sábado, 14 de novembro de 2015

Crónica em II partes

Parte II

Os ataques de Paris

É revoltante. O extremismo. De certas pessoas. Perdão, de certos seres estranhos. Para matarem. Outros. Semelhantes. A. ELES!

Quem não respeita os direitos humanos não deveria ser titular destes. Posso parecer muito radical, mas só assim é que aprendem. Não podemos continuar armados em humanistas hipócritas quando há por aí pessoas que quanto menos se reage, mais abusam. É como as crianças. Se não se souber dizer-lhes não, elas abusam. Porque estamos nós preocupados em não torturar alguém que nunca hesitou em torturar? Porque temos reticências em matar alguém que mataria num piscar de olhos sem arrependimento? Porque somos pessoas civilizadas e humanas. Está certo. Mas o protesto pacífico não é a melhor maneira de combater esta ameaça. Não se tenta conversar com um adversário que tem uma arma na mão e não tem os escrúpulos de a usar. De que vale pedir pela calma quando a resposta será levar um tiro? Detesto a política do olho por olho. Abomino mais o extremismo. Porque temos medo de um retrocesso minoritário nos direitos humanos quando isso nos pode levar finalmente à tão almejada paz? Sempre ouvi dizer que há males que vêm por bem. E se um mês de tortura e morte de extremistas nos levar a um milénio de paz? O que é melhor perder? Algumas vidas humanas que de humano nada têm ou um longo período de paz? 
Mas, depois penso, de que me vale colocar todas estas questões? O extremismo e o fanatismo são como a hidra, corta-se a cabeça, duas ocupam o seu lugar. Pouco me vale querer eliminar todos os extremistas quando irá com toda a certeza surgir outro. Mas quem não arrisca não petisca. Devemos atropelá-los como se não houvesse amanhã. Não falo de etnias nem de minorias, falo desses. Desses seres, que são os verdadeiros responsáveis. Ouvi pessoas a culpar os árabes ou os islâmicos pelos ataques. Não. Os culpados são essas amostras de seres sem pinga de humanidade, esses monstros nojentos que ousam chamar-se seres humanos. Os católicos não são culpados pelos erros da Igreja Católica. Os islâmicos não são culpados pelos erros dos jihadistas. Infelizmente, monstros há em todo o lado. Pouco importa a etnia, o grupo, a religião. No final das contas, são monstros e não passam disso. 
É difícil para muitos sentir esperança em tempos assim. Mas eu sinto. Chamem-me sonhador, aluado, crente, o que quiserem. Mas não deixo de ter esperança. Esta é a última a morrer.
Não esqueçamos o 13 de novembro de 2015. Não esqueçamos Paris. Sinto o coração despedaçado pelo que aconteceu. Sinto-me triste. Desiludido. Morte aos carniceiros! Justiça para os inocentes! Liberdae, Igualdade, Fraternidade! Nunca esqueçam os valores que fazem de nós humanos (continuo a achar que o respeito pela vida humana devia ser mudado para respeito pela vida humana inocente)! E castiguemos os traidores à espécie!

Crónica em II partes

Parte I

A liberdade de expressão

Acho muita piada àqueles que afirmam convictamente que não gostam que as pessoas partilhem as suas opiniões nas redes sociais porque as opiniões são isto, x pessoa é aquilo e y pessoa acoloutro. As pessoas que o fazem estão, obviamente, a fazer uso da liberdade de expressão a que têm direito. Às vezes pergunto-me se eles não pensarão por um bocado que o direito que eles têm de exprimir a sua opinião é igual ao direito que os outros têm de exprimir as suas opiniões. Não há diferença entre pessoa a ou pessoa b, apenas há o direito que ambos possuem de exprimir as suas opiniões. Há muitas opiniões estúpidas, ignorantes, burras, mil e um nomes podem ser usados para as descrever, mas não deixam de ser o que são: opiniões. Mas essa é uma questão diferente. Uma coisa é ser titular de um direito, outra é a forma como se usufrui desse direito. Muitas pessoas exprimem opiniões desinformadas e ignorantes, mas não perdem o direito de a exprimir por causa disso. É esse o conceito base da liberdade de expressão. Eu só lamento que as pessoas não tenham aprendido isso ainda. Tanto "Je suis Charlie" e 25 de abril isto e aquilo para se condenar uma pessoa por poder exprimir a sua opinião, por usufruir do direito em exprimi-la? Criticar a opinião de uma pessoa é uma coisa. Os debates não passam disso e, desde que seja construtivo, deve ser feito. Agora, que é o que vejo e do que me queixo, criticar as pessoas por partilharem as suas opiniões nas redes sociais? Meus amigos, andámos a brincar. Só o facto de criticar já é exprimir uma opinião numa rede social. Se os outros não têm direito a partilhar as suas opiniões, porque haveriam estes críticos de o ter? É tudo o que tenho a dizer.

"Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defendo até à morte o teu direito de as dizer"
Voltaire 

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Para os abstencionistas do voto

"A abstenção é um ato de cobardia política"
Francisco Sá Carneiro

Reflitam bem estas palavras. Dedico-as a todos os que não fizerem o simples esforço de se levantarem dos sofás e irem votar. 

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Análise da política nacional (ou algo parecido...)

Como os leitores devem ter reparado, não tenho publicado no meu blogue por falta de tempo. 

Infelizmente, agora que arranjo tempo para escrever alguma coisa, o tema que se afigura é o da atual situação política em Portugal. O que é triste. Eu sei, eu sei. Sou manifestamente da Direita, sou militante do PSD, mas antes que venham os argumentos todos, devo dizer simplesmente que eu não sou de fanatismo (como o deixei bem expresso em muitas crónicas). Eu era até defensor do voto em branco, antes de me aperceber do perigo que espreitava. Esse perigo chama-se António Costa. Mais precisamente, a sua sede por poder. Os portugueses votaram, está certo. As legislativas deram maioria à Esquerda, também é verdade. Mas não foi a Esquerda que os portugueses elegeram para formar governo. No entanto, vivemos na iminência de um governo de Esquerda ser formado. A minha questão é muito simples, caríssimos leitores: será correto? Constitucionalmente, nada de errado se passou, processou-se tudo dentro da normalidade constitucional. Agora, desrespeitar a decisão dos portugueses que foram às urnas votar num governo de Direita é que me está a fazer um pouco de confusão. Eu nem estou a falar de sentir pena do meu partido (um passo atrás podem por vezes significar dois em frente), estou antes a falar de sentir pena da percentagem maioritária de portugueses que escolheu um governo de Direita e irá ver a sua decisão frustrada pela fome por poder de alguns. Mas é assim a política. Talvez este circo fosse evitado se os 43% de preguiçosos (não têm outro nome) tivessem perdido 5 minutos do seu tempo e ido votar. 

O que eu tenho a dizer é o seguinte: desenrole-se a situação, que eu apenas quero observar. Quero assistir à queda de António Costa (quanto mais alto se ambiciona, maior é a possibilidade da queda), é algo que agoiro como inevitável. Quero assistir aos portugueses constatarem que tomaram a decisão errada. E quero, gostaria mesmo, que, de uma vez por todas, retiremos as devidas ilações desta situação para a evitar no futuro. Apenas quero assistir. E mais nada tenho a dizer. Boa noite e até a uma próxima.