Que maneira de acabar o ano! O Paulo Portas anunciar que não se vai recandidatar à liderança do CDS-PP após 16 anos à frente do partido. Portas é o líder do CDS desde que eu me lembro de ouvir falar de política na televisão. Começou como jornalista, mas depressa enveredou pelas malhas do jogo partidário, até chegar à liderança do partido em 1998. Desde então, Portas sempre foi aquele deputado cuja voz exaltada mais criticava a atuação dos governos socialistas. Recordo em específico uma altura em que Portas conseguiu mesmo com que Sócrates não conseguisse responder às acusações, por lhe faltarem palavras para tal (se não estou em erro, foi em inícios de 2010...). Enquanto candidato às eleições legislativas, a imagem mais marcante de Portas é o de "Paulinho das Feiras", o candidato das visitas às feiras e dos beijinhos às idosas. É o fim do seu ciclo político à frente do partido. Mas não é o fim da vida política de Portas. Ainda ouviremos falar muitas vezes o seu nome, não duvido.
Politicamente, nunca fui adepto de Paulo Portas. No entanto, penso que, como político, Portas foi como nenhum outro. Soube sempre aproveitar as oportunidades que lhe caíam no colo, sabendo bem manipular os argumentos e os factos em seu favor.
Agora deixa a liderança do partido, no próximo congresso do CDS-PP. Foram muitos anos. Dos líderes partidários que mais tempo esteve à frente do partido. Agora o CDS perde o seu PP. E um novo ciclo se inicia nesse partido.
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