Como o leitor sabe, decorreu esta semana o congresso do PS. Finalmente, Seguro mostra que é líder!
Como o leitor já deve ter percebido, eu sou de Direita. MAS, sei reconhecer um bom líder, esteja ele ao centro, à esquerda ou à direita. E António José Seguro demonstrou finalmente que é líder. Continuo a discordar das suas opiniões, mas acho que finalmente demonstrou que não é fera mansa. Com o seu discurso, fez algo que não se verificava em nenhum partido há muito tempo: unificou os elementos do partido. Seguro revelou, finalmente, que tem ideias próprias, embora não as mais próprias. Como líder, provou ser bom, mas como político continua na mesma: fala, fala, fala, mas não faz nada. Acusa o governo de entrar em contradição e ele próprio se contradiz, enviando uma carta à troika dizendo que iria cumprir o acordo no mesmo dia em que declarou que não compactuava com a "política de agressão e austeridade". Finalmente, o PS pode agora dizer que é um adversário digno, a oposição magna ao governo. Nem o PCP, nem o BE foram vistos com tão bons olhos como o PS está a ser visto ultimamente. Continuo a achar que o interesse do partido não é o país, é o poder, mas quem sou eu para julgar os outros?
Conclusão? Seguro provou que tem ideias próprias e não é um robô. Mas eu chego à mesma conclusão que todos os bons analistas (não, não me estou a auto-elogiar, se ficou a pensar isso): mesmo que sejam melhores os argumentos, não podemos entrar em eleições antecipadas nem demitir o governo, que isso seria o pior erro da história de Portugal, sem exageros. Devemos esperar por 2015 e aí poderão mudar de governo, ou então podem mudar agora e sofrer ainda mais. A escolha é vossa e da oposição.
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