E, claro, não pude deixar de constatar que os portugueses andam, mais uma vez, a nanar. Aqui estão os meus pontos:
- António Costa não é uma pessoa na qual eu depositaria a minha confiança. Ele ainda se veria livre da minha confiança se isso lhe desse algum lugar no poleiro.
- A maneira como conseguiu chegar a líder do seu partido é, ainda, uma vil traição, mas de uma vileza reles. «Não me interessa o que fizeste pelo PS, Tó Zé, que agora vou-te esfaquear nas costas para poder chegar ao poder».
- O ponto principal ao qual eu queria chegar: António Costa foi Ministro da Administração Interna no governo de José Sócrates. Será que se trata do mesmo governo que nos trouxe à situação em que estamos e que obrigou o PSD a fazer cara de mau, só para que o PS fosse agora parecer ao povo o D. Sebastião? Aparentemente, os eleitores acham que não se trata do mesmo governo...
- José Sócrates de regresso à política portuguesa. Como? Ministro, que Costa ainda lhe deve esse favor...
- António Costa está a passar uma imagem de D. Sebastião que vem resgatar a Pátria das garras dos «mauzões» da Direita. Quem foi a última pessoa a fazer uso dessa figura do imaginário popular, quem foi? Mais, fazer de D. Sebastião é má ideia. Esse governantezeco esteve-se nas tintas para o país, porque apenas quis fama e glória.
Espero ter esclarecido a minha posição. Acusem-me os da Esquerda de que apenas digo isto porque sou de Direita. Era o que mais faltava o facto de pertencer a um partido me toldasse o espírito crítico. O meu lema é: «Não olhes para as promessas de um partido, olha para as ações de um candidato». Fica a dica.
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