quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

A banca só estraga tudo

Esta semana recebemos uma prenda de Natal antecipada: mais uma vez vamos ver parte dos nossos vencimentos surripiados para ajudar mais um caso perdido. Mas há mais! Aparentemente, resgatar um banco é canja de galinha, mas garantir o regular funcionamento das coisas é demasiado trabalhoso. Um homem de 29 anos morreu na segunda feira porque precisava de ser operado de urgência, mas o hospital não tinha o pessoal disponível. Ou uma desculpa parecida. Este caso só comprova que caímos no ridículo. O Estado sempre viu na banca a sua prioridade. Pessoas? Essas morrem todos os dias, que se há de fazer? Agora, os bancos? Esses que não vêm mais nada à frente a não ser números e capital? Esses que arruinaram tudo, destruíram vidas e aniquilaram a economia mundial? Esses é que merecem ser ajudados pelo Estado. Realmente, é apenas e só lógico. Ajudar o banco dá dinheiro, ajudar as pessoas não. Naturalmente, ajuda-se os bancos. Mete nojo. Admito-me enojado com a classe política que nos olha de lá do topo da imunidade aparente. Mas eles não estão seguros. Basta algo rebentar, e a sua segurança cai por terra. Eu espero que não tenha de chegar a isso. Ainda confio nos jovens políticos. Os dinossauros podem morrer todos, não quero saber. Desde que os jovens façam diferente... que utopia... eu devia deixar de sonhar tanto. Os políticos jovens são formatados exatamente como as velharias. E isso enfurece-me de tal maneira. Por isso, confesso-me farto, mas impotente. Não tenho ilusões de conseguir mudar alguma coisa. Mas não perdi a esperança. Talvez seja a altura do ano a inspirar-me. Talvez seja um sonhador iludido. Que seja. Ao menos vivo com a esperança de haver felicidade, em vez de viver sem felicidade alguma. Os bancos podiam ir todos ao fundo, por mim. Mas deixar uma pessoa morrer desta maneira? Ridículo! 

E é tudo. Um feliz Natal a todos vocês desse lado!

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