É verdade. Estou de volta depois de uma pausa (forçada).
E estou de volta com o quê? Bom, acho que se deve falar das "faturas da sorte". Da "sorte". "Sorte". Precisamente, é de facto, muita sorte ganharmos um carro da marca Audi A4, um carro que, ou muito me engano, ou a maior parte dos portugueses não consegue manter. O governo deve ter pensado assim: "vamos entreter os portugueses com o sorteio de carros de topo pagos com o dinheiro que poderia muito bem ter seguido para a educação ou para a saúde, para não sairmos daqui mais impopulares que o François Hollande." E quem sabe. Sendo a fatura "da sorte", até pode calhar a uma pessoa sem a carta. Não seria engraçada essa situação? Assim faturam ainda mais: o que ganhou o Audi, mas que não tem carta, fica com a felicidade de ganhar o primeiro prémio de um sorteio e o que não ganhou, mas tem a carta, fica com o Audi para si, para exibir aos domingos. E porque não? Também pode sair a um deputado, a um ministro ou até ao próprio primeiro-ministro! Se eles dão o exemplo e pedem contribuinte na fatura, também são concorrentes. Mas melhor de tudo isto é as excelentes capacidades económicas que os portugueses têm neste momento para manterem um Audi A4, já para não falar dos ridículos preços da demasiado poderosa gasolina. Seis meses de gasolina para um Audi deste calibre custa o mesmo que o próprio carro.
Mas pronto. Tal como em tudo o resto, já não se pode fazer nada... Mas vá lá, não sejamos pessimistas, que a pessoa que ganhar o carro pode ainda vir a ganhar o prémio do programa da TVI Somos Portugal. Assim já terá condições económicas para manter o carro e poder pagar a gasolina sem arrancar os cabelos da cabeça...
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