Referendo, referendo, referendo, referendo... É só disso que se fala!
Eu dou já a minha opinião. Sou a favor do referendo e não emito pareceres sobre temas que não me interessam, como a coadoção ou a orientação sexual de alguém (porque essas conversas são para se ter intimamente, não em blogues). Mas não são todos a favor do referendo. «É antidemocrático», diz alguém. «Desvirtua a democracia», diz outro. «Um Estado democrático não precisa de referendos», diz mais alguém... Francamente, é engraçado ouvir isto. E porquê? Ora, pela simples razão de o referendo exigir a opinião do povo. E todos sabemos que exigir a opinião do povo é antidemocrático. Aliás, é uma medida fascista, a de pedir a opinião do povo! Contradições, contradições, contradições, é isso que se verifica. Algumas destas pessoas que agora criticam que se peça a opinião ao povo lutaram para que o povo tivesse opinião... Acho que não sou o único a achar isso esquisito.
Por isso, passou o referendo, acabou. Um referendo não é mais que pedir a opinião ao povo sobre determinado assunto. Por isso, a oposição (e os partidos aliados) deviam calar a boca e deixar o povo falar. Já que ninguém pergunta ao povo se concorda com cortes e mais cortes, que ao menos o povo possa ter opinião sobre a coadoção de crianças. Parece-me, no mínimo, justo.
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