toda. É o meu mais profundo desejo, neste momento. Isso e ter saúde, já que dinheiro, quer venham uns, quer venham outros, nunca há...
Não se pode ignorar do momento crítico que Portugal atravessa neste momento. Já antes tivemos crises terríveis, mas esta atingiu todos os limites. Estamos a um passo de cair no abismo que se abre sob nós. Quase tudo dependente de um Orçamento de Estado. E toda esta situação, lamento quebrar a ilusão dos facilitistas e dos populistas, podia ter sido evitada se a esquerda parlamentar não tivesse decidido jogar a peça da instabilidade, mais, se o povo português tivesse decidido manter a maioria da direita por mais quatro anos. Podem cair-me em cima, mas é uma verdade que só por motivações políticas é que não se consegue ver. O anterior governo tinha delineado um plano, cujo alcance se estendia para o futuro, projetos, metas, todas elas alcansáveis, todas elas satisfatórias para a Europa, todas elas menos difíceis a cada ano que passasse, uma vez que o mergulho profundo da austeridade fora o dos tempos da troika. Mas as asas deste projeto foram infelizmente cortadas antes de este descolar, pela ganância de poder do atual primeiro-ministro, que, servindo-se da ambivalência das normas constitucionais e apoiando-se precariamente num acordo entre quatro vontades cujo único ponto convergente era o querer expulsar os governantes da austeridade. E assim caímos nesta alhada, com o nosso futuro a depender do trabalho de um primeiro-ministro cuja competência e legitimidade não lhe reconheço, e de um elenco ministerial meio académico, meio bacoco. Temo pelo país.
Temo pelo país, mas sou sincero nos meus desejos: prefiro ver Costa a triunfar e o país a ser salvo do que satisfazer a minha vontade de o ver falhar, mas com o custo de o país se perder irremediavelmente. Prefiro que Costa tenha sucesso e que o país entre finalmente no eixos do que ver o comboio a descarrilar e o maquinista a cair da ribanceira abaixo. Esperemos que o país não sofra com esta maluqueira toda. É o meu mais profundo desejo, neste momento. Isso e ter saúde, já que dinheiro, quer venham uns, quer venham outros, nunca há...
domingo, 24 de janeiro de 2016
As presidenciais de 2016
Estas presidenciais marcam-me por vários motivos, dos quais saliento o facto de ter sido a primeira vez que votei num candidato a Presidente da República.
E assim foi. Marcelo Rebelo de Sousa é o novo Presidente da República Portuguesa, eleito à primeira volta. Ainda bem que não empatámos desta vez. É positivo que a questão tenha sido decidida rapidamente e sem "arrastanços". O que marcou, a meu ver, estas eleições foram muitos aspetos e muitos fatores. Não pretendendo alongar-me, limitar-me-ei a alguns apenas. O primeiro é a candidatura de Sampaio da Nóvoa. Se este tivesse recusado o apoio do PS, teria tido o meu apoio e teria tido um resultado melhor. O PS andava já nas ruas da amargura, e com António Costa como apoiante não pode ser positivo para uma candidatura. Poderia ter sido muito mais coerente o argumento da independência de Sampaio da Nóvoa. Tino de Rans foi a figura destas presidenciais. Um homem simples e ingénuo cuja função foi demonstrar e quatro pessoas o quão fracas as suas ideias e as suas campanhas realmente foram. Cândido Ferreira, embora sendo para mim ignorável, merece esta crítica: quando alguém se apresenta perante o povo como candidato a um cargo público deve debater o seu programa. É sabido que o povo não vai ler. Escrever, infelizmente, não chega em Portugal. Maria de Belém teve justamente a derrota que merecia e a lição que já andava a pedir à muito tempo. Quanto à esquerda, Edgar Silva e Marisa Matias são, para mim, melhores combatentes sociais do que figuras políticas. Como deputados, talvez primeira-minstra, estariam melhor. Isto na minha opinião, claro. Finalmente, desejo votos de muito sucesso a Marcelo Rebelo de Sousa. Certamente será um árbitro justo e imparcial, como sempre soube ser.
Falta-me ainda referir que acho completamente ridículo que 50% dos cidadão portugueses tenham tido uma atitude tão fraca de repúdio ao país por não terem exercido o simples direito de voto. É 50% de portugueses que não quis saber e que, de certeza, criticarão no futuro, tendo sido eles os culpados passivos pela situação que criticarem. Discordar do sistema não é abster-se de votar, é exercer o direito ao voto, quer seja nulo, quer seja em branco. Agora, não votar é simplesmente triste. Espero que se arrependam e muito de não terem ido votar.
Para terminar, falta-me referir que é assim que Cavaco nos deixa finalmente. Depois de 20 anos, mais coisa menos coisa, este finalmente deixa a política portuguesa. Já se fazia tempo. Cavaco Silva esteve tanto tempo na política portuguesa como eu estive neste mundo. E assim termina.
E assim foi. Marcelo Rebelo de Sousa é o novo Presidente da República Portuguesa, eleito à primeira volta. Ainda bem que não empatámos desta vez. É positivo que a questão tenha sido decidida rapidamente e sem "arrastanços". O que marcou, a meu ver, estas eleições foram muitos aspetos e muitos fatores. Não pretendendo alongar-me, limitar-me-ei a alguns apenas. O primeiro é a candidatura de Sampaio da Nóvoa. Se este tivesse recusado o apoio do PS, teria tido o meu apoio e teria tido um resultado melhor. O PS andava já nas ruas da amargura, e com António Costa como apoiante não pode ser positivo para uma candidatura. Poderia ter sido muito mais coerente o argumento da independência de Sampaio da Nóvoa. Tino de Rans foi a figura destas presidenciais. Um homem simples e ingénuo cuja função foi demonstrar e quatro pessoas o quão fracas as suas ideias e as suas campanhas realmente foram. Cândido Ferreira, embora sendo para mim ignorável, merece esta crítica: quando alguém se apresenta perante o povo como candidato a um cargo público deve debater o seu programa. É sabido que o povo não vai ler. Escrever, infelizmente, não chega em Portugal. Maria de Belém teve justamente a derrota que merecia e a lição que já andava a pedir à muito tempo. Quanto à esquerda, Edgar Silva e Marisa Matias são, para mim, melhores combatentes sociais do que figuras políticas. Como deputados, talvez primeira-minstra, estariam melhor. Isto na minha opinião, claro. Finalmente, desejo votos de muito sucesso a Marcelo Rebelo de Sousa. Certamente será um árbitro justo e imparcial, como sempre soube ser.
Falta-me ainda referir que acho completamente ridículo que 50% dos cidadão portugueses tenham tido uma atitude tão fraca de repúdio ao país por não terem exercido o simples direito de voto. É 50% de portugueses que não quis saber e que, de certeza, criticarão no futuro, tendo sido eles os culpados passivos pela situação que criticarem. Discordar do sistema não é abster-se de votar, é exercer o direito ao voto, quer seja nulo, quer seja em branco. Agora, não votar é simplesmente triste. Espero que se arrependam e muito de não terem ido votar.
Para terminar, falta-me referir que é assim que Cavaco nos deixa finalmente. Depois de 20 anos, mais coisa menos coisa, este finalmente deixa a política portuguesa. Já se fazia tempo. Cavaco Silva esteve tanto tempo na política portuguesa como eu estive neste mundo. E assim termina.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Alan Rickman (1946-2016)
Estou mais uma vez em choque.
Alan Rickman, um gigante do cinema e do teatro e um poço sem fundo de talento deixa-nos. É uma infelicidade, e a mim atingiu-me particularmente porque Rickman proporcionou-me vilões fantásticos e momentos de grande entretenimento. Sentiremos todos a falta deste gigante das artes de representação.
Always...
Alan Rickman, um gigante do cinema e do teatro e um poço sem fundo de talento deixa-nos. É uma infelicidade, e a mim atingiu-me particularmente porque Rickman proporcionou-me vilões fantásticos e momentos de grande entretenimento. Sentiremos todos a falta deste gigante das artes de representação.
Always...
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
David Bowie (1947-2016)
Estou em choque.
Não esperava por uma coisa destas a abrir 2016, mas aconteceu. David Bowie, nem uma semana depois de lançar o seu novo álbum, faleceu. Lutava contra um cancro à ano e meio e partiu em paz e rodeado pela família. Sabendo agora isto, o novo álbum toma proporções diferentes. A música "Lazarus" muda completamente o teor da sua mensagem; afinal é uma despedida. Por isso mesmo que Bowie foi um artista pleno. A sua arte perdurará pelos anos. Pode ter partido o homem, mas ficou a lenda. E garanto, a lenda, esta lenda, não morrerá.
https://youtu.be/Tgcc5V9Hu3g
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