terça-feira, 2 de julho de 2013

Adeus, senhor ministro

Ontem, uma notícia atingiu completamente o país inteiro: tal como Miguel Relvas, Vítor Gaspar ajuizou e demitiu-se.

Sabemos agora que Gaspar tem responsabilidade e juízo. Bem, sempre os teve, mas é difícil de ver quando somos sufocados com impostos e taxas. Espero que isto não ponha ideias na cabeça das pessoas nem da oposição. Espero que, primeiro, o povo português se lembre de Vítor Gaspar pelo que fez agora e não pelo que tem feito e, segundo, espero que a oposição não ache que isto é uma vitória, porque, mais uma vez, um elemento do governo demonstrou ter mais bom senso que eles. E foi assim. Dois anos passaram com Vítor Gaspar como ministro das finanças. Muito se alterou desde então, nomeadamente, a crise estabilizou, mas num ponto tremendo para as pessoas. Esperemos que a nova ministra, Maria Luís Albuquerque, consiga ser bem sucedida onde Vítor Gaspar falhou. Esperemos. Bem, então só falta aqui deixar uma palavra de despedida ao ministro. Esperamos sinceramente que consiga dormir oito horas finalmente e que elimine os papos que cresceram interminavelmente nos seus olhos.

Já está, agora ficou o primeiro-ministro sozinho. Mais ou menos, agora que Gaspar já não está, o governo pode desfazer as divergências e unir-se novamente. E é este o bom senso de Vítor Gaspar. Só espero que as pessoas não fiquem com a ideia de que foi por gritarem muitas vezes "Gaspar para a rua" que este se demitiu, foi por ter a cabeça no sítio e pensar no que é melhor para o país.

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