segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Troika-bot

Esta semana iniciou-se a 7ª avaliação da troika. Os robôs foram ativados e estão programados para friamente avaliar os cortes necessários para "melhorar" a condição sócioeconómica do país.

Os leitores já ouviram falar de H G Wells? Foi um escritor de ficção-científica. E porque é que o invoco para este texto?, perguntam-se. Pois, se o leitor reparar bem, a atual situação do país parece o cenário de um dos seus romances. Há um país, um povo e um governo austero. E o que acontece então? Três robôs, um escuro e os outros claros, aparecem para escravizar esse povo e ditar as regras desse governo. É ou não é um romance de Wells? A troika já programou os seus robôs e eles cumprirão, a todo o custo, a sua missão. Fria e maquinalmente, os robôs destruirão, lenta e ponderadamente, o país, para assim, avançarem para o próximo. Estes invasores troikianos insistem na aniquilação dos países vítimas. O pior é que não há arma contra eles. São intocáveis. Ao governo, assobia-se com razão, mas aos robôs, por nenhuma razão plausível, não se assobia nem se canta a música da liberdade. É uma falha injustificável do povo que não gosta de ser pisado. Pelo menos, que não gosta de ser pisado por um governo democrático. A política do chicote falhou, por isso, a missão dos robôs troikianos foi bem sucedida. Conseguiram atingir o ponto do quase sem retorno. Ainda não é tarde. Expulsar os invasores era uma ideia genial para o governo subir, pelo menos, alguns pontos na consideração dos portugueses.

O que devemos fazer, então? Bom, a troika propôs a a política do chicote para os portugueses. Porque não retribuir? Mostrar a esses autómatos troikianos que quem manda no país é o povo e não invasores alienígenas incumbidos por uma entidade fria e cruel que os programou para aniquilar os países que são vítimas deles.

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