quarta-feira, 30 de abril de 2014

Bob Hoskins (1942-2014)

Faleceu Bob Hoskins...

Só "Quem Tramou Roger Rabbit?". Basta apenas esse filme para nos apercebermos da lenda que acaba de passar para o outro lado. Eddie Valiant povoará o imaginário de todos por anos vindouros.  Basta essa, mas existem outras referências que conferem uma grande dor pela perda deste grande ator. Faltam-me as palavras em momentos assim, por isso deixo apenas os meus sentimentos para com os familiares e amigos do ator.

Adeus, Bob Hoskins. Espero sinceramente que tenhas partido feliz e rodeado pelos que te amavam. 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Vasco Graça Moura (1942-2014)

"Portugal perdeu hoje um dos seus maiores cidadãos", disse o primeiro-ministro Passos Coelho.

Faleceu ontem Vasco Graça Moura. Sim, de facto, Portugal perdeu um grande cidadão. Um poeta que nunca apoiou o duvidoso novo acordo ortográfico, dizendo dele o que todos sabiam: que serve apenas "os interesses geopolíticos e empresariais brasileiros". Raro é o momento em que uma tristeza possa ser expressa por palavras. Para mim, nada do que eu diga expressará alguma vez a tristeza que alguém sente. Portanto, falta eu deixar as minhas condolências para com os familiares e amigos do poeta.

Resta deixar registado o facto de Vasco Graça Moura ter ganho o Prémio Pessoa, prémio de grande peso nas Letras portuguesas.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

25 de Abril

Grândola, Vila Morena,
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena

Na madrugada de 24 para 25 de abril de 1974, todo o país cantou em uníssono esta grandiosa canção do grande Zeca Afonso. Os capitães marcharam rumo a Lisboa para derrotar o Estado Novo, que já só se mantinha porque ninguém fazia nada contra ele. Na altura em que caiu, o governo de Marcello Caetano já só necessitava de um sopro para voar e se despenhar. Liderados pelo heroico Salgueiro Maia e coordenados por Otelo Saraiva, os militares puseram um ponto final no regime que vigorava em Portugal há quase meio século e na ridícula guerra no Ultramar. É a esses heróis que devemos a nossa liberdade. Mas não devemos esquecer dos conturbados anos seguintes nem daqueles que dizem ter lutado pelo nosso país e não o fizeram. A esses não devemos nada. Pensemos antes nos heróis como Salgueiro Maia e nos milhares de anónimos que se juntaram a ele para que o povo pudesse ser livre. (Só um parêntesis: a Revolução dos Cravos libertou-nos do Estado Novo e do salazarismo, não do fascismo. Não se deve confundir um com o outro, que são termos diferentes...).

Tenho orgulho em ser português! Viva à Pátria! 25 de Abril sempre! 
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade!

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Dia Mundial do Livro

Hoje é Dia Mundial do Livro.

Hoje é um dia que me diz muito. É um dia dedicado aos objetos que moldaram a minha vida, a minha personalidade, a minha filosofia, os livros. O meu ser aos meus pais e aos meus livros deve a existência. Mas um livro é muito mais do que um simples objeto. Um livro é um mundo que aguarda o momento certo para se libertar das páginas de papel e passar para as páginas imateriais do pensamento e da memória. Os livros merecem todo o nosso respeito e apreço. Sendo eu um ávido leitor, cumpri metade do meu dever. A outra metade é chamar outros para o prazer da leitura. E aproveito este mote para dizer que a leitura deveria ser um hábito mais enraizado na cultura, não só portuguesa, mas mundial. Quantas pessoas se ouvem por aí a dizer: "hoje não posso sair à noite, tenho um livro para ler"? Muito poucas. Mas uma coisa não impede a outra. O problema é que a prioridade vai para o sair à noite. Eu digo, e é um conselho com experiência, que os livros unidos à educação, são os grandes pilares da mente do ser humano. Então, só me resta deixar como nota final a homenagem aos grandes Shakespeare e Cervantes, que faleceram os dois no mesmo ano, no mesmo mês e no mesmo dia (23 de abril), daí celebrar-se o Dia do Livro neste dia.

Um bom Dia Internacional do Livro e um voto de muito boas leituras de um leitor experiente aos meus queridos leitores e leitoras.

domingo, 20 de abril de 2014

Páscoa

Hoje comemora-se o dia de Páscoa.

O amor de Cristo é infinito. Celebra-se hoje o dia em que, de acordo com a doutrina cristã, Cristo teve a Última Ceia com os seus doze apóstolos. É um dia para se refletir (pelo menos, é o que eu faço [e todos o deviam fazer de vez em quando. Há por aí gente que devia realmente refletir um pouco]). Um dia em que pensamos no grande amor que Jesus sentia por nós, no sacrifício Dele e, também, na traição de Judas. Ouço os agnósticos e os ateus a dizerem "Ah, na Bíblia só estão escritas mentiras e não sei quê...". Talvez. Mas o que interessa reter deste dia não é a história pouco provável do "Cristo ressuscitou", mas sim a lição de moral que esta história nos dá. Refletindo um pouco, até os agnósticos e os ateus, que dizem sempre "balelas" quando alguém conta esta história, são capazes de dizer "de facto, Cristo ensina-nos muita ética". Mas claro que isto é um sonho. Hoje em dia (e desde sempre), não se tem tempo para refletir um pouco. Deixando os milagres de lado, esta história da vida de Jesus é uma verdade universal que nos ensina a sermos pessoas melhores. E Judas entra nesta história com um propósito simples: Não trair a confiança e o amor daqueles que nos são próximos. Se todos dessem ouvidos a esta mensagem, contribuíam para um mundo melhor.

A mim não me interessa em que é que uma pessoa acredita ou deixa de acreditar, mas interessa-me se as pessoas se deixam ensinar por estas doutrinas. Celebremos então a Páscoa. Para os meus leitores ateus, bons ovos e amêndoas. Para os meus leitores católicos, que o amor de Cristo esteja com todos nós. 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Sue Townsend (1946-2014)

Com muita tristeza partiu esta semana Sue Townsend.

Sem Sue Townsend, a vida de muitos jovens leitores dos anos 80 não seria a mesma. A sua maior obra, The Secret Diary of Adrian Mole, Aged 13 3/4, analisa com um detalhe muito correto a vida de um jovem americano, que dizia muito a jovens como eu. Todos os seus problemas descritos com uma comédia afinada, mas também se notava uma análise mordaz da sociedade inglesa durante o governo de Margaret Thatcher. Deixo, então, os meus sentimentos para com os familiares e amigos da autora.

É com o coração pesado que nos despedimos desta escritora que entreteu e animou muitos jovens em redor do mundo.

Gabriel García Márquez (1927-2014)

(Requiem em Ré menor - Lacrimosa, Mozart)

É com pesar que vemos partir Gabriel García Márquez, figura literária de peso na História do século XX e das letras latino-americanas. García Márquez foi uma das figuras-chave na popularização da literatura latino-americana no Mundo, inventou o realismo mágico e venceu o Prémio Nobel da Literatura em 1982. É com carinho que muitos o recordarão pela sua obra mais conhecida, Cem Anos de Solidão. Nada posso fazer melhor do que exprimir os meus sentimentos e os meus pêsames aos familiares e amigos deste grande artistas das letras.

E parte assim deste mundo um dos grandes escritores do século XX.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

"Fatura da Sorte"

É verdade. Estou de volta depois de uma pausa (forçada). 

E estou de volta com o quê? Bom, acho que se deve falar das "faturas da sorte". Da "sorte". "Sorte". Precisamente, é de facto, muita sorte ganharmos um carro da marca Audi A4, um carro que, ou muito me engano, ou a maior parte dos portugueses não consegue manter. O governo deve ter pensado assim: "vamos entreter os portugueses com o sorteio de carros de topo pagos com o dinheiro que poderia muito bem ter seguido para a educação ou para a saúde, para não sairmos daqui mais impopulares que o François Hollande." E quem sabe. Sendo a fatura "da sorte", até pode calhar a uma pessoa sem a carta. Não seria engraçada essa situação? Assim faturam ainda mais: o que ganhou o Audi, mas que não tem carta, fica com a felicidade de ganhar o primeiro prémio de um sorteio e o que não ganhou, mas tem a carta, fica com o Audi para si, para exibir aos domingos. E porque não? Também pode sair a um deputado, a um ministro ou até ao próprio primeiro-ministro! Se eles dão o exemplo e pedem contribuinte na fatura, também são concorrentes. Mas melhor de tudo isto é as excelentes capacidades económicas que os portugueses têm neste momento para manterem um Audi A4, já para não falar dos ridículos preços da demasiado poderosa gasolina. Seis meses de gasolina para um Audi deste calibre custa o mesmo que o próprio carro.

Mas pronto. Tal como em tudo o resto, já não se pode fazer nada... Mas vá lá, não sejamos pessimistas, que a pessoa que ganhar o carro pode ainda vir a ganhar o prémio do programa da TVI Somos Portugal. Assim já terá condições económicas para manter o carro e poder pagar a gasolina sem arrancar os cabelos da cabeça...