sábado, 8 de agosto de 2015

Alternativa de confiança

Todos estamos a par das polémicas que têm causado os cartazes de campanha do PS, certo?

A minha análise é a seguinte: eu não confiaria o governo de um país a uma "alternativa" que desde o início da campanha eleitoral tem metido os pés pelas mãos inúmeras vezes. Mas isso sou eu. Ora vejamos. Primeiro, António Costa apresenta-se como alternativa de confiança. Erro. Alternativa é prometer algo diferente, não é retroceder ao estado anterior ao atual. Segundo, temos o cartaz onde uma senhora conta a sua situação de desempregada, os números apresentados remetendo para o período Sócrates. Gaffe? Ou deslize para a verdade? Terceiro, agora surge-nos a notícia de que uma dos figurantes dos cartazes não é desempregada. É funcionária de Câmara e não autorizou o PS a utilizar a sua fotografia (o que não parece ter impedido o referido). Há inúmeros ângulos pelos quais analisar António Costa, a alternativa fiável de regresso a 2010, o homem que só fez bem pela Câmara de Lisboa, mesmo sabendo nós que não é bem assim e pergunte-se a qualquer lisboeta para confirmar, o homem idolatrado que chegou a candidato legislativa através de um reles golpe baixo, apunhalando pelas costas aquele que lutou verdadeiramente pela regeneração da imagem do Partido Socialista. Eu podia continuar, mas penso ter esclarecido o meu ponto de vista. 

Não, não voto em António Costa. Atenção, eu disse Costa, não PS. Eu votaria no PS se este apresentasse um candidato melhor que a Coligação. Mas falha redondamente nesse aspeto. Do mal o menos. Prefiro o atual executivo, que  apesar dos seus inúmeros pecados, sei que se manterão mais ou menos dentro da mesma linha. Costa dará o retrocesso à era Sócrates, ao populismo eleitoral. Se votaria em branco? Sem dúvida, se não houvesse o risco de Costa ganhar as eleições. Não gostaria de saber que Costa chegou a primeiro-ministro porque eu não votei em nenhum. Mais uma vez declaro que o povo ignora o seu real poder. O voto em branco é verdadeiro poder democrático. Já falei deste, voltarei a falar deste. Agora não, que o espaço é curto. Termino assim esta crónica. 

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