sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Aspirador de dinheiro

Os parquímetros de Braga, parte 2: A estupidez de novo.

Tudo começou quando, no último ano como autarca, Mesquita Machado decidiu concessionar ruas na cidade de Braga a uma empresa privada para instalar parquímetros. Logo que tomou posse, a primeira medida de Ricardo Rio foi, como qualquer homem decente o decidiria, tirar das ruas os parquímetros e "desconcessionar" as ruas da cidade. No entanto, essa mesma empresa decidiu levar o caso a tribunal. Agora, uma pequena reflexão. Estamos num tribunal português. De um lado, a autarquia a pensar no bem dos cidadãos; do outro, uma empresa privada com intenções de aspirar dinheiro aos cidadãos. Pergunta: Quem ganha? A autarquia... na ilha de Utopia! Ganhou a empresa! Se eu legislasse, criava uma lei para que, com a passagem de um executivo para outro, qualquer contrato que não fosse do interesse dos cidadãos seria imediatamente anulado. Infelizmente, existe nesta frase da conjunção subordinativa condicional "se". Eu sou pacifista e não sou, de modo nenhum, apologista da violência, mas isto não devia ser aceite. Os meus compatriotas, que mais revoltados estão do que eu, visto que ainda não conduzo, deviam atirar um ou dois ou três dúzias de ovos à casa do anterior autarca, ou, quem sabe, talvez ocupar o lugar dos juízes, a ver se eles gostam de ter pressa e os únicos lugares onde estacionar sejam pagos.

Como disse, não sou pela violência, mas alguém deveria fazer barulho. Porque não fazes tu barulho?, ouço alguém perguntar. Simples. Já disse que sou pacifista e não gosto de me envolver em manifestações. No entanto, quanto às que têm a razão do seu lado, sou um fervoroso apoiante.

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