domingo, 24 de janeiro de 2016

As presidenciais de 2016

Estas presidenciais marcam-me por vários motivos, dos quais saliento o facto de ter sido a primeira vez que votei num candidato a Presidente da República.

E assim foi. Marcelo Rebelo de Sousa é o novo Presidente da República Portuguesa, eleito à primeira volta. Ainda bem que não empatámos desta vez. É positivo que a questão tenha sido decidida rapidamente e sem "arrastanços". O que marcou, a meu ver, estas eleições foram muitos aspetos e muitos fatores. Não pretendendo alongar-me, limitar-me-ei a alguns apenas. O primeiro é a candidatura de Sampaio da Nóvoa. Se este tivesse recusado o apoio do PS, teria tido o meu apoio e teria tido um resultado melhor. O PS andava já nas ruas da amargura, e com António Costa como apoiante não pode ser positivo para uma candidatura. Poderia ter sido muito mais coerente o argumento da independência de Sampaio da Nóvoa. Tino de Rans foi a figura destas presidenciais. Um homem simples e ingénuo cuja função foi demonstrar e quatro pessoas o quão fracas as suas ideias e as suas campanhas realmente foram. Cândido Ferreira, embora sendo para mim ignorável, merece esta crítica: quando alguém se apresenta perante o povo como candidato a um cargo público deve debater o seu programa. É sabido que o povo não vai ler. Escrever, infelizmente, não chega em Portugal. Maria de Belém teve justamente a derrota que merecia e a lição que já andava a pedir à muito tempo. Quanto à esquerda, Edgar Silva e Marisa Matias são, para mim, melhores combatentes sociais do que figuras políticas. Como deputados, talvez primeira-minstra, estariam melhor. Isto na minha opinião, claro. Finalmente, desejo votos de muito sucesso a Marcelo Rebelo de Sousa. Certamente será um árbitro justo e imparcial, como sempre soube ser.

Falta-me ainda referir que acho completamente ridículo que 50% dos cidadão portugueses tenham tido uma atitude tão fraca de repúdio ao país por não terem exercido o simples direito de voto. É 50% de portugueses que não quis saber e que, de certeza, criticarão no futuro, tendo sido eles os culpados passivos pela situação que criticarem. Discordar do sistema não é abster-se de votar, é exercer o direito ao voto, quer seja nulo, quer seja em branco. Agora, não votar é simplesmente triste. Espero que se arrependam e muito de não terem ido votar.
Para terminar, falta-me referir que é assim que Cavaco nos deixa finalmente. Depois de 20 anos, mais coisa menos coisa, este finalmente deixa a política portuguesa. Já se fazia tempo. Cavaco Silva esteve tanto tempo na política portuguesa como eu estive neste mundo. E assim termina. 

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