Corações, flores, jantares, chocolates, amor, muito amor.
Digo-o antes de mais nada: estou sozinho, meramente observando os casais à minha volta vivendo felizes os seus momentos juntos... Sim, é uma tristeza. Mais um Dia de São Valentim que passo sozinho, aqui, em frente ao computador, escrevendo este texto. Mas ainda sou jovem, ainda tenho uma vida pela frente. Seria pior se eu estivesse já na meia idade e a escrever isto. Sendo assim, é melhor continuar. Cláudio II ordenou que se proibissem os casamentos. Tal ordem era ridícula, e assim, o bispo Valentim decidiu ignorá-la e continuou a casar as pessoas. Descoberta esta desobediência, Valentim foi encarcerado e condenado à morte. Enquanto esteve preso, muitos jovens enviaram cartas e flores com a mensagem de que ainda acreditavam no amor. Valentim tinha uma namorada (isto, claro, antes da Igreja ter decidido, sem qualquer motivo, que os padres deviam permanecer solteiros), a quem escreveu uma carta antes de ser executado, no dia 14 de fevereiro de 270, na qual dizia o quanto a amava. A carta terminava assim: "do teu Valentim", a expressão que nos dias de hoje é usada. Foi, depois, beatificado.
E já está. Ao contrário de São Valentim, eu estou só. Felizmente, só é apenas uma palavra, e as palavras podem ser apagadas e reescritas. Deixo, então, um voto de felicidade, tanto para os casais, como para aqueles que, como eu, ainda praticam o celibato.
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