quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Que a justiça (não) seja feita

Há apoiantes de "El Chapo" que desejam a sua libertação.

Esta é boa. O traficante de droga mais procurado do mundo foi capturado e está pronto para pagar pelos seus crimes. No entanto, há centenas de pessoas a exigirem a sua libertação. Esta gente deve achar que é bonito estragar a vida aos outros, assassinar e fugir à Lei. Porque foi isso que fez "El Chapo". Ora, porque o querem libertar? Simples, dizem eles, "El Chapo" ajudou imensas pessoas. Parece um argumento válido, não parece? Mas não é. E não é porquê? Bem, porque se fosse, então Al Capone deveria ter sido libertado porque, apesar de fugir à Lei, assassinar e contrabandear, ajudou imensas pessoas. Ou então, entrando num exemplo imaginário, mas válido, também não merece ser preso Wilson Fisk porque, apesar de fugir à Lei, subornar e de ser o Rei do Crime ocidental, ajuda imensas pessoas. Estes exemplos são válidos para mostrar às pessoas que não é assim, não é porque eu ajudei imensas pessoas, mas fugi à Lei e contrabandeei, que não mereço ir parar à prisão. Tenham juízo.

E está. Fica este aviso. "El Chapo" aguarda julgamento pelos seus crimes e, se a justiça funcionar, pagará pelo que fez, como deve ser. Pode-se, quanto muito, levar em consideração no tribunal o facto de ele ter ajudado essas pessoas. Funcionou com Al Capone.

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