sexta-feira, 11 de julho de 2014

Das dicotomias que atravessam o mundo

De dois casos tratarei aqui.

Primeiro caso - Ainda com isso?
Da Ucrânia chegam-nos notícias perturbadoras após uma pausa pequena. Esta situação já podia ter sido resolvida, há muito tempo, se a Rússia tivesse engolido aquele seu orgulho e tirado da Ucrânia todos aqueles "separatistas ucranianos" que para lá pôs. Mas não! Insiste e não desiste. Aff... Se o ser humano não fosse tão estupidamente orgulhoso isto não se passaria. Mas enfim, coisas... Mas no meio disto tudo eu pergunto: Já perguntaram aos ucranianos, aos verdadeiros, se eles querem viver num país estilhaçado e russificado? Ninguém lhes pergunta porque aos "senhores", aos que mandam, não convém que o povo negue os seus interesses. E que interesses? Bem, as guerras lutam-se com armas... há no mundo quem venda armas... É só fazer as contas...

Segundo caso - Uma questão de inveja
Ainda no outro dia vi uma mensagem na Internet a apoiar os palestinianos. Eu apoio aqueles que sofreram com a guerra, sabem, aqueles seres humanos que ficaram no meio da batalha entre monstros desumanos.Palestinianos, israelitas... seja quem for, apoio aqueles que correm todos os dias o risco de verem as suas vidas ceifadas da Terra. E tudo porque os palestinianos (os chefes e os idiotas, note-se) não querem partilhar o território com os judeus. Mas aqui está o ponto-chave: Os judeus nunca tiveram uma pátria que pudessem chamar sua após a ascensão do cristianismo, por isso foram para o território que havia sido seu, em tempos idos. Mas chegando lá, os que o ocuparam não queriam partilhar. E então, até hoje, andam "à turra e à massa". Será assim tão difícil pôr a arrogância de lado e partilhar? Eu sei, eu sei, trata-se do território de um país, mas mesmo assim, porra, se Portugal e Espanha iniciassem uma guerra por causa da partilha de uma porção de terra para viver, a primeira coisa que eu faria, se mandasse, era dá-la, para salvaguardar as vidas do meu povo. E o estúpido fanatismo religioso dos dois povos só piora a situação! O problema é que por cada mal que a Palestina faça, a vingança de Israel quase que obscurece esse mal. Os judeus têm um ditado que diz: «Se é vingança que procuras, cava duas sepulturas». Porque é que a sabedoria popular é tão menosprezada? Enfim...

Não tenho o poder de escrever a História. Mas tenho a faculdade de a analisar. No futuro, olharão para esta situação e dirão: «Que primitivos, a guerrearem-se por causa de uma simples partilha!» Não podemos deixar que isso aconteça. Sei que escrever sobre o assunto não o altera, mas se eu tentasse mudar alguma coisa, acabaria morto pelos interesseiros que beneficiam destas malditas guerras. Quem devia desaparecer do mapa não eram os civis inocentes, mas sim os culpados criminosos que enriquecem à custa desta estupidez. É o que eu acho.

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